Prophecy – Um comparativo de capas (BR/FRA/JAP)

A Editora JBC divulgou a capa de Prophecy, seu novo mangá, que será lançado na Fest Comix (Dia 1 a 4 de Maio, em São Paulo) e conseguiu chamar minha atenção. Acontece que a capa é exclusiva da edição brasileira, o que, convenhamos, é uma faca de dois gumes, vide 20th Century BoysPara nossa sorte, no entanto, a JBC acertou a mão e trouxe uma capa bem bonita que eu, pessoalmente, até prefiro à edição japonesa original.

Aproveitando a oportunidade, resolvi fazer mais um dos, agora tradicionais, comparativos de capas!  Confira abaixo e clique para ampliar.

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Como podemos perceber, a capa da JBC é meio que uma mistura entre a capa japonesa e a francesa. Pegamos o corte da arte da edição japonesa e o estilo mais “clean” da arte da edição francesa. A combinação ficou bem boa na minha humilde opinião e eles ainda fizeram um fundo bem melhor do que esse “fundo de poster de filme sci-fi dos anos 90” que colocaram na edição francesa.

Eu fico feliz quando as editoras japonesas dão a liberdade das outras editoras trabalharem o seu material da melhor maneira que julgarem para seu público e o trabalho final acaba ficando realmente bom. Porém, tenho também que confessar que ainda tenho um pouco de chatice purista em mim que diz que “mais próximo do original é melhor”, mas com o tempo vou aprendendo que nem sempre isso é o caso. Para mim, no caso de Prophecy, achei o trabalho bom o suficiente para eu evitar ficar dizendo que o original é melhor e isso pra mim é suficiente.

To louco para conferir essa edição o quanto antes! Manda uma cópia pra mim, por favor, JBC!

E para quem não sabe do que se trata Prophecy:

O mangá trabalha uma temática atual, mas ainda pouco explorada: o cyberterrorismo. Em Prophecy, ou Yokokuhan, título original japonês, os leitores são introduzidos a um novo sucesso do youtube: um usuário mascarado que anuncia “punições” em seus vídeos e, mesmo com todas as contramedidas tomadas pelas autoridades, consegue concretizá-las. O homem nos vídeos escolhe como vítimas pessoas que praticaram algum mal para sociedade, seja incitando o ódio, humilhando seus pares, ou tirando proveito das mazelas de outros. O foco da obra alterna entre o “justiceiro” e a equipe da polícia especializada em crimes cibernéticos.

Um Death Note onde a parte “divina” é substituída pela “internet”… hummm… curioso.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

A Editora JBC divulgou a capa de Prophecy, seu novo […]