Mangás para o Dia dos Pais

Aproveitando o Dia dos Pais, decidi por indicar alguns mangás que tenho considerado bem interessantes e que envolvem, justamente, a temática de pai e filho(a) (perdeu, Gendo Ikari). Fazer isso é um tanto difícil pois, no geral, muitos mangás acabam caindo no esteriótipo de pai ausente e por aí vai. Eu queria algo que fosse justamente o contrário, que fosse sobre boas relações entre pais e filhos(as). O resultado você confere logo abaixo.

Lembrando que essa lista não está em nenhuma ordem de preferência ou de qualidade. São apenas algumas das obras que eu li, estou lendo ou tenho o interesse em ler e que tratam sobre o tema. Com certeza existem muito mais por aí, então não exitem em postar nos comentários caso saibam de mais alguma ou queiram comentar algumas das indicações aqui.

Então, vamos lá!

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My Girl (SAHARA Mizu)

Começo com My Girl pois pode-se dizer que foi este o mangá que me fez escrever essa lista. Há muito tempo li sua sinopse e deixei na lista de espera. Soube até que fizeram um dorama baseado na série nesse meio tempo. No entanto, durante essa semana, comecei a lê-lo e fiquei simplesmente apaixonado. Para começar, a arte é belíssima e isso já fica claro logo nas primeiras páginas do primeiro volume. Mas além disso, o roteiro é muito bem trabalhado e a relação que essa família desenvolve está sendo (ainda não acabei de ler) muito gostoso de acompanhar.

Na história, Kazama Masamune é um rapaz de 23 anos que não consegue esquecer a menina por quem ficou apaixonado no último ano do ensino médio e com quem teve um gostoso relacionamento… até ela decidir ir estudar no exterior. Cinco anos se passaram e, apesar das inúmeras cartas que ele mandava, nunca obteve uma resposta. Até que um dia ele recebe a notícia de que ela faleceu. No funeral, a mãe da menina dá a ele uma notícia ainda mais chocante: ela teve uma filha de quase 5 anos de idade e dizia ser ele o pai. Em um primeiro momento ele desacredita, mas a pequena Koharu o faz mudar de ideia ao mostrá-lo às cartas que sua falecida mãe nunca teve coragem de enviar. Aquilo que começou como um grande desastre, se transforma numa relação de extrema felicidade entre pai e filha.

Como eu disse, ainda não acabei de ler, então não posso comentar sobre como a história termina, mas posso dizer que está sendo muito gostoso de ler. É aquele tipo de mangá reconfortante e agradável que as vezes tanto precisamos. É preciso dar atenção à histórias simples e eficientes como essa de vez em quando. Recomendo fortemente.

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Usagi Drop (UNITA Yumi)

Seguindo a mesma linha de My Girl, minha próxima indicação é Usagi Drop, um mangá que teve a infelicidade de tomar rumos bem duvidosos na parte final de sua trama, mas que, em grande parte, ainda é uma das melhores histórias de relacionamento entre pai e filho que já tive o prazer de ler.

Durante o funeral de seu avô, Daikichi, um homem solteiro já nos seus 30 anos, descobre que o mesmo teve uma filha fora do casamento com uma jovem amante. Depois de ver que ninguém na família queria tomar conta da pequena Rin, ele decide adotar a menina mesmo sem ter nenhuma experiência prévia como pai.

Sério… vamos ignorar a parte final de Usagi Drop e focar na parte que, de fato, importa e como é uma história linda de se ler. É ao mesmo tempo uma história de crescimento pessoal de Daikichi e de esperança para Rin, que, em situações normais, teria sido mandada para um orfanato ou seria cuidada por pais adotivos que não a quisessem. É de fato uma pena o rumo que as coisas tomaram, mas ainda vale muito a pena ler Usagi Drop. Só de me lembrar, seja do anime ou do mangá, eu já fico com um sorriso no rosto.

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Yotsubato! (AZUMA Kiyohiko)

E cá está, o famoso mangá Yotsubato!. Esse mangá é simplesmente uma das melhores coisas que o Japão criou nos últimos anos e não estou sendo exagerado. Acontece que ele te ganha pela incrível simplicidade de seu humor, que ronda basicamente a inocência da pequena Yotsuba sobre o mundo que a cerca.

Yotsuba foi adotada pelo Sr. Koiwai (nós não sabemos o nome completo dele) e com a ajuda dele descobre o mundo ao seu redor com extrema curiosidade e entusiasmo. Esse entusiasmo, por sinal, é o grande charme da obra e conquista o leitor em cheio. As coisas mais simples do dia a dia ganham um tom épico sob os olhos de Yotsuba. E falando da relação entre pai e filha presente no mangá, ela não fica atrás em ser interessante e agradável. O Sr. Koiwai decidiu adotar a menina e levá-la para o Japão quando a encontrou em um orfanato no exterior (segundo ele), Porém ele não é, no início, aquele modelo padrão de pai ideal. Ele é relaxado, brincalhão e tranquilo, mas faz de tudo para se tornar o melhor exemplo de pai para Yotsuba. E esse esforço dele em ser o melhor para a filha adotiva é que é gostoso de se acompanhar.

O mangá não tem uma sequencia de eventos encadeados, sendo mais episódico. No entanto, eu recomendaria ler desde o começo mesmo, para poder acompanhar o dia-a-dia dessa dupla e das pessoas ao seu redor. Outro mangá ALTAMENTE recomendável. Não tem como não se apaixonar pela Yotsuba.

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Otaku no Musume-san (Stu-Hiro)

É engraçado que logo pela manhã já vi mensagens no twitter gente dando parabéns aos pais e tudo mais e alguém fez uma brincadeira perguntando se “algum dos otakus ali era pai”. Logo me veio à cabeça Otaku no Musume-san.

Na história, acontece exatamente isso. Um otaku descobre um belo dia que é pai de uma meninha e que ela agora irá passar a morar com ele. Como lidar com seu hobby ao mesmo tempo que tem que criar uma criança. E mais, como a criança irá encarar o hobby do pai.

Infelizmente nunca cheguei a ler, de fato, o mangá além dos primeiros capítulos, mas está lá na pilha de leitura. Já cheguei a ler comentários de pessoas dizendo que lá pro final a série acaba se enrolando e perde o rumo (não, não acho que seja um rumo “sujo”, como vocês podem estar pensando). De qualquer modo, irei ler um dia, mas fica registrado aqui um mangá sobre um pai otaku e sua filha.

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Shokugeki no Soma (TSUKADA Yuuto, SAEKI Shun)

Você deve estar se perguntando por que diabos eu coloquei Shokugeki no Soma nessa lista. Pois saiba que, além de ser o mangá mais interessante da Shonen Jump atualmente (tirando One Piece que é hors concour), a figura paterna tem forte participação no mangá!

Yukihara Soma é um menino que desde cedo trabalhou ajudando no restaurante de seu pai. Ele acabou desenvolvendo uma forte paixão pela cozinha e por descobrir novos sabores. Seu sonho era herdar o restaurante e se tornar ainda melhor que seu pai. Mas aí este decide fechar o restaurante por dois ou três anos e viajar para o exterior sem dar maiores explicações. A única coisa que ele faz é matricular o filho na melhor escola de culinária do Japão, e uma das melhores do mundo, onde só 10% dos alunos se formam, e dizer que “o estará esperando”.

A todo o momento no decorrer da história, Soma se espelha em seu pai. Para ele, seu pai é o grande exemplo a ser seguido. Embora aparentemente tenha abandonado o filho, ele na verdade o colocou sobre um intenso treinamento para tornar possível seu sonho.  Mas não só Soma como muitos ao seu redor que conheceram seu pai também fazem referência a ele. Se não fosse pelo pai, Soma não estaria ali e, mais do que isso, não estaria preparado para encarar os desafios que vem aparecendo. Mesmo a distância, ele ainda cuida do filho através dos ensinamentos que deu durante todos os anos em que passaram juntos, e, ainda assim, conseguiu perceber o momento em que deveria se afastar e deixar o filho evoluir sozinho. Pai foda.

Recomendo fortemente Shokugeki no Soma para todos! Um excelente mangá que, de fato, me surpreendeu. Como eu disse, o mangá que mais me interessa na Jump atualmente.

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Blue Exorcist (KATOU Kazue)

Para fechar essa lista e já que começamos a falar de shonens com Shokugeki no Soma, nada melhor do que Blue Exorcist. Eu sei que comecei a lista dizendo que queria falar de mangás que expressassem boa relação entre pai e filho, mas quando você é filho DE SATANÁS a coisa complica um pouco. Mas aí é que está a questão, o jovem Rin, o filho do capiroto, não se espelha em seu pai “biológico”, mas sim em seu pai adotivo, um dos melhores exorcistas que já existiram. Graças a sua criação, Rin decide negar sua origem biológica e, além disso, decide combatê-la, se tornando ele mesmo um exorcista.

Comecei a ler o mangá agora que a JBC decidiu publicá-lo por aqui e achei realmente interessante. Tinha visto o anime e não tinha me empolgado, mas com o mangá a sensação foi bem diferente. Não vejo a hora de ler o volume 2! Um mangá de ação bem divertido, com muita pancadaria e um filho lutando contra o reino de seu pai!

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Bem, a lista termina aqui. Espero que vocês tenham gostado e que leiam algumas dessas séries, ou todas elas, vai saber!

Não deixem de comentar falando o que acharam e se tem alguma outra indicação!

Feliz Dia dos Pais para todos os pais que leem o Anikenkai e os pais de nossos leitores!

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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