Fullmetal Alchemist – Porque o clássico pode ser melhor

Aproveitando esse momento em que Fullmetal Alchemist está em foco aqui no Genkidama com direito a Fala Otaku, vou externar uma opinião minha sobre essa história fantástica que faz parte da minha vida com uma opinião que pode ser considerada um pouco polêmica: Eu prefiro o clássico de 2003.

Esse post contém spoilers sobre o final das duas séries, se você não viu ainda, cuidado.

Meu relacionamento com esse anime remete há anos quando eu assistia animes na Rede TV tomando café, tentando desenhar círculos de transmutação e descobrir qual era o meu nen. Graças a isso até hoje eu tenho dúvidas em “decidir” se gosto mais de Hunter X Hunter ou de Fullmetal.

A minha paixão pelo anime veio devido a ser um dos primeiros dos quais assisti que abordava temas mais sérios e tinha um clima mais pesado, algo que naquela época eu achava impensável para um “desenho animado”. Como eu só fui ter internet alguns anos depois e acabei me afastando dos animes, só voltando a assistir aos desenhos japoneses alguns anos depois. Quando isso aconteceu uma das primeiras coisas que fiz foi ver Fullmetal Alchemist Brotherhood.

A animação como um todo era melhor do que eu me lembrava. O character design, a trilha sonora, as aberturas e até as lutas eram melhores do que quando eu era criança (depois eu revi o clássico e acabei confirmando a minha impressão). Porém, chegou o final e nesse momento eu tive uma decepção.

Com Again é difícil competir.

Com Again é difícil competir.

Se o Fullmetal Alchemist Brotherhood for levado ao pé da letra, seu final pode não condizer com o restante da obra.

Todo o anime tem como base a troca equivalente; para conseguir algo você deve entregar outra coisa de mesmo valor. Ao mesmo tempo em que acontecem coisas boas também acontecem coisas horríveis. Em todo tempo se vê isso, as trocas sortidas que as pessoas têm que fazer para obterem aquilo que querem.

Porém, no final do anime tudo se encaixa da melhor forma possível para o bem. Isso não é negativo, geralmente é o que acontece nos finais de animes e mangas, mas torna-se um problema quando se compara com o final da primeira versão.

A primeira série mantém o clima pesado inclusive no seu final; Alphonse recupera seu corpo, mas como consequência perde a memória e o Ed acaba sendo teleportado para outro mundo. Sendo assim, ainda há uma troca de mesmo valor para receber aquilo que se quer (ou pelo menos mais cara do que na segunda série).

O pensamento da troca equivalente tem a sua origem na filosofia antiga com a frase “nada vem do nada”, que posteriormente foi ratificada por Antonie Lavoisier com a lei de conservação das massas, que é uma das bases da química.

Ouroboros ou "dragão mordendo o rabo", símbolo dos homunculus e da alquimia na Idade Média.

Ouroboros ou “dragão mordendo o rabo”, símbolo dos homunculus e da alquimia na Idade Média.

Simplificando, antigamente as pessoas achavam que quando a água era fervida ela simplesmente sumia, porém o correto é que ela evapora e se transforma em vapor com a mesma massa de antes, só que em uma forma diferente. Para haver uma transformação dessas é necessária também uma fonte de energia. E foi justamente isso que o final do Fullmetal Alchemist clássico entrega.

Com a explicação de que a energia usada pela alquimia vinha das mortes de um mundo paralelo, o universo proposto pela história pode acabar tornando-se mais plausível.

Mas é claro que toda essa comparação é baseado somente na minha visão e em gostos pessoais, que são coisas extremamente subjetivas. Automaticamente o que eu acabei de escrever não é uma verdade absoluta, é só a minha opinião. E qual é a sua?

Você pode encontrar outra opinião aqui no Gyabbo! clicando em: Fullmetal Alchemist: Brotherhood – Conclusão.

Aproveitando esse momento em que Fullmetal Alchemist está em foco […]

47 thoughts on “Fullmetal Alchemist – Porque o clássico pode ser melhor”

  1. Eu ainda não vi Brotherhood, então não tenho como comparar mas gosto muito da versão antiga. Fullmetal me fez voltar a ver animes depois de um longo período ^^

  2. O modo que eu conheci FMA é muito parecido com o seu. Também acompanhava os animes na Rede TV, e ele foi, sem dúvida, o que mais me impressionou.
    Nas locadoras da minha cidade, tinham os DVDs lançados pela Focus (naquela época, até o vol. 9). Eu alugava e copiava o conteúdo deles. Como minha net era discada, era bem complicado baixar animes, então eu sempre ficava reassistindo essas gravações, principalmente durante as férias.
    Devo ter assistido os primeiros 36 episódios umas 4~5 vezes, e a série completa umas 2 ou 3. FMA Brotherhood eu só assisti 2. Até hoje, não consigo decidir qual enredo eu acho melhor. Para mim, ambos são excelentes, mas de modos diferentes. Porém, se fosse pra decidir qual anime eu gosto mais, eu ficaria com a 1ª versão também

  3. também vi FMA na rede tv, se não me engano super campeões passava logo em seguida, pode se dizer que fui atrás de mais animes graças a FMA por isso entendo o que você quer dizer, mas quando vi o Brotherhood fiquei muito feliz por ver tanta melhora no anime que gostava e particularmente prefiro o final de FMAB só pelo fechamento do tipo “final feliz”, já que quando eu assisti o primeiro fiquei um pouco sentido pela separação de Ed e Al. quanto sua análise em relação a lei de conservação das massas realmente faz sentido, mas só percebi isso agora lendo esse post, como nunca percebi isso? me vejo obrigado a assistir FMA novamente até porque faz muitoo tempo desde a ultima vez que vi (embora tenha assistido FMAB 2 ou 3 vezes).

  4. Eu vi as 2 versões,2 vezes dublada e legendada….E cara eu acho o FMAB mais filosófico no final porque sempre falava da troca equivalente nas coisas fisicas mas e nas coisas que vc dar valor como alma e alquimia que cada um dá o seu valor a suas coisas….Achei tbm que um desenvolvimento de personagens melhor e sentido condizente prefiro tudo naquele universo fechado e alquimia sendo algo incompreendido por completo do que usa-la como desculpa para troca de coisas entre universos.Afinal os 2 universos não são idênticos para isso acontecer.

    1. Claro, tudo são pontos de vista. No caso do FMAB todo o sofrimento ao longo da série poder ser considerado o “algo de mesmo valor” do final feliz. Sobre a troca entre os universos paralelos eu não sei dizer se tem lógica ou não.

  5. Eu sou mais um que viu FMA na televisão primeiro, depois disso já o revi várias vezes, sou suspeito para falar dessa obra porque sou muito fã, porém discordo do ponto de vista da primeira versão ser melhor do que a segunda, como uma obra completa prefiro FMAB, o enredo mostrado é fantástico, a animação foi muito boa, o desenvolvimento da obra também segue evoluindo assim como os personagens.
    Já o FMA se mostrou um desenvolvimento ‘estático’ em alguns momentos, o enredo evoluiu somente próximo ao final, porém gosto muito mais das OPs e EDs da versão clássica, que são inovadoras para a época, giros de câmera mostrando a cena em vários ângulos e ação nas aberturas, assim como iniciar a música do encerramento no final do episódio, antes de próprio encerramento em si foi algo que não era visto na época, FMA influenciou vários animes que vieram após, por isso acho difícil ficar julgando e comparando as duas.
    A primeira versão por exemplo achei mais dramática, a cena em que os irmãos descobrem sobre a Nina e a cena no enterro são muito mais dramáticas e profundas na primeira versão, na segunda achei a comédia melhor trabalhada, quantos aos finais eu prefiro o de FMAB, o final da primeira versão achei que ficou muito ‘aberto’, talvez um pouco corrido (o filme ajudou a amenizar um pouco isso), já o final de FMAB achei bem trabalhado e condizente com o desenvolvimento, não muito dramático como o final de Code Geass (que eu acho incrível) por exemplo, pois a obra não teve essa profundidade no drama, então não acho que prejudicou a obra.
    Logo eu sempre recomendo as pessoas que assistam as duas versões e vejam qual preferem, pois com toda certeza vale a pena ver as duas versões, ler o mangá e rever esta obra várias vezes ..

  6. Faz três anos que vi os dois, mas concordo com o texto sobre o final. Porém pra mim o FMAB ainda é melhor, acho que o andamento da história toda nele é mais coeso (claro, porque ele teve o mangá completo como base, mas numa comparação direta) e alguns personagens como o próprio Ed, o Mustang, o Al, etc evoluem melhor e são mais carismáticos que no primeiro. Ainda, tem uma coisa no primeiro FMA que gostei muito, que foi o fato dos homuculus terem uma “origem” e “vidas passadas”. Isso não caberia no Brotherhood, mas era bem interessante. Resumindo: adoro os dois, mas curti mais acompanhar FMAB (:

    1. A minha experiência é parecida com a sua, no texto eu exponho que FMAB tem o seu “meio” melhor que o FMA. Só que o final de FMA me marcou mais.
      E os homunculus são personagens impressionantes em qualquer um dos dois.

      1. Desculpa! ><

        Minha experiência com tudo isso foi assim: assisti, Fullmetal Alchemist e gostei, mas como não teve conclusão, não entendi várias coisas e fiquei indignada com aquele tipo de final. Um tempão depois, descobri o Fullmetal Alchemist: Brotherhood, vi e AMEI. É perfeito! Nisso, eu vi que havia um filme que concluía a história do primeiro anime, mas já fazia anos que eu tinha assistido, vi o filme sem lembrar de quase nada, só pra saber o que tinha virado aquilo.

        Eu prefiro o Brotherhood SEM DÚVIDAS! Mas todos os meus
        amigos que viram os 2 animes, preferem o primeiro. Ambos são muito bons, mas eu prefiro o que segue o mangá certinho… Achei bem mais emocionante. Mesmo assim, não dá para dizer que um é melhor que o outro, pois são histórias diferentes. O melhor mesmo é ver todos! haha

  7. Fullmetal Alchemist foi o primeiro anime que vi “for real”, ou seja, sabendo que aquilo era um desenho japonês. Vi uns episódios no Animax e, depois de um tempo, fui ver por aí na internet, e achei muito bom. Não nego que tenho um carinho especial pela obra, mas ao meu ver, Fullmetal Alchemist Brotherhood é superior na maioria dos aspectos.

    *TERÁ SPOILERS DE AMBOS ANIMES*

    E é aí que vamos ao seu texto, do qual discordo em diversos pontos. Primeiramente, a questão do final não condizer com o resto da obra. Para Edward recuperar o corpo de seu irmão, ele precisava dar algo de valor equivalente, e esse “algo”, foi sua própria “verdade”/”conhecimento”/”porta”. Tal cena vista num primeiro momento, realmente parece ser incoerente. Porém, ao voltar nos primeiros episódios, vemos que Alphonse perde seu corpo para Ed obter toda a “verdade” sobre a alquimia, e por conta dessa cena, o desfecho se torna coerente, já que Ed oferece sua “verdade” em troca do corpo de Alphonse, equivalente ao ocorrido na primeira cena do flashback dos dois irmãos. Além disso, a decisão final de Edward deixa claro todo o desenvolvimento pelo qual o personagem passou, resolvendo seu conflito entre dar mais valor ao conhecimento (e os custos em adquiri-lo) ou aos laços que este possui.

    A questão da série possuir um final “feliz”, pode parecer meio boba, mas digo novamente: é coerente. Voltando novamente ao conceito de “troca equivalente” e o comparando com tudo que Edwar e Alphonse passaram (o “ruim”), como não conseguir proteger uma simples menininha indefesa (Nina), não conseguir proteger um grande amigo (Hughes), a verdade sobre a pedra filosofal (a qual os fazem perder grande parte de sua esperança no começo da série),perder a mãe, perder o pai, se envolver em conflitos políticos, militares e até mesmo religiosos, nada mais justo do que os irmãos cumprirem seus objetivos (o “bom”).

    Faz um bom tempo que vi o anime “clássico”, mas apesar de eu ter gostado do final, achei a ideia do universo paralelo meio incoerente. Não sei se no filme “Conqueror of Shamballa” esse aspecto é bem explicado, mas na série isso não me pareceu ter ficado claro antes de seu final, e assim parece que tudo foi um aspecto “jogado”. Diferentemente do que ocorreu no anime de 2009, como disse nos parágrafos acima.

    *FIM DOS SPOILERS*

    Agora abordando os aspectos técnicos de ambas as produções, a animação de FMA, ao meu ver, é melhor. O “traço” é bem consistente e as lutas são fluidas, sem muitos quadros estáticos. FMAB pode possuir uma direção um pouco mais competente quanto à ambientação e palheta de cores, mas a animação não é tão consistente quanto à série antiga. De qualquer forma, a diferença entre as duas não é tão grotesca como alguns falam por aí.

    Enfim, apesar de eu ter discordado com grande parte de sua opinião, foi bacana falar mais um pouco dessa obra fantástica que é Fullmetal Alchemist. Até os próximos textos o/

    1. Concordo com o que você disse. É um ponto de vista interessante sobre o final do FMAB, eu comentei sobre isso quando disse:
      “Sendo assim, ainda há uma troca de mesmo valor para receber aquilo que
      se quer (ou pelo menos ||mais cara|| do que na segunda série)”.

      Eu gosto do clássico por ser audacioso e drástico no seu final, mas isso não desqualifica o seu pensamento e obrigado por externar ele.

  8. Respeito a sua opinião, mas descordo sobre o ponto do preço/troca feita no final do anime. Em Brotherhood, Ed abriu mão de sua alquimia, sua “energia”. Comparo isso com [spoilers de hunter x hunter] o preço que Gon teve que pagar para atingir a forma adulta e derrotar a Pitou. Em um mundo como Fullmetal Alchemist, ou para alguém tão habilidoso como o Edward, abrir mão da alquimia é tão trágico como ceder a própria vida. Não lembro se exploraram esse drama corretamente, mas deveriam.

    Achei justo o preço em ambas as adaptações.

  9. Respeito a sua opinião, mas descordo sobre o ponto do preço/troca feita no final do anime. Em Brotherhood, Ed abriu mão de sua alquimia, sua “energia”. Comparo isso com [spoilers de hunter x hunter] o preço que Gon teve que pagar para atingir a forma adulta e derrotar a Pitou. Em um mundo como Fullmetal Alchemist, ou para alguém tão habilidoso como o Edward, abrir mão da alquimia é tão trágico como ceder a própria vida. Não lembro se exploraram esse drama corretamente, mas deveriam.

    Achei justo o preço em ambas as adaptações.

    1. Bom, se foi trágico assim a perda da alquimia pelo menos não foi mostrado no anime, por que no final do FMAB o único problema que o Ed enfrente é ter que arrumar um telhado usando sua própria força.

    2. O Ed não era tão habilidoso assim, ele só passou por mais coisas que outros alquimistas… Pra saber se a troca foi equivalente é só você tentar fazer ela ao contrário. Lembrando que a troca equivalente nunca era realmente equivalente, você sempre dava algo com um pouco mais de valor pelo o que você queria, porque você queria aquilo, então você dava algo que você não queria perder.

  10. Sim, o primeiro tem muita coisa melhor que o Brotherhood, especialmente a maneira mais séria que algumas coisas são retratadas, como Edward matar alguém, contrastando com seu idealismo shounen besta, os homunculus serem resultado de transmutações humanas e não derivados de um único ser, Mustang entrando em depressão, Ed e Al tendo um bad ending e o meu preferido: o vilão não ser mais um babaca que quer virar um deus porque sim! Fala sério, já contaram quantas vezes vemos isso em histórias em geral?

    Já o Brotherhood/mangá, é mais shounen que a primeira versão. Digo porque tudo ali é superado pela amizade e companheirismo, o que acaba banalizando muita coisa, em contrapartida tem a história mais desenvolvida(digo mais desenvolvida e não melhor) e mais personagens.

    O foda é que muita gente simplesmente odeia a primeira versão só por ser um filler, mesmo eu já fui um deles!

    1. *VAI TER SPOILERS DA SÉRIE ABAIXO*

      Hã? Se uma história é melhor desenvolvida, ela é melhor conduzida, ou seja, ela é melhor. Não consigo entender a sua lógica ao dizer que uma trama menos desenvolvida não significa que ela seja melhor que a outra.

      E sobre o vilão, não vejo nada demais no Pai, mesmo. Ele está ali para complementar ainda mais o Hohenheim, que é um puta personagem. Porém, ele pelo menos, tem uma motivação bem mais crível do a da vilã do primeiro anime, mesmo sendo “clichê”. E pera aí, porque sim? Você viu mesmo o flashback do Hohenheim? Tudo sobre ambos os personagens está ali.

      Sobre os personagens, grande parte deles são bem melhores desenvolvidos no Brotherhood. Além deste possuir uma gama muito maiores de personagens carismáticos e úteis na trama (até hoje não entendi a função do Hoheneim ali). Acredito que o primeiro FMA consiga desenvolver melhor alguns homunculus, principalmente pelo “drama” destes terem nascidos das transmutações humanas. De resto, acredito que FMAB trabalha melhor com seus personagens, mas de uma maneira diferente, sem ser tão “dark and edgy” (o que não é necessariamente ruim).

      E, sério, me fale alguma cena que ocorra Deus Ex Machina por discursinho de amizade/companheirismo. O anime de 2009 pode até abordar um pouco esse tema, mas em momento algum é usado como justificativa de alguém tirar poder do cu. Grande parte das “regras” postas no começo do anime, são seguidas até o fim (até o conceito de “troca equivalente” são refletidos em grande parte dos personagens da série). Diferentemente da introdução do “universo paralelo” no final do anime de 2003, o qual não possui nenhuma relação com as “regras” postas no começo da história. Um final não precisa ser necessariamente um “bad ending” para que possa ser “bom”, ele somente precisa fechar todas as pontas e ser coerente, e nisso, Brotherhood acerta em cheio.

      Lol, nunca vi tanto hate em cima do FMA 2003. Muito pelo contrário, sempre vejo muitas pessoas o defendendo.

      1. Não, uma história melhor desenvolvida não quer dizer que ela seja melhor, afinal técnica não é sinônimo de qualidade.

        Sim, em FMA Brotherhood tudo é resolvido pelo velho e bom poder da amizade. Ou vai me dizer que Mustang não podendo matar Envy por vingança porque ele iria se corromper não é algo infantil? O primeiro FMA é tão shounen como o segundo, contudo ele tem o enredo mais focado no drama, enquanto o outro tem este focado em amizade, companheirismo, superação. Ed e Al conseguem um happy ending com a ajuda de seus amigos e companheiros, Greed descobre que o vazio que sentia dentro de si era falta de amigos, Ed entra pro exército virar uma arma humana e se recusa a matar um mosquito, enfim: todos os clichês estão lá, porventura estão MELHOR ORGANIZADOS, esta é a verdadeira qualidade de FMA Brotherhood, Os personagens são melhor desenvolvidos, em sua maioria, porém nenhum deles tem um plot realmente profundo. Ou talvez a sua própria demografia tenha delimitado isso.

        Sim, concordo que um final não precisa ser ruim pra ter qualidade, mas agora me responda: a maioria dos shounens que você conhece têm finais felizes ou tristes? Se o primeiro FMA usou de um artifício pouco/quase nunca utilizado, isso deve ser levado em consideração.

        E se não viu a rage contra o primeiro FMA, não deve ter acompanhado muito a estréia do BH na TV em 2009, especialmente nos fóruns net afora. Hoje que o povo acalmou mais, por assim dizer.

      2. O vilão em resumo, era um bixinho que sabia de tudo, e veio do nada. E ele que dá o roteiro do resto do anime, ninguém acha isso meio ridículo? O cara é um bicho no frasco! O Hohenheim foi muito melhor desenvolvido, sim, mas seu amiguinho homúnculo não…

    1. A intenção do texto é essa, não fazer mimimi, mas expor uma opinião que é baseada no gosto pessoal e esperar que os leitores exponham as suas também e iniciar um debate.

  11. Bem, dentre os dois, o primeiro que eu assisti foi o FMAB, em um geral eu me apaixonei pelo anime, pela arte, OST, desenvolvimento dos personagens e inclusive pelo final. Fica um aperto no coração por saber que o Ed nunca mais poderá usar a alquimia, mas ainda assim é um final feliz, bem desenvolvido, emocionante e coerente. Se eu não me engano um ano depois eu assisti o FMA clássico e de certa forma eu me surpreendi com o desenrolar e pela qualidade da arte, que afinal não era tão inferior assim!

    Mas, um dos poucos fatores que eu gostei e achei coerente no desenvolvimento da primeira versão foi sobre a origem dos homúnculos, foi interessante, mas dramático demais ao meu ver, ainda assim eu gostei dessa parte! De resto eu prefiro completamente FMAB que dá um papel bem mais importante e digno ao Hohenheim. Desenvolve melhor o papel do Scar. Além da introdução da alquimia de Amestris.

    O final do clássico é sem fundamento, simplesmente não encaixa ao meu ver, já que se tratam de realidades completamente diferentes, não tinha por que introduzir a nossa realidade em que não existe alquimia como sendo o “outro lado” do portão da alquimia! Enfim, se eu for falar todos os fatores que me indignam só pelo final, eu me demoraria em várias linhas, então eu vou parar por aqui.

    De qualquer forma eu não desmereço a primeira versão, é apenas outro ponto de vista de como poderia ser o desenrolar da estória, mas prefiro á que se baseou na obra original até o fim! Esse papo todo me deu vontade de assistir as duas séries de novo xD

    1. O final do FMA clássico é um ponto fora da curva realmente, no meu ponto de vista a parte das mortes serem combustível faz sentido e agrega à mitologia, caso você não consiga ver um encaixe é acho normal não gostar do final.

  12. FMA foi um dos primeiros animes que comecei a ver pela internet. Não gostei e droppei… Beeemm mais tarde, quando o mangá estava prestes a acabar, fui lê-lo. E amei! Depois assisti o Brotherhood dublado pela tv a cabo.
    Sei que não tenho motivos suficientes, até pq não vi o antigo inteiro, mas prefiro a história original.

  13. Impressionante! Com o pensamento de massa, de maioria por uma preferência daquilo que é mais estético, rápido e de mais ação, acho difícil encontrar pessoas com a ideia que voce tem e que compartilho!

    Eu conheci FMA assim tbm, na Redetv, porém vi poucos epis e me esqueci…Aí com a internet, voltei a assistir logo o clássico e me impressionei. Bateu nostalgia a lembrar os poucos que tinha visto. Algum tempo depois, vi o Brotherhood.

    Eu adoro o Brotherhood, ele é melhor na grande maioria dos aspectos. Segue o mangá fidedignamente. Porém, o final foi bom com um gosto de quero mais, tipo: “é isso? terminou assim já?”
    Realmente o Clássico tem um clima mais denso, a história de fundo dos homúnculos me chama bem mais atenção. O fundo é bem mais sombrio e saudoso. E o final me deu tristeza mas sabia que não havia outra forma, deveria ser assim! Porque a construção foi toda essa durante a série. Ela não se alterou em momento algum. Manteve o mesmo nível.

    Por essas e outras que costumo não preferir exatamente um. O Brotherhood pra mim é superior se levarmos em consideração vários pontos. Porém o Clássico mexeu mais comigo. Portanto, considero os dois um só, meu anime favorito de sempre! Ambos!

    FMA 4ever!

  14. Vocês não percebem que este n é o verdadeiro final do classico? para entender o verdadeiro final assistam: “fullmetal alchemist conqueror of shamballa” e entendam oque realmente aconteceu, os finais dos 2 animes são felizes,porem muita gente não sabe disso xD…

    1. O final Do filme não é realmente bom (Spoiler) Ed e Al vão parar no nosso universo num tempo perto de estourar a segunda guerra. E Ed que tinha uma apaixonite não muito explorada no desenho pela Winry, nunca vai poder vê-la denovo, o que para mim foi algo tenso. Eu gostei das duas animações, mas o final da primeira e o clima mais pesado me cativou, sem tirar que a Wniry grita menos nessa versão (não sei qual a graça que os japas vêem em dublar menininhas gritando).

  15. Mania de achar o final ruim só por que foi feliz ‘-‘ A autora terminou assim justamente pra não ter mais pontas. Ou seja, o circulo se fechou e a história tbm.Pra mim é muito melhor que o clássico, me emocionei muito no final, sinceramente n consigo entender as pessoas que n querem que as coisas se resolvam em finais de anime.

    1. Creio que ficou claro que ele não disse que era ruim… E claramente, o segundo foi maravilhosamente bem construído, o ouroboros se fecha, e temos o fim conectado ao inicio, dialeticamente terminado… Porém, o primeiro é muito mais denso, o plano de fundo é extremamente mais pesado, fazendo muito mais referencias a inspiração do anime, a segunda guerra mundial. O final do primeiro não é melhor do que o do segundo por ser triste, mas sim por ser extremamente emblemático, respondendo varias perguntas, que incluí o que aconteceu com a pena e o corpo dos garotos, já que eles não receberam nada de volta, isso é, foram convertidas em energia. Os umulucus tem uma logica menos sustentável, mas são extremamente mais fascinantes, e quando todos os elementos filosóficos do anime chegam no fim, tem uma resolução digna de tudo que foi construído, toda a explosão dramática, com detalhes assustadoramente bem trabalhados, é impossível comparar com o belo fim do Brotherhood, que apenas fechou o que já tinha desde o inicio.

  16. Também sou um dos poucos que prefere o Clássico, no meu caso, nem considero a história do Brotherhood. Ela é boa, mas é comum. Segue a métrica de muitos outros animes (não no enredo em si, mas na estrutura narrativa). Além disso o Brotherhood não surpreende tanto quanto o Classico. A atmosfera do Clássico é mais densa, adulta. O drama no Clássico é o foco e não as batalhas. Em fim, é minha opinião gostar mais do Clássico, mas é um fato de que ele tem maior qualidade literária. Basicamente é uma história bem mais madura. E isso é um fato.

    Sem guerrinha, basta analisar com frieza.

  17. eu assisti so o Brotherhood e achei muito bom o final nao consigo imagina um final melhor eu sou daqueles que prefere final feliz agora lendo uns spoiler aqui do classico so de saber que ele tem esse final horrivel nem vou assisti

  18. Sei que é antigo esse post mas o FMAB diz sim da onde vem a energia da transmutações, que no caso é do movimento da crosta terrestre, o que faz sentido pois o tectonismo acumula e libera bastante energia

    1. Eu achei isso meio idiota, porque no final do FMAB teve toda aquela coisa de se tornar um deus e ter poder quase ilimitado, que tirou toda a graça de ser baseado na química. O anime, apesar de ter todo aquele naipe de ciência, tem magia, claro, mas no clássico, essa magia é mais balanceada com a ciência que no Brotherhood.

      1. No Clássico os caras tiravam energia de almas de outra dimensão, cientificamente falando faz mais sentido tira da crosta terrestre e outra a ciência sempre andou de mãos dadas ou com o ocultismo ou com a própria igreja, nos dias atuais é que alguns cientistas querem pagar de ateus

        1. Meio que você falou o mesmo que eu olhando pro lado contrário. Existem mais teorias científicas a cerca do multiverso que a cerca de entidades divinas.
          Realmente faz mais sentido tirar energia da crosta, mas pra quê dar um sentido tão besta pra algo tão importante se no fim tão nem aí pra dar sentido ao homúnculo?
          Então por uma narrativa mais interessante eu prefiro que a energia venha de um outro mundo, com isso dá pra criar novas teorias sobre onde fica realmente esse mundo, fanfics, e essas porra. Já com a narrativa do Brotherhood fica tudo muito fechado, não sei explicar bem, mas qualquer ova ou fanfic seria apenas sobre o homúnculo dios, e eu particularmente não teria interesse em ver, é tipo, um tapa brecha, já com a história do clássico fica tudo muito subjetivo, aguardando uma segunda temporada ou outro anime que continue no mesmo universo, que infelizmente nunca vai acontecer, mas enfim, é mais coisa de gosto particular mesmo, eu gosto de coisas subjetivas e que façam imaginar. Só existem 2 tipos de pessoas no mundo, e eu sou o tipo que ama o Shadow of The Colossus kkkkkkk

  19. Uma coisa que acho melhor no FMAB que no FMA é o desenvolvimento e envolvimento dos coadjuvantes é muito maior que no clássico, na primeira versão o Hohenheim ficou meio vazio alem de ficar com um sentimento de que ele nunca ligou muito pros irmãos, bom vou ver pela 3 vez o clássico pra ter certeza se ele ligou ou não pros irmãos

  20. Agora uma coisa que achei melhor no Clássico do que no FMAB foi seu inicio mais bem elaborado e dramatico como o caso da Nina, isso é até explicado pelo fato do FMAB não querer perde tempo em contar o que já foi contado e se focar no que esta diferente e outra coisa foi a participação da Luxuria que foi bem mais explorada e trabalhada

  21. Acho que muita gente nos comentários tem mais carinho pelo clássico unicamente por nostalgia, por ter visto primeiro, no fim de tarde da redetv, etc…Em linhas gerais o segundo é muito melhor, além de ser fiel em quase tudo ao mangá.

Deixe sua opinião