Por que todo desenhista deveria ter ido ver a mulher do Watsuki

Yo!

Da série “Desventuras do Sakuda na Terra Encantada”. Bora ver!

Dia 28 de Fevereiro, na FNAC mais escondida de São Paulo, a de Pinheiros, aconteceu a palestra de Kaworu Kurosaki. A escritora é conhecida por seu trabalho ao lado do marido, o mangaká Nobuhiro Watsuki, criador de Rurouni Kenshin, também conhecido no Brasil como Samurai X.

Além de atrair a atenção dos poucos fãs da série, o evento tinha um atrativo que a maior parte das pessoas não notou: Era uma palestra sobre o ofício de mangaká, dado por uma pessoa diretamente ligada com a elite da elite do mangá. Seria algo como aprender sobre super-heróis com a Lois Lane. Ou seja, um evento extremamente interessante à todos que fazem mangá no Brasil, em qualquer nível.

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Se até hoje, você só soube de coisas superficiais sobre como trabalham no mercado japonês, agora, você teve a chance única de saber como é de verdade, sem intermediários, direto de alguém que trabalha com isso. E esse tipo de coisa não tem preço.

O evento em si, levou cerca de uma hora e meia (se não me engano). Com cadeiras todas ocupadas, boa parte do público ficou de pé, em um canto em diagonal para o palco por causa da estranha disposição do espaço. E como era pequeno! Umas 80 pessoas sentaram, alguns envolvidos no evento ficaram atrás, tinha um palco de um passo e um projetor pequeno.  Não me entra na cabeça que Manaus teve um espaço maior, Rio de Janeiro teve um espaço mais confortável e em São Paulo, que atrai sempre mais público no segmento, teve que ser alojado ao lado do almoxarifado do andar de cafeteiras!

Se você ainda não leu os posts do Denys, no Gyabbo! e do Diogo, no Anikenkai, sugiro que leia, eles falam bastante do evento e eu choveria no molhado, não é isso que eu vim fazer aqui hoje! Hoje, eu vim por você, amigo do “onde eu vou aprender mais?”, por você, colega do “Toda escolinha tem desenho de mangá, mas nunca ensinam roteiro”. Sim, eu vim pelo público principal do evento, aquele que não compareceu!

KAORU KUROSAKI FALA SOBRE SI, WATSUKI, EIICHIRO ODA E MAIS NO RIO – Anikenkai fala do evento no Rio.

PALESTRA COM KAWORU KUROSAKI (ROTEIRISTA DE SAMURAI X) – Gyabbo! fala do evento em Manaus.

A palestra da escritora, que por um acaso é casada com o Watsuki (no Anikenkai tem uma linda história de amor deles), foi extremamente interessante para entender mais sobre o mangá. Ele se focou claramente em explicar os processos, a rotina, mas principalmente, o peso de cada página, o subscrito que você, leitor, não precisa saber, mas você, criador, tem que entender de uma vez por todas.

Esse tipo de evento é uma coisa tão incrível que só me faz lembrar o quanto somos privilegiados às vezes e não nos damos conta. E nem é pela página de Embalming que ainda não foi publicada nem no Japão, mas sim pelo teor do evento, que não existe no Japão, ainda mais de graça. Um autor da Shonen Jump de grande sucesso não costuma dar palestras, falar da vida, do trabalho, metodologia. Você tem um ou outro caso, que em geral, você ouve falar ou lê por notícias, como aqui, no Genkidama. Mas agora você teve a chance de presenciar e ver de perto.

Já falei anteriormente de um outro evento semelhante, que aconteceu há uns dez anos atrás, quando o cultuado e reservadíssimo Yoshiyuki Tomino veio para falar de seu método de trabalho e sua filosofia, algo que os japoneses mesmo só podem saber por livro (o manual de direção dele é espetacular, um dos meus favoritos). Se na vida, ele fez algum evento que não foi pra falar nostalgicamente de Gundam, sua maior contribuição otaku, deve ter sido este. E deram de ombros.

Quero lembrar a você que me lê, que o XIL é um blog de mangá e anime, mas antes de tudo, é um lugar onde eu falo de coisas que eu gosto e que gostaria que você gostasse. Raramente faço postagens sobre coisas que não gostei porque prefiro te fazer ir atrás de algo do que evitar outra coisa. Afinal, eu querer que vocês gostem do que eu gosto não é pra ter clones de perfil cultural, mas pra expandir o seu gosto pessoal com o meu.

E se tem algo que eu gosto é de aprender. Não só em livros, não em instituições. Seria hipocrisia, já que eu sou contra o sistema de ensino. Mas eu aprendo conhecendo pessoas, principalmente as que viveram situações especiais. Palestras e workshops bem dados, como foi o da Kurosaki sensei, são um terreno fértil para expandir a sua percepção do que é o mangá através da visão do que é o mangá da Shonen Jump.

No mínimo, você volta com o texto literal da palestra na cabeça. Mas eu sugiro aos mais interessados que reflitam sobre as coisas, repensem em outros casos, e transforme o conhecimento em algo que vai lhe agregar na vida. E se ela lhe dá limões, você pode chupar limões ou pode fazer limonadas. Ou torta de limão. (eu nem sei porque usei limão como exemplo, detesto coisa azeda!)

Se vermos o conteúdo do que ela disse, muito do que saiu de lá pode ser usado para quem escreve e quem desenha mangá. Tá, eu acho que eu ganhei em dobro por entender japonês, a intérprete era boa, mas com certeza desconhece os termos técnicos do mangá, causando um pouco de confusão em momentos que eu acredito que seriam chave para quem gosta de produção. No entanto, quero dar os parabéns para a Fundação Japão, que organizou e realizou o evento. Bola muito dentro!

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Eu poderia ir aqui enumerando os pontos e dando o ouro, mas acho que é muito melhor você não saber. Fique com raiva, frustrado, e da próxima vez, vá. Falte no trabalho, perca uma aula, faça algum esforço na próxima oportunidade. Vai valer a pena pra todo mundo que está sempre ávido a saber mais e experimentar a vida.

Pra terminar, quero passar a minha impressão do que rolou. Quando cheguei no lugar, mais ou menos uma hora antes do evento, vi duas filas e descobri que uma delas era das oitenta pessoas que sentariam e ganhariam a oportunidade de fazer perguntas e participar de um sorteio de material autografado por Kurosaki e seu marido, Nobuhiro Watsuki. A outra, era a dos que eles “dariam um jeito”. Fiquei sabendo que o último da fila havia chegado no evento as 3 da tarde, quatro horas e meia antes do evento! Um bom sinal.

Durante a palestra, rolou uma gafezinha básica dos caras projetando o e-mail pessoal da escritora, quem anotou, anotou. E ela estava muito animada, até arriscou fazer o comecinho da palestra em português, mas aí, né? Coitada da intérprete! E do público. Kaworu Kurosaki viveu algum tempo no Brasil na infância, mas com certeza não foi o suficiente para aprender a língua, né? Gerou momentos “kawaii desu” quando soltou algumas poucas palavras muito bem colocadas, como “de nada” e “pronto”. Foi muito simpática ao público.

Os momentos em que falou sobre mangá, ela foi muito clara, explicou a produção de páginas e até chamou duas pessoas da platéia para dublarem um name feito especialmente para a palestra por Riichiro Inagaki, escritor de Eyeshield (que poderia desenhar também, arte muito bacana, mesmo no rascunho), por Masahiro Ando, diretor de Sword of Stranger (que tava mal traduzido, palmas ao Kitsune, que reconheceu ainda assim) e pela própria Kurosaki. Faltou um do Watsuki pra ficar belezinha.

Esse momento foi pra mim o ponto alto da noite. Ela falou muito do processo de criação de cena, mostrou a página do livro sendo transformada em script e o script sendo interpretado de três formas diferentes e o que cada pessoa tentou passar na cena.

Depois, na única pergunta que ela pode responder por falta de tempo (PFFF! Por favor, né? ) ela falou sobre como é ter um marido com uma ocupação tão atribulada como a de mangaká. Sua resposta foi até a esperada. Ela também participa do processo e está sempre no mesmo local de trabalho. O pior é mesmo o gato, que não reconhece o Watsuki quando volta pra casa de tempos em tempos.

Emendando, ela falou de um problema muito grave de se ter um marido mangaká. Quando ela falou que Watsuki (ela deixou vazar um “Wakki” carinhoso) era um cara muito grande (eufemismo para gordo), ela falou que isso causava muito problema para ele no trabalho.

Quem imagina os problemas, como o do Naoki Urasawa, que deslocou o ombro por ficar tempo demais na prancheta, nem sabe a gravidade que é… com as cuecas do autor de Rurouni Kenshin! Elas ficam largas rápido e pra piorar, o tamanho da criança dificulta na hora de achar as substitutas. Por isso, sempre que ela viaja, o pedido de Watsuki é por cuecas, muitas cuecas.

O evento terminou com o sorteio e eu vou dizer. Tava rolando um burburinho sobre pegar os caras na saída, porque o que teve de gente com inveja… Por exemplo, lembra que eu falei do último da fila? Ele era um velho conhecido dos eventos, o Bruno, e ele levou no sorteio, um artbook de Rurouni Kenshin autografado por ambos os doisES, Watsuki e Kurosaki. Clássico exemplo de os últimos serão os primeiros.

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PROCURADO

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Acho que dos prêmios, o que os que foram no evento no Rio e em Manaus vão sentir mais raiva é do tal do cartão do evento. Todos os oitenta ganharam esse cartão, mas em São Paulo ela autografou um por um antes de entrar pro evento. E o grupo da amiga Deise (que já fez guest post aqui no XIL) também deu um presentinho pra ela. Eu mesmo não ganhei nada, eu fiquei no grupo de pé, mas tá valendo! Gostei muito e aprendi algumas coisas também.

E a gente se vê num outro evento! Mas só se você for!

29 ideias sobre “Por que todo desenhista deveria ter ido ver a mulher do Watsuki”

  1. Nem se vê, tá!? Eu estava lá e não te vi… muito embora não estivesse prestando a menor atenção nas pessoas a minha volta, também estava no grupo de pé.

    Quanto ao evento propriamente dito, apesar do lugar ser meio precário (fui alguns anos atras em um outro evento parecido promovido pela Fundação Japão também e o espaço era muito melhor), não da pra ficar reclamando desses detalhes.

    A palestra foi incrível, em todos os sentidos! Não sou entendido do assunto, só um entusiasta, mas gostei muito do que vi.

    Achei especialmente interessante a mesma parte que você ressaltou, dos diferentes pontos de vista. E aquela “animação” (já me esqueci do nome) no final foi muito legal.

    Depois do que você falou e parando pra pensar, só agora consigo entender o quanto esta foi uma oportunidade rara. Vendo ela explicar em primeira mão sobre detalhes tão casuais e ao mesmo tempo tão importantes. Não é pra qualquer um.

    Fiquei meio chocado com o jeito como são feitas aquelas linhas de movimento, não fazia ideia de que era assim que faziam!

    Os efeitos sonoros que ela ficou fazendo foi uma historia a parte. A Kaworu Kurosaki foi mesmo muito simpática.

    Nossa! Lendo os comentários agora, o pessoal revoltado! Que isso!?

    Apesar de ser uma pena quem não pode comparecer, tenho certeza que muita gente não foi por preguiça, eu mesmo chamei varias pessoas, mas apenas uma resolveu ir comigo.

    Já tive a oportunidade de ir algumas vezes em eventos assim, e sempre vale a pena. Um dia de trabalho não é nada comparado a essas chances únicas, não da pra perder!

    Enfim, espero que a gente realmente possa se ver numa próxima, até lá!

    P.S.: Se ver esse malandro ai da foto na rua, sequestro ele e só volta pra casa quando eu tiver esse artbook em mãos!

    P.S.S.: Se tivesse ganhado uma daquelas camisas, eu usaria ela tanto que a coisa ia acabar ganhando vida própria que nem o Senketsu do Kill la Kill. Saca quando falam que você já usou tanto uma calça que ela consegue até voltar pra casa sozinha?

    1. “Fiquei meio chocado com o jeito como são feitas aquelas linhas de movimento, não fazia ideia de que era assim que faziam!”
      Cara, agora fala como é uai! kkkkkk

      1. Na mão, com uma régua e bico de pena. A maior parte dos artistas fazem à mão mesmo. Apesar do computador já ter os meios de fazer esse tipo de coisa com perfeição.

  2. Na maioria das vezes eu adoro morar no interior por ser bem calmo, mas nesses momentos eu queria morar em SP, esse tipo de evento n é algo q se ve td dia e a capital sempre vai ser privilegiada com isso, desde os 5 anos meu hobby é desenhar e o evento foi aparentemente um prato cheio pra tds os fãs de mangas, infelizmente n deu pra me deslocar 500 km pra ve-lo, mas quem sabe um dia.. =s

      1. Com ctz, seria ótimo ver palestras com autores do nosso próprio país tbm, mas aqui no interior até evento de animes é uma coisa escassa, mas caso eu saiba da elaboração de algo parecido por aqui, irei com ctz sugerir que chamem o pessoal do Genkidama xD

  3. Eu me sinto meio bobo por ter que colocar isso aqui, mas vocês perceberam que o texto não é bronca, mas sim um incentivo pra que as pessoas se interessem em ir nesse tipo de evento?

  4. Seu texto realmente… Acho que é óbvio que muita gente não pode ir, pois mora em outra cidade, estava trabalhando, cuidando da avó ou não teve condições de se deslocar até São Paulo. Ao invés de você escrever sobre o que ela disse, você enrola, enrola muito, repete-se o tempo todo e só depois diz que não vai dizer nada, que da próxima vez o desenhista que vá. Olha, geralmente quando se faz cobertura de um evento, se diz o que aconteceu de relevante nele, sobre o que o convidado disse. E não foi o caso aqui mesmo! Eu sinceramente não sei se você não entendeu nada do que foi dito, se entendeu mas não quer escrever sobre isso (acha que guardar informações para si fará de você melhor que os outros aspirantes?) ou se resolveu trollar simplesmente. Na boa, seu texto é despropositado e faz os leitores de idiotas. Primeira e última vez que eu venho aqui.

    1. Acho que você não entendeu o texto, Petric. Eu não estou reportando o que aconteceu ( e aliás, não costumo fazer muito disso), pra isso você já tem duas versões boas sobre isso, eu mesmo linkei.

      Mas se você queria saber o que aconteceu, leia o texto até o final que eu conto. Só não discuto o que foi falado lá.

      1. Ser contra ‘doutrinação’ no sistema de ensino significa exatamente o que?
        Ser contra um o sistema de ensino como se organiza – e em pontos específicos- por, por exemplo, desincentivar a criatividade, ou a existência de um sistema de ensino em si mesmo?

        1. Teria muuuita coisa a dizer, mas não vem ao caso. Mas já faz tempo que o ensino é mais status político do que direito pessoal. Por isso que temos mulas diplomadas. Cada vez aprendemos menos a pensar e mais a replicar.

          1. Claro que existem diferenças entre os paises, historicamente etc, mas a educação formal, sempre foi sobre status também, além da parte pratica. Isso é inevitavel, embora a forma e grau possa ser distinto. Agora, devo discordar, nunca se aprendeu tanto a pensar quanto hoje em dia. O nosso sistema de educação longe esta de ser perfeito, mas ele tem que ser aprimorado, e não jogado fora, se quisermos cumprir as metas praticas de um pais como o nosso.

          2. Só uma coisa Sakuda, muita agressividade para cima de algo com o qual você discorda e, ao que parece, é uma vaca sagrada sua. Obviamente, seria perda de tempo desviar o assunto para fora do que foi colocado dentro da postagem que seria uma indicação de evento e um espaço de reflexão. Eu teria mil motivos para discordar da sua posição, mas eu vou me abster (irrite-se se quiser) de discutir extensivamente pela linguagem agressiva dirigida na postagem. Apesar de concordar com certos pontos colocados dentro da sua argumentação contra o sistema educacional o preconceito mostrado contra a categoria de professor universitário foi generalizado o bastante para constatar uma opinião baseada em senso-comum ou contra os educadores em geral. Claro, sua opinião não é senso-comum, mas o seu ódio levou a parecer isso pelo que você argumentou. Eu poderia me deter sobre vários argumentos, mas acho válido mostrar, também, que acho que a maneira como você se dirigiu à categoria de profissionais foi tão generalizada e preconceituosa que, sinceramente, só não invalidou o texto por ele ter outro aspecto. Claro, que muitos espaços de reflexão não são exatamente os da universidade, mas dizer que ela perdeu a categoria de centro de ensino é um pouco de exagero. Outro ponto que não tem haver com isso: eu ia na palestra e, infelizmente, quando o horário foi mudado eu precisei cancelar meu plano de comparecer devido ao trabalho que tenho. Ah, sim, obviamente, só recapitulando: venho de uma família de professores e meu pai é professor universitário e sempre se colocou contra certos procedimentos com relação à obtenção de grau de mestre e doutor, porém, eu como pretendo crescer na carreira e considerando as poucas perspectivas com meu diploma em Letras preciso me conformar á categoria de mestrando e doutorando para poder dar aulas em universidades. Eu deveria ser chamado de sangue-suga por conta disso? Acho que fui claro, não?! Por sinal, bom texto. Só acho que em certos pontos ele se estendeu além do necessário e, isso, é baseado em um conhecimento prático meu de escrever textos.

          3. Pedro, amigo….

            Não sei onde você viu isso tudo. No texto eu fiz um comentário sobre minha posição pessoal e aqui nos comentários eu falei brevemente e bem claro sobre isso. Se você leva a sério o que faz, parabéns, não foi com você que eu falei.

            Próxima!

          4. Talvez eu tenha generalizado para o que eu acho que é o discurso corrente nesse caso. Porém, o meu ponto é que ainda acho que existe troca de idéias na academia, mas troca de experiências é um pouco difícil. E, isso, é uma posição minha, colega. Acho tbm, sinceramente, que sim, houve linguagem agressiva que vc chama de linguagem clara, mas okay. E como eu disse: esse não era o ponto do texto e, então, não é algo tão relevante assim.

          5. Claro que tem, Pedro. Mas melhores universidades, ainda temos muita gente de alto nível sendo preparado para mais do que o mercado de trabalho. Meu ponto é com os diplomados tanto-faz, e com o ensino açougue-industrial. O sistema prussiano de ensino é eficiente desde a Alemanha nazista, mas não funciona se for pensar em um mundo realmente livre. Mas não seria assunto pra esse blog, pelo menos não enquanto eu não arranjar uma boa desculpa pra isso.

            E não tem agressividade, vocÊ acha isso por que é internet e porque eu não coloco emoticon em tudo que eu escrevo.

          6. Ah, sim. Só esqueci de dizer algo sobre o texto: não acho seja necessário justificar ou ficar bravo por conta do que o pessoal curtiu ou não de vc ter falado sobre o que eles esperavam. Eu já briguei muito com meu público por achar que eles eram cabecinha de mais às vezes e muito preconceituosos quando tratava de temas polêmicos. Não vale torrar a cabeça em cima de coisas que não temos controle ou não vimos. Só assuma que não existe. Isso evita stress.

  5. Poxa, interessante saber que ela já morou no Brasil… e sabe que o Watsuki é ‘fofo’ haha!

    Queria que alguém tivesse lançado a pergunta: “Você leu Bakuman? O que achou?”

    1. Ela teria dito “é legalzinho…” enquanto pensava “uma m****. Não tem nada de verdade ali, só marketing da jump.”

    1. Essa é a ideia. Não é pra dizer que as pessoas tinham que ter voado pra São Paulo ou pro Rio, ou mesmo largado tudo pra ir ver. Mas que se podiam e não fizeram, estão perdendo sozinhos.

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