Análise – anime Hataraku Maou-sama!

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Estreou na temporada de abril de 2013 e atraiu a atenção por ter uma história tão peculiar, afinal, quem imaginaria o Diabo trabalhando em uma rede de Fast food!

Hataraku Maou-sama! (ou “O Diabo é um trabalhador de meio período”) foi uma aposta do estúdio White Fox (Steins;Gate) em uma light novel, que atualmente possui 8 volumes, escrita por Satoshi Wagahara e que é publicada no Japão desde 2011. Antes do anime estrear a obra chegou a ganhar dois mangás explorando outros acontecimentos e personagens da história o que mostra certa popularidade da novel no Japão.

História fast food

No anime acompanhamos o Rei Demônio chamado Satan tentando conquistar o mundo de Ente Isla, o que ele não esperava é que quando estava bem perto disso à heroína Emilia acabou o derrotando e forçando ele e seus capangas a irem para outra dimensão. O problema é que essa outra dimensão era a Terra e aqui Satan e seu aliado Alsiel assumiram formas humanas não podendo mais usar magias. Para se adequar a viva humana os dois assumem outras identidades, Satan vira Sadao Mao e Alsiel muda seu nome para Shiro Ashiya, enquanto Sadao arranja um emprego na rede de fast food Mg Ronald’s (piadinha com você sabe o que) seu fiel escudeiro fica com a missão de tentar descobrir uma maneira dos dois voltarem para Ente Isla.

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Para piorar ainda mais a situação e criar todos os arcos de história dos episódios seguintes a heroína Emilia vem para a Terra para exterminar Mao de uma vez por todas, mas acaba virando uma humana também que e vai trabalhar em um tele-marketing. No Mg Ronald’s Mao faz amizade com a atendente Chiho outra personagem bem importante para história, a garota é apaixonada por ele, e a partir desses acontecimentos somos levados a uma trama com um pouco de ação e muita comédia.

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Visual do jeitinho que o diabo gosta

O ponto alto do anime fica para sua direção de arte, o White Fox escolheu bem a paleta de cores das cenas, os personagens possuem traços marcantes e os cenários tentam remeter bastante a uma cidade real ainda que um pouco estilizada. É bem agradável de ficar assistindo, nada incomoda nada tela e as cenas dos personagens comendo chegam a dar água na boca tamanho o detalhe nos alimentos e olha que eles comem muito, passei bastante vontade assistindo esse anime. Não chega a ser um primor de direção arte, longe disso, mas é bem funcional e envolvente.

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Poucos personagens, muita repetição

Os personagens em Hataraku são um problema, Mao, Alsiel e Chiho possuem personalidades interessantes, que acabam conquistando o publico, Emi vem mais atrás e acaba sendo uma personagem meio indecisa, achei uma má decisão ela ficar em cima do muro em relação aos sentimentos por Sadao, elas tem motivos de não gostar ele e isso nem precisaria ter sido explorado em minha opinião. Mas o principal problema são os personagens secundários que são só três ou quatro por sinal e os únicos realmente relevantes são o Urushihara e a Suzuno, mas ela só chega a ter alguma importância besta bem no final. Todos os episódios têm histórias que exploram as mesmas características dos personagens, eles não possuem muitas nuances e isso acaba ficando um pouco cansativo.

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Canções que dão sono

Na parte de trilha sonora não existe nada marcante, nada mesmo, a música de abertura e encerramento são bem genéricas e não me agradaram. As trilhas ao longo dos episódios ajudam a ambientar o clima descontraído e relaxante do anime, mas também passam despercebidas.

Acredito que o White Fox ainda precise melhorar muito nesse aspecto, não vi nada de interessante na parte sonora de Steins;Gate e o pouco que vi de Jormungand parecia seguir pelo mesmo caminho.

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Final pouco conclusivo

O anime está longe de ser ruim, mas chega a ser um pouco decepcionante você ver que eles pegaram uma premissa tão inusitada que poderia render tanta coisa para explorar cenas cômicas de ações do cotidiano de qualquer pessoa. É engraçado sim ver o Diabo em pessoa executando ações bobas como atender um cliente e querer muito conseguir uma promoção onde trabalha, mas pouco se explorou sobre a mudança na vida desses personagens, o anime inteiro eles aceitam de maneira muito natural a nova vida que acabaram ganhando do dia para noite. E as cenas cômicas são bem leves, é realmente para você dar uma risadinha e nada mais, a White Fox ficou muito no básico em todos os aspectos, temos comédia na história, mas ela é leve, temos ação e ela é quase nula sem realmente mexer com a vida dos personagens. Um dia o Mao está lutando contra o Lucifer e no outro dia a cidade esta reconstruída e ele esta de volta ao trabalho enquanto o inimigo vai morar em seu apartamento.

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Outro ponto que pode incomodar quem assistir é a falta de um desfecho, algumas coisas acontecem e eles voltam para a vida normal dos episódios anteriores, eles não tentam explicar melhor, por exemplo, porque Mao gostou tanto da terra ou porque ele era tão malvado em Ente Isla.

Todos os episódios de Hataraku Maou-sama acabam sendo iguais aos lanches das redes de fast foods, não são ruins, mas entregam sempre a mesma coisa, sem nada de especial.

Sobre Wagner

Wagner é o manda chuva do Troca Equivalente. Formando em algo sem relação alguma com o universo dos animes e mangás, está sempre por aqui dando seus pitacos. Pelo nome do blog já dá para imaginar qual é o seu mangá/anime favorito.

Estreou na temporada de abril de 2013 e atraiu a […]

3 thoughts on “Análise – anime Hataraku Maou-sama!”

  1. Só tenho que discordar da parte sonora, que sim, é boa. Não tanto na parte da OP/ED, mas as músicas ao fundo.
    Jormungand também teve uma das melhores OSTs de seu ano de lançamento (apesar de eu ter dropado o anime).

  2. “Todos os episódios de Hataraku Maou-sama acabam sendo iguais aos lanches
    das redes de fast foods, não são ruins, mas entregam sempre a mesma
    coisa, sem nada de especial.”

    Resumiu bem mesmo essa série.

    Sabe, eu achei divertida, valeu a pena acompanhar, mas eu esperava bem mais. Não sei como é a novel, mas para mim o forte não é a ação e as batalhas, é simplesmente a situação. O rei demônio tendo que trabalhar e viver como um humano normal. Ele é um grande personagem, que parecia ser mal em um mundo e é bom no outro. É quase uma inversão de papéis. Dava para explorar muito e trazer muitas cenas divertidas, mas acho que o foco mudou durante o anime, então a comédia e as vidas na terra dos personagens foram ficando cansativas e rotineiras. Sinceramente, eu nem estava muito ai para as batalhas e os inimigos, só queria ver mais profundidade no fato do personagem ser mal no outro mundo, pois parecia ter motivos bem interessantes. Eu achei o personagem da Emi fraco simplesmente porque ele tenta trazer mais os problemas do outro mundo a tona do que sua vivência na terra.

    Eu tiro uma nota 6~7/10 para ele.

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