Watamote – Primeiras Impressões

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Sabem aquela sensação de quando você acaba de assistir a um primeiro episódio e sabe que está diante de uma excelente série? Então, foi assim que eu me senti com Watamote, ou, para os que curtem títulos gigantes, Watashi ga Motenai no wa Dou Kangaete mo Omaera ga Warui!

Kuroki Tomoko é uma garota tímida e reclusa que gastou boa parte do seu ensino fundamental com otome games, jogos de simulação de relacionamento para garotas. Porém, agora que ela está entrando no ensino médio, está decidida a passar sua popularidade dos jogos para a vida real. Um objetivo nada fácil de se alcançar.

Mas apesar de difícil, será bem engraçado de se acompanhar.

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Se vocês leram meu guia de sugestões e apostas da temporada, sabem que eu sugeri Watamote porque ele tratava do fandom e, como eu tenho sempre interesse em ver como as histórias retratam esse público, era assistida certa. Porém, eu sabia que poderia existir algo além. A fama de Watamote era muito grande nos diversos meios com os quais eu interajo. Mas para variar, eu nunca fui a fundo no material original para buscar um pouco mais sobre (maldita falta de tempo).

Porém, ao assistir ao anime, eu fico grato de ter esperado. Primeiro poque eu pude finalmente conhecer essa sensacional personagem que é a Kuroki. Cara, se pararmos para pensar na situação dela, é algo bem triste. Na verdade bem triste mesmo! Uma menina reclusa que tem um forte fobia social e que não consegue nem falar um “oi/tchau” para outras pessoas devido a tanto tempo só interagindo digitalmente. Mas o anime usa isso como uma espécie de humor negro.

Afinal, Kuroki é uma das pessoas mais loser que vocês jamais viram. E é sobre os olhos dela que vamos acompanhar a história. É nesse ponto que entra o excelente trabalho da equipe técnica, o segundo motivo pelo qual eu fico grato de ter esperado.

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A produção do anime conseguiu fazer um trabalho impecável na criação desse universo em que somos jogados. Ele é caótico e energético. Muitas pessoas não tem rostos pois não é isso que importa para a personagem principal, só o que eles dizem, ou a parte que ela considera importante do que eles dizem… afinal, por todo lado que ela anda as pessoas só falam de relacionamento, namoro, beijo, karaokê, etc.

A fantasia criada por Tomoki ao seu redor, seja nos seus momentos de viagem mental, se imaginando uma linda mulher, até desabar ao encarar a dura realidade no espelho, ou até mesmo em situações comuns, gerando momentos que deixariam Light e suas potato chips intrigado, tomam proporções ainda maiores sob a direção de Shin Oonuma (que não a toa dirigiu Baka to Test, outro anime que faz excelente uso de recursos visuais).

Em resumo, para não me estender demais, Watamote é um anime denso e pesado, tratando de uma temática bem delicada, como a depressão e fobia social, mas ao mesmo tempo, é leve e divertido. Competência do diretor e do material original. Para mim, uma das melhores adaptações de 4-koma (mangá feito por tirinhas de 4 quadros) que eu já vi. Espero fortemente que mantenha o nível até o final. Uma das melhores estreias da temporada e, com certeza, uma das mais interessantes.

Obs: Abertura e Encerramento SENSACIONAIS nesse anime.

Leia também:

Primeiras Impressões de Watamote no XIL

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Sobre Diogo Prado

Tradutor, podcaster, jornalista, amante de cinema, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

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