Acabei de ler um dos piores mangás da minha vida – Yakuza Girl

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A última edição de Yakuza Girl saiu e eu não pude ficar parado como se nada tivesse acontecido ao ler o que li. Na minha análise dos mangás da Nova Sampa, eu mencionei que apesar de ser ruim, Yakuza Girl não era uma abominação, que era algo pra quem queria ver peitos e violência e só.

Mas aí a segunda edição saiu e eu só posso dizer que espero que ninguém tenha lido e caido no conto do vigário como eu caí. Como pode algo ser tão ruim? Acho que o autor tava de sacanagem e queria entrar pra história por alguma razão…

A primeira edição estabelece uma situação bem simples: O principal gosta da menina (nunca nem trocou uma palavra com ela, mas viu ela tomando banho e se apaixonou) e ela é uma guerreira forte e orgulhosa que não tem tempo pra essas coisas. Sua vida é a batalha em honra do seu… Alojamento (porque os alojamentos estudantis aqui são como clãs que devem guerrear) e o moleque acaba indo pro alojamento dela, conhece vários outros guerreiros, sua líder, ganha um poder relacionado e é isso.

Não é bom, mas não é nada ofensivo. Temos um objetivo, uma trama meia boca e os desenhos nem são tão ruins, apesar de ser uma poluição visual do caramba, mas na edição 2, tudo muda!

Os personagens apresentados na 1 em sua maioria desaparecem e temos outros. Incluindo os vilões, que nunca foram nem citados na outra edição, mas devemos nos importa agora… Afinal, um deles é até americano, pô. Se o cara viajou até o Japão, é porque ele tinha algo pra fazer.

As personalidades dos personagens mudam COMPLETAMENTE. A principal se torna uma menina FRACA, insegura que não pára de pensar no protagonista, inclusive imaginando situações sexuais, pedindo ajuda e só se envolvendo em enrrascada. O protagonista também muda. De um moleque que não consegue entender porque ele está nessa situação, ele vira um cara heróico, utilizando seu poder (que até meia hora nem sabia usar) como se fosse normal, detona todo mundo, vira o fodão…

É incrível como a história consegue ser tão esquizofrênica em meras duas edições. Nada mais faz sentido nenhum em relação a edição anterior. Até as brigas juvenis são meio que deixadas de lado por um objetivo incoerente, pra dizer o mínimo.

E os diálogos, nossa. Como alguém pode escrever tanta merda assim? Acho que só se eu tivesse fumado crack pela orelha que eu iria achar esses diálogos normais. É surreal “Eu tive um sonho onde os EUA e a URSS se uniam e todos os países iam pro Vietnã”… Que porra é essa? O que isso tem a ver com qualquer coisa?

E rolam uns plot-twists também, mas a essa altura é difícil se importar com qualquer coisa que esteja rolando e no fim, era tudo meio que um sonho, não sonho, porque a realidade mudou e o final também não faz sentido.

Até a sacanagem, maior atrativo de venda da primeira edição, ficou bem menor em número (apesar de eu achar mais pesada aqui) e as brigas que antes tinham uma razão, imbecil, mas ainda assim, agora são só por haverem. Nossa, só de lembrar estou chorando sangue aqui.

Ah, pra piorar, sempre que um fulano morre tem uma ficha entre os capítulos do cara que morreu. A nova sampa publicou a ficha de um deles duas vezes, uma antes dele morrer, então foi um spoiler que só deixou a experiência ainda mais gostosa na lida.

Várias vezes eu tive que parar pra pensar “Cacete, por que que eu tô lendo isso?” ou “Quem deixou isso ser feito, meu Deus do céu…” Obviamente Yakuza Girl é um dos prenúncios do apocalipse. A presença dele já mostra que o Dante taí, pronto pra destruir a Terra quando for tentar comer a irmã, então não vamos compactuar com isso lendo esse mangá. Fujam.

Sobre Fred

I'm a very twisted person. Gosto de animes e mangás por boa parte da minha vida e comentar sobre isso é sempre um prazer... Desde que eu tenha algo útil pra falar. Afinal, Dirac já dizia: "Eu não começo uma frase sem saber como ela vai terminar". Sou também um quimicuzinho que sabe falar bobagem o suficiente pra parecer inteligente.

A última edição de Yakuza Girl saiu e eu não […]