Nura: A ascensão do clã das sombras – Editora JBC – Vol.1

Os boatos começaram em agosto, a confirmação veio em setembro, o nome da versão brasileira e a capa do volume #1 no começo de outubro e seu lançamento ao final do mesmo mês. Depois de toda essa espera e evolução, finalmente chega às bancas brasileiras a primeira edição do Nura: A ascensão do clã das sombras pela editora JBC.

Nurarihyon no Mago ou Nura: A ascensão do clã das sombras, como ficou na edição brasileira, é um manga do autor Hiroshi Shiibashi originalmente publicado na famosa revista semanal Shounen Jump desde março de 2008 até junho de 2012 que acabou migrando para a revista irmã Jump NEXT! onde está próximo do seu fim, completando um total de 25 volumes.

Na história temos o jovem Rikuo Nura, neto de Nurarihyon, líder do clã Nura e o comandante supremo de todos os youkais (demônios japoneses). Apesar da sua descendência, Rikuo possui apenas 1/4 de sangue youkai, o que faz dele um humano normal na maior parte do tempo, escondendo dentro de si o grande poder que a família Nura carrega consigo.

A história começa com Rikuo ainda muito criança, morando em um lar cheio de outros demônios e criaturas, fascinado pelas histórias de seu avô sobre seus grandes feitos do passado, o que faz o garoto se orgulhar e desejar logo poder ser o líder do clã. No entanto, o garoto percebe que ser um youkai não é algo tão bom quando pensava, já que eles são responsáveis por traquinagens, roubos, terror e mortes.

Assim, Rikuo cresce negando seu próprio destino e querendo apenas viver uma vida normal de humano, mesmo com toda pressão dos outros clãs sobre sua liderança que vai aumentando com o passar dos anos, além de amigos da sua escola fissurados em histórias sobre demônios e fantasmas, o que o coloca sempre em situações perigosas para que não seja descoberto seu grande segredo.

Na temporada de verão de 2010 o manga recebeu uma adaptação para animação pelo estúdio DEEN que eu acabei não acompanhando, mas gostei do início do que vi. No entanto, me impressionei por encontrar no quadrinho uma obra mais bem acabada, em um ritmo de narrativa que consegue crescer com o enredo capítulo após capítulo.

É difícil falar por um único volume, mas esse primeiro consegue mesclar muito bem características de mangas slice-of-life, colegial, battle shounen com o tão rico folclore e lendas japonesas. Tudo isso com um traço muito bonito de Shiibashi que mesmo em uma obra semanal dá uma grande atenção aos pequenos detalhes, algo imprescindível para uma obra que trabalha com seres dos mais diferentes que figuram não somente no imaginário histórico japonês, mas também nas lendas urbanas que até hoje estão presentes, principalmente entre seu público alvo, jovens colegiais.

O trabalho técnico da editora JBC está bom, apesar das transparências constantes no tipo de papel usado no manga padrão de banca, elas estão em um nível aceitável e não atrapalham na leitura. Além disso, a parte de tradução e adaptação também segue o bom nível, apesar de termos como “sinhozinho” soarem como escolhas estranhas.

Divertido, interessante e bem trabalhado, Nura: A ascensão do clã das sombras certamente  é uma ótima pedida para os fãs de shounen ou fãs desse lado folclórico japonês. O preço de R$11.90 que é o novo padrão da editora pode assustar, mas pelo menos o material comprado vale o que cobra na comparação com muitas outras obras que temos em nossas bancas.

E você, já conferiu Nura? O que achou? Deixe seu comentário abaixo!

Os boatos começaram em agosto, a confirmação veio em setembro, […]

12 thoughts on “Nura: A ascensão do clã das sombras – Editora JBC – Vol.1”

  1. Eu discordo, Gyabbo!.

    Como já havia comentado alguns dias atrás no twitter, achei esse primeiro volume de Nura bem chato, com uma falta de carisma (para prender o leitor que não conhece o resto da estória) como pouco se vê por aí.

    Aliás, concordo com o fato da mesclagem entre folclore japonês e o “desenvolvimento” do volume. No mais, achei um volume bem fraco. Passei 7 dias para terminar de ler, embora tivesse bastante tempo disponível…

    Mas, devido à fama e às recomendações de alguns outros twitteiros, darei mais alguns volumes para o mangá me convencer.

    Pode até ser peculiaridade do meu gosto, então, aconselho que cada um compre e leia para tirar a dúvida.

    1. Com certeza cada um deve tirar por si própria a dúvida se vai gostar ou não, eu realmente curti, fiquei até impressionado porque o anime não me empolgou tanto, já o manga eu li rapidamente e com gosto. E isso porque eu não conheço mais nada da história, foi o primeiro contato com o manga mesmo.

      Obrigado pelo comentário,

      Gyabbo!

      1. Esqueci de dizer duas coisas:
        1. Você conseguiu resenhar o volume sem spoilers e de uma forma bem agradável de ler. Parabéns! ;)

        2. A arte do Hiroshi é mesmo excelente.

    2. Concordo com o amigo acima, comprei o primeiro volume e achei fraco uma estorinha bem ruim e por vezes entediante. Nao recomendo pra qualquer tipo de leitor nao.
      Nao continuarei comprando e ja to colocando a venda o primeiro volume!
      Da JBC ultimamente so da pra comprar Rurouni Kenshin e Bakuman pq do resto vishhh…ta bravo.

  2. Eu sou MUITO SUSPEITA para falar de Nura, porque sou muito fã.
    Gostei do trabalho da JBC, a divulgação que fizeram e o desconto na Fest Comix.
    Fiquei feliz por não ter que rezar a todos os deuses de todas as crenças para ter o mangá em português antes de ficar velha ou deixar de gostar do título. A JBC foi bem rápida ao trazê-lo.
    “Sinhozinho” doeu com força no coração, mas acredito na nova Era da editora e que não deixarão esse termo tão bizarro continuar.
    No mais… QUE FOTO LINDA NO COMEÇO DO POST. Gyabbo é um metido mesmo! XD

  3. Não sei o porque, mas achei que ouve uma hesitação na hora de falar da transparência do mangá, que é bem mais constante do que o que foi dito aqui, pelo o que vi do mangá as transparências são muito fortes, pelo menos nas páginas brancas que separam os capítulos, sendo possível ver claramente o que está do outro lado da folha. Não pude ver mais que isso, já que estava foleando um mangá da banca, mas realmente não me pareceu que a transparência durante o capítulo, se houver, poderia atrapalhar a leitura. Também achei que a questão do “sinhozinho” merecia uma atenção maior, porque ficou realmente uma expressão muito ruim no ambiente que o mangá aborda, já vi muitas críticas quanto a isso, aqui no próprio Gyabbo!, em outros mangás que sofreram com esse mesmo problema. Assisti o primeiro episódio do anime e a história não me cativou, tentarei dar uma chance para o mangá que realmente tem uma arte incrível.

    1. Vamos lá:

      – Quanto à transparência, como eu disse no post, elas estão lá, mas não tão fortes (na minha percepção) e em nenhum momento atrapalharam a minha leitura. Na verdade só atentei para elas porque precisava escrever para o blog.
      – “Sinhozinho”, pessoalmente, como comentado no post também, é uma opção questionável, mas não inaceitável. Eu não gostei, mas é algo muito mais pessoal do que realmente relevante.

      Obrigado pelo comentário,

      Gyabbo!

    1. Não me lembrou em nada com Turma de Mônica Jovem, já começa com um tom levemente obscuro, ação e um pouco de violência.

      Claro que tem todo o lado do colégio, slice-of-life e talz, é possível que seja por isso, mas realmente não achei a comparação lógica.

      Gyabbo!

  4. De modo geral, foi um ótimo trabalho que JBC fez. Muito agradável de se ler. Somente duas coisas que deixou a desejar pra mim: o termo ‘sinhozinho’, poderia ser muito bem trocado por “Jovem Mestre”. E o título, gostaria que fosse assim: “O Neto de Nurarihyon” a tradução mesmo do título original, mas acho que esse título que ficou foi devido as pessoas que não são otakus e leem alguns mangás.

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