Punch Line – Primeiras Impressões

Punch Line, um anime de espíritos, destruição do mundo e calcinhas!

Quem diria? Depois dos incríveis Sakamichi no Apollon e Zankyou no Terror, o estúdio MAPPA e o consagrado bloco noitaminA resolveram apostar em calcinhas! Estou falando de Punch Line, anime de comédia com direção de Yutaka Uemura.

No meio a um atentado aparentemente terrorista contra um ônibus, nosso primeiro episódio se inicia com uma garota fantasiada agindo como se tivesse saído de dentro de um típico anime mahou shoujo, ou seja, ela estava se contorcendo e nomeando os golpes em japonês americanizado. E, nessa cena caótica, em uma batalha até então bem sucedida entre nossa “heroína” e o “vilão”, encontramos de canto, quase imperceptível, nosso protagonista que facilmente poderia ter sido deixando de lado se não fosse sua atitude heroica motivada por nada mais, nada menos que uma calcinha! Isso mesmo… você leu direito!pronto01

Yuuta vai lutar contra o vilão, cair dentro de um rio, ser salvo pela menina fantasiada, ficar com super poderes, perder os super poderes, ficar maluco ao ver calcinhas tremulando ao vento, ter uma super hemorragia nasal, ter seu o corpo separado da sua alma, encontrar um gato espírito, procurar um livro sagrado, causar uma explosão na Terra e muito mais. Episódio louco, né?

Apesar de abordar espíritos e o sobrenatural, Punch Line está longe de ser um anime dramático. Não posso negar, o estúdio nos apresenta nesta temporada um anime naturalmente engraçado por conta de seu roteiro. Pelas primeiras impressões que causou, podemos esperar bastante paródias e sátiras de outras comédias, principalmente as que se referem aos sucessos dos mahou shoujos, como as partes onde há as transformações que muito lembram os episódios de Sailor Moon.

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No primeiro episódio há informações demais e explicações de menos, fazendo com que o espectador não entenda a maioria das cenas. O bom é que um monte de porquês ficam na nossa cabeça, dando vontade de assistir mais, o que parece ser uma estratégia bem pensada dos autores durante a elaboração do roteiro. No entanto, a falta de uma apresentação das personagens acabou deixando-as muito genéricas dentro de um roteiro tão cheio de elementos. Me faz lembrar aquele velho ditado: “quem muito quer nada tem”. Será que esse embaralhado de personagens também é um truque de “marketing”?

Assim como em seus trabalhos anteriores, a equipe de produção não decepciona e realizou um belíssimo trabalho artístico, bastante detalhado, bem colorido. Tanto nos cenários quanto no design das personagens, souberam trabalhar bem a paleta de cores quentes, transitando entre um vermelho fogo e um rosa velho, conforme as cenas de ação evoluíam da pancadaria para a calmaria.

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A animação está fluida e bem movimentada, o que é comum principalmente nos primeiros episódios, naturalmente sempre melhor produzidos. Vamos ver se esta dinâmica continuará desta forma ou se ficará morna, o que acontece normalmente nos entremeios.

O que posso dizer é que Punch Line não me surpreendeu, mas não me decepcionou e irei acompanhar seus próximos episódios. Indico para todos que gostam do gênero ou que achem a fórmula “espíritos+destruição do mundo+calcinhas” interessante.

Sobre Karolina

Técnica em comunicação visual, 20 anos, mora em São Paulo. Desde
criança conviveu com animes na sua vida, mas só se interessou mais a fundo na 7ª serie do fundamental e está até hoje presente em sua vida. Fangirl de shoujo, animações clássicas e psicodélicas, também é fã de carteirinha de Evangelion e Noragami.
Twitter: @KarolFacaia

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