BEDA #07 – Meus 5 podcasts gringos favoritos

Como eu havia comentado lá no post de estreia, o BEDA também é um lugar para eu postar uns posts mais aleatórios, mais pessoais e que, mesmo fugindo um pouco ao assunto principal do blog, eu considero que vocês podem curtir. É por isso que hoje quero falar sobre meus 5 podcasts gringos favoritos!

No Brasil temos ótimos podcasts, mas se ampliarmos nossa biblioteca para os podcast estrangeiros, podemos nos surpreender bastante com conteúdos de extrema qualidade e até bem diferentes do que estamos acostumados. Isso acontece pois por aqui, nossos podcasts tendem a se manter no formato “discussão mesa de bar” popularizado pelo vanguardista Nerdcast, do Jovem Nerd. Aqui mesmo no Anikenkai nós temos dois podcasts que seguem, malemá, esse formato. Como eu escuto muitos podcasts estrangeiros, arrisco dizer que até mais que brasileiros, decidi fazer essa lista para compartilhar meus favoritos com vocês. Não deixe também de ir nos comentários desse post compartilhar os seus podcasts gringos favoritos também! Vamos então a eles que, além de serem bem interessantes, ainda são uma boa forma de praticarmos nossa compreensão de Inglês!


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IGN Anime Club

Como o próprio nome já entrega, é o podcast dedicado a animes do conhecido site — antes focado em games mas agora cada vez mais amplo para outras áreas do entretenimento — IGN. As três hosts, Miranda, Kallie, e Meghan discutem semanalmente sobre os animes que estão acompanhando e também sobre um tema específico que envolva o universo dos animes. Vez ou outra elas recebem convidados no programa que podem ir desde colegas de IGN como também profissionais da indústria da animação japonesa.

Gosto desse podcast pois a química entre as participantes é muito boa. Os programas são gravados “ao vivo” com as três e eventuais convidados compartilhando uma mesma mesa e se olhando no olho, o que possibilita uma maior interação entre eles. Inclusive, o podcast também é gravado em vídeo caso vocês prefiram assistir assim. A maneira como elas comentam seu hobby é muito verdadeira e empolgada, mas sem exageros forçados. São verdadeiras fãs comentando sobre animes sem querer parecer mega intelectual mas também sem parecerem ter 7 anos de idade.

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Star Talk Radio Show

Se você não conhece o astrofísico Neil DeGrasse Tyson, deveria conhecer. Se você sabe que plutão foi deposto do status de planeta, saiba que ele é o responsável. Porém, goste você ou não dessa decisão, o cara é simplesmente sensacional. Além de ser inteligentíssimo, ele tem uma absurda capacidade comunicativa. Em 2014, Neil foi escolhido para apresentar a nova série Cosmos (disponível no Netflix) e, com isso, ganhou uma fama ainda maior. Seu podcast data de antes do programa de TV e, semanalmente, debate, junto com seu co-host, o comediante Eugene Mirman, e com eventuais cientistas e celebridades convidados, temas como astronomia, física e… sendo sincero… tudo mais! Neil descreve que seu podcast fala sobre “tudo sob a luz do sol; ou melhor, tudo sob as estrelas do universo”.

Com assuntos variados, levando ciência a todo mundo que tem interesse, tornando-a acessível, mas não burra, Neil conquistou minha atenção e hoje, o StarTalk é um dos podcasts mais bem sucedidos dos EUA. Se querem conhecer um pouco mais do jeito do Neil, recomendo verem a série Cosmos que linkei acima. Não tem como não se apaixonar.

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Millennial

O que começou como um projeto despretensioso de uma jovem americana recém formada que queria entrar para o mundo do rádio, ganhou notoriedade nacional e depois internacional. Megan Tan traz um podcast autobiográfico-narrativo que se propõe a documentar a vida de uma millennial, aquela galera que agora está nos seus 20 e poucos anos. Uma época em que todos nós já passamos, estamos passando ou passaremos. Você não sabe o que vai acontecer no próximo episódio da história e nem Megan!

Pessoalmente, me identifiquei bastante com os temas do podcast e pelas situações que a Megan passa. Estando eu já na segunda metade dos meus 20 anos e vivendo muitos dos desafios de começar uma carreira, ter um bom currículo, sair de casa, etc, é bom ouvir as histórias de uma outra pessoa que está em uma situação muito parecida com a sua, mesmo que com um hemisfério de diferença. Sem dúvida Millennial é um podcast muito mais pessoal do que qualquer outro dessa lista e talvez até do que qualquer outro que você já ouviu. Megan é uma personagem interessantíssima e acompanhar suas aventuras me emociona, me alegra e me entristece. Ver ela “manobrar seus 20” me faz olhar para mim mesmo e para minhas escolhas.

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Radiolab

Provavelmente o RadioLab é um dos podcasts mais ouvidos ao redor do mundo. Apresentado pela dupla Jad Abumrad e Robert Krulwich, o Radiolab se foca em contar histórias através da voz, da música e de uma edição de som animal. Um dos melhores nesse ramo, os tópicos abordados, por mais comuns que possam parecer, se tornam verdadeiros protagonistas de cada episódio, narrados através de entrevistas, encenações, montagens sonoras, etc. A habilidade de tornar temas comuns em algo incrível e interessante é o que me atrai a ouvir cada episódio com muita atenção. Muitas vezes também temos temas mais amplos, complexos, filosóficos, etc, que são tratados de uma maneira muito “leve”, mas não menos minuciosa e inventiva. Se vocês querem uma verdadeira experiência narrativa em forma de podcast, Radiolab é o que há.

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Shall we play a game?

Eu escuto alguns podcasts gringos sobre games, então escolher um só para colocar nessa lista foi mais difícil, mas decidi ir por Shall we play a game por dois motivos:

Primeiro pelo cacife e química dos apresentadores. Chris Suellentrop é um colaborador do The New York Times e seus artigos sobre games já apareceram em diversos veículos grandes como The New York Times MagazineWiredNew Yorker, Kotaku, Rolling Stones e por aí vai. O cara tem uma opinião sólida, fala bem sobre os mais diversos assuntos e tem bons contatos na indústria que, vez ou outra, aparecem no podcast. Ele decidiu se juntar a JJ Sutherland, um ex-produtor e correspondente da NPR (National Public Radio) que é um gamer de coração. Os dois se completam e os podcasts são carismáticos e cheios de conteúdo.

Segundo pois cada programa tende a se focar em um ou dois jogos específicos — desde jogos AAA do momento até uns indies mais underground — que os apresentadores exploram e compartilham suas experiências jogando-os. Além dos jogos, algumas vezes os apresentadores conversam sobre algum tema ou acontecimento relevante na indústria, fazem entrevistas, recebem convidados, etc. Tudo num programa que raras vezes passa das uma hora de duração ficando, muitas vezes, ali na marca dos 30 minutos.

Essa combinação de boa duração e bons apresentadores me cativou nesse podcast que é bastante recente, nem um ano de existência tem ainda. Espero que vocês também gostem!

Sobre Diogo Prado

Tradutor, podcaster, jornalista, amante de cinema, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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