Fullmetal Alchemist: Brotherhood – Conclusão

Olá a todos! O dia está corrido, mas nem por isso deixarei o blog desatualizado, principalmente nesse período de entressafra, vários animes terminando, vários animes começando.

Estive pensando e acho que a melhor proposta será a seguinte; às quartas-feiras irei comentar sobre uma estréia da temporada de verão. Aos domingos será a vez dos animes que já terminaram e eu ainda não comentei, como é o caso de Durarara!! e outros. Pensando dessa forma, hoje venho com as minhas conclusões sobre Fullmetal Alchemist: Brotherhood.

AVISO: Esse post poderá conter spoilers sobre o fim da série, leia por conta e risco.

No dia 05/04/2009 eu postei aqui no Gyabbo! sobre as minhas primeiras impressões de Fullmetal Alchemist: Brotherhood. Tudo deveria ser comentado de forma muito delicada, não estava comentando sobre uma série qualquer, mas sim uma que ajudou a moldar todo o meu gosto por animes até hoje. Muito se perguntava se essa nova versão conseguiria ser tão boa quanto a primeira, que mesmo não seguindo o manga, conseguiu ser construída e terminada de forma fantástica, se tornando um clássico moderno.

Sendo sincero, no começo eu acreditei que não. A animação parecia mais fraca, as cenas apenas se repetiam, as piadas com a altura do Edward eram excessivas, nada que tirasse a qualidade do anime em si, mas não permitiam uma comparação justa. Mas Brotherhood foi crescendo e, como aquele pequeno Homúnculo que queria sair do frasco, não podia mais ser contido pela sombra do seu irmão, ela precisava de mais espaço.

E ao sair do mesmo caminho trilhado pela versão anterior, Brotherhood pôde finalmente crescer! As proporções da história dos irmãos Elric ficaram muito maiores, as questões não eram mais pessoais, mas sim políticas, militares, sobrenaturais. O mistério que envolvia toda a trama começava se desembrulhar de uma forma progressiva que fazia cada episódio melhor que o anterior, deixando os espectadores atônitos com tudo que surgia. A pergunta a cada fim de episódio era sempre “Pode ficar mais incrível que isso?!” e continuamente a série correspondia com um sonoro “Sim!”.

As críticas iniciais foram esquecidas, principalmente quanto ao humor da série, que foi deixado de lado quase completamente, principalmente por não haver espaço para tal. A animação, apesar de eu ainda achar inferior à sua versão anterior, era feita com primazia e todas as cenas de ação eram empolgantes, coisa que o estúdio Bones faz como poucos.

Mas se podemos apontar um ponto positivo dentre vários que Brotherhood possui, com certeza seria seu desenvolvimento. Não sei se devemos dar créditos somente à autora do manga, Hiromu Arakawa, já que a proposta dessa série era ser o mais fiel possível ao material original, ou se devemos muito também ao diretor Irie Yasuhiro. Acredito que à ambos, Arakawa pela maestria em criar um mundo sem igual e Irie por manter-se fiel, mas ao mesmo tempo conseguindo transpor para a animação os quadros estáticos do manga.

Esse desenvolvimento nos 64 episódios da série foi feito com tal primazia que lá pelas tantas eu fui perceber algo que era até óbvio, mas que foi construído de forma tão natural que passou despercebido; os personagens cresceram. Não somente em personalidade, ideais, forma de ver o mundo, isso era óbvio e muito bom, mas houve um crescimento físico que fica totalmente palpável quando se abre os olhos para isso. Ver o primeiro episódio e o último dá uma sensação de que a jornada realmente aconteceu, saindo do espaço e entrando para a temporalidade, algo que falta na maioria dos animes, que mesmo que haja essa passagem de tempo, ela é simplesmente “pulada”.

Brotherhood conseguiu aquilo que muitos desconfiavam que não se conseguiria, ser melhor que seu irmão. Como eu comentei nas primeiras impressões do anime, entretanto, acredito que o melhor mesmo é esquecer que um e outro existem. Faça de conta que são séries totalmente contrárias e você terá duas experiências incríveis.

Acredito que alguns poderão argumentar contra o final da série, feliz demais. Afinal, Ed fica com a Winry (e tem dois filhos!), Roy vira Fuhrer ao lado da Hawkeye, Alphonse recupera seu corpo e parte para outra jornada pelo mundo. Mas pessoalmente falando, não gostaria que fosse de outra forma, depois de todo o caminho feito pelos irmãos Elric, acredito que eles mereciam um final assim.

Já em 2009 eu dei para a série o prêmio de a melhor, com o que estamos vendo esse ano, não duvido que ela continue no mesmo posto. Ainda que séries como Durarara!! e Angel Beats! tenham sido ótimas, não tem o peso que Brotherhood teve, não só como um shounen, mas como uma obra de ficção em geral. Será a troca equivalente?

Eu poderia ficar aqui por parágrafos e parágrafos elogiando a série, tanto nas suas aberturas/encerramentos, na sua dublagem, na fotografia, até seu fanservice eu poderia elogiar! Mas não preciso, quem viu a série há de concordar com tudo e muito mais, quem não viu, se não por gosto pessoal, está mais do que na hora de dar uma chance para esse que é um dos melhores animes de todos os tempos.

PS: O Ed tem dois filhos com a Winry? Meu momento fanboy foi às alturas nessa hora.

PS2: As imagens foram retiradas do site Random Curiosity

Olá a todos! O dia está corrido, mas nem por […]