Fullmetal Alchemist – Porque o clássico pode ser melhor

Aproveitando esse momento em que Fullmetal Alchemist está em foco aqui no Genkidama com direito a Fala Otaku, vou externar uma opinião minha sobre essa história fantástica que faz parte da minha vida com uma opinião que pode ser considerada um pouco polêmica: Eu prefiro o clássico de 2003.

Esse post contém spoilers sobre o final das duas séries, se você não viu ainda, cuidado.

Meu relacionamento com esse anime remete há anos quando eu assistia animes na Rede TV tomando café, tentando desenhar círculos de transmutação e descobrir qual era o meu nen. Graças a isso até hoje eu tenho dúvidas em “decidir” se gosto mais de Hunter X Hunter ou de Fullmetal.

A minha paixão pelo anime veio devido a ser um dos primeiros dos quais assisti que abordava temas mais sérios e tinha um clima mais pesado, algo que naquela época eu achava impensável para um “desenho animado”. Como eu só fui ter internet alguns anos depois e acabei me afastando dos animes, só voltando a assistir aos desenhos japoneses alguns anos depois. Quando isso aconteceu uma das primeiras coisas que fiz foi ver Fullmetal Alchemist Brotherhood.

A animação como um todo era melhor do que eu me lembrava. O character design, a trilha sonora, as aberturas e até as lutas eram melhores do que quando eu era criança (depois eu revi o clássico e acabei confirmando a minha impressão). Porém, chegou o final e nesse momento eu tive uma decepção.

Com Again é difícil competir.

Com Again é difícil competir.

Se o Fullmetal Alchemist Brotherhood for levado ao pé da letra, seu final pode não condizer com o restante da obra.

Todo o anime tem como base a troca equivalente; para conseguir algo você deve entregar outra coisa de mesmo valor. Ao mesmo tempo em que acontecem coisas boas também acontecem coisas horríveis. Em todo tempo se vê isso, as trocas sortidas que as pessoas têm que fazer para obterem aquilo que querem.

Porém, no final do anime tudo se encaixa da melhor forma possível para o bem. Isso não é negativo, geralmente é o que acontece nos finais de animes e mangas, mas torna-se um problema quando se compara com o final da primeira versão.

A primeira série mantém o clima pesado inclusive no seu final; Alphonse recupera seu corpo, mas como consequência perde a memória e o Ed acaba sendo teleportado para outro mundo. Sendo assim, ainda há uma troca de mesmo valor para receber aquilo que se quer (ou pelo menos mais cara do que na segunda série).

O pensamento da troca equivalente tem a sua origem na filosofia antiga com a frase “nada vem do nada”, que posteriormente foi ratificada por Antonie Lavoisier com a lei de conservação das massas, que é uma das bases da química.

Ouroboros ou "dragão mordendo o rabo", símbolo dos homunculus e da alquimia na Idade Média.

Ouroboros ou “dragão mordendo o rabo”, símbolo dos homunculus e da alquimia na Idade Média.

Simplificando, antigamente as pessoas achavam que quando a água era fervida ela simplesmente sumia, porém o correto é que ela evapora e se transforma em vapor com a mesma massa de antes, só que em uma forma diferente. Para haver uma transformação dessas é necessária também uma fonte de energia. E foi justamente isso que o final do Fullmetal Alchemist clássico entrega.

Com a explicação de que a energia usada pela alquimia vinha das mortes de um mundo paralelo, o universo proposto pela história pode acabar tornando-se mais plausível.

Mas é claro que toda essa comparação é baseado somente na minha visão e em gostos pessoais, que são coisas extremamente subjetivas. Automaticamente o que eu acabei de escrever não é uma verdade absoluta, é só a minha opinião. E qual é a sua?

Você pode encontrar outra opinião aqui no Gyabbo! clicando em: Fullmetal Alchemist: Brotherhood – Conclusão.

Aproveitando esse momento em que Fullmetal Alchemist está em foco […]