FREE!: O Acerto Esperado. Será?

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Finalmente nossas preces foram atendidas.

Pra quem é mais ou menos informado do que acontece nas redes sociais, sabe a balbúrdia causada por aquele simples comercial da Kyoto Animation, apelidado – poucas horas depois – de swimming anime. Para aqueles que não tiveram acesso ao comercial, restou apenas a confusão diante de um fandom vindo do nada, de coisa nenhuma e com sentimentos mais do que à flor da pele.

Pense bem, em pouquíssimas horas se criou todo um fandom, com milhares de mulheres, baseado em 30 segundos de comercial. Isso, por si só, demonstra duas coisas: o público feminino – falando de maneira genérica – estava sentindo falta de um anime mais voltado para suas vontades, necessidades e gostos e… Esse público específico se sentia negligenciado pelas produtoras, que privilegiavam outros determinados públicos, sem dar uma chance ao diferente e desejado.

Dessa forma, foi convocada uma grande petição assinada por pessoas do mundo inteiro, blogs foram criados, comunidades no Facebook, grupos de discussão, fóruns e centenas de Tumblr – com conteúdos de cool a bizarro, num respiro -, todos eles com um único pedido, quase um grito de protesto: “queremos o anime da natação!” E para ontem!

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E assim surgiu Free!, produto de uma onda de excitação generalizada, quase em toda parte feminina, que precisava ter suas vontades atendidas e ter em concreto, um anime lançado por uma grande produtora apenas para si. De fato, desde o comercial se pôde ver as críticas masculinas com relação ao “conteúdo” exigido para o anime de natação. Para tais, era praticamente blasfêmia se pretender construir um anime com 4 garotos moe: “Isso não se faz”. “Ridículo, anime de natação. Coisa de bichinha. Coisa de mulherzinha” , era fácil de se ler.  O preconceito, no entanto, era devidamente ignorado, apesar de entendido.

Fato é que a indústria japonesa privilegia o moe para homens. Por causa disso, para alguns – mais avessos à mudanças, nem que sejam daquelas que não lhe afetem diretamente – se construir um anime moe para mulheres é simplesmente heresia. E isso que não se pretende entrar nas diversas discussões acerca da conceituação final e definitiva de moe, pois ela não cabe aqui e nem seria a pretensão deste post adentrar neste mundo obscuro de conceitos e definições, posto que o mesmo é entendido de várias formas, se modifica de acordo com quem o interpreta e, não bastasse isso, ainda há aqueles que o chamam de subjetivo e outros de objetivo.

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Por isso, devido a esta divergência, considere-se, para o propósito do presente, o moe como forma generalizada, que não é a mais justa de se tratar do tema, porém a mais prática e direta. Assim, o que se pretende mostrar é a dificuldade de determinadas personas, que não participam do nicho ao qual se volta Free!, em aceitar um anime que pegue os mesmos elementos genéricos do moe tradicional e o transponham para um modelo voltado ao público feminino.

Nesse ensejo, há dois textos publicados pelos parceiros Gyabbo e Anikenkai, que trazem as duas faces em torno de Free! e todas as reflexões levantadas a partir disso. Pessoalidade à parte, ambos os textos demonstram como o famigerado swimming anime é visto com opiniões super divergentes, o que não deixa de ser uma coisa boa, pois a partir do debate é que grandes ideias são criadas, desenvolvidas e postas em prática.

Se podemos ou não chamar Free! de moe para mulheres ou se vão dar um nome específico para esse novo tipo de anime, isso realmente não modifica muito o entendimento do grande público, que se guia pelo que vê e sente. E o que se sente é que Free! é um anime nosso, para o público feminino. Se tem fanservice? Se tem plot pouco desenvolvido? Se os personagens tem corpos de homem, mas agem como crianças? O que isso interessa?  É finalmente um início para que venham mais e mais animes voltados para o público feminino e assim ele deve ser visto, como uma conquista, como um abre caminhos, para que venham mais, para que a ideia em cima disso se desenvolva e que derivem animes com plots mais bem estruturados, diversificados e etc..

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Não se pode negar, no entanto, a importância que o “acato” da KyoAni em trazer o anime da natação à tona, trouxe. Em que época se veria um fandom se fortalecendo a ponto de que um estúdio conhecido por disseminar animes mais voltados para o gosto masculino – tais como K-ON! e Suzumiya Haruhi no Yuutsu – colocasse suas forças a promover o fanservice voltado particularmente ao público feminino? Há quem diga, no entanto, que Free! seria um projeto antigo da Kyoto Animation, datado de 2011 e que teve seu teste no lançamento do comercial de 30 segundos, como um medidor de águas. No entanto, as informações – até após o lançamento do anime – são divergentes: alguns afirmam que era um projeto antigo, outros dizem ser um anime que nasceu do brado do fandom extasiado. Seja o que for, isso ensinou uma coisa bem importante ao fãs de anime: estúdio algum está imune ao clamor público – e principalmente ao dinheiro que esse público poderia lhe proporcionar – e pode, não só como vai, modificar seus principais objetivos a fim de atender a tais pedidos.

Há muito do mesmo no segmento de animação japonesa, mas não se pode negar que existem muitos animes com foco, personagens, enredos e temas diferentes. Contudo, é de se estranhar que, em um universo tão vasto de animações, até o advento do anime da natação, não tinha se visto esse tipo específico de visão.  É claro que se trata de uma análise altamente subjetiva, posto que há quem tenha divergência com relação à novidade que Free! representaria.

O swimming anime, pessoalmente falando, trouxe algo diferente à animação japonesa, não se compara o mesmo com outros animes tão visados pelo público feminino, tais como Utapri – mestre em momentos vergonha alheia – ou até mesmo Kuroko no Basket – que apesar de ser um shounen, é tido como anime para fujoshi. O anime é diferente sim, no que diz respeito ao público feminino. Geralmente, em títulos voltados para esse nicho, não se vê os mesmos elementos de Free!. Sempre há algum harém, alguma personagem feminina puxando o foco para si, problemas amorosos, cerne nos mesmos assuntos de sempre, sem buscar fazer algo que saia daquela zona de conforto e daqueles batidos e repetitivos temas.

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Natação é sim um tema pouco abordado, o que já torna a ideia em si bastante tentadora. Junte a isso um anime com 5 jovens como protagonistas – e quase nenhuma mulher -, que passam praticamente todo o tempo utilizando sungas mínimas – ou trajes de natação – um plot fácil e direto, com o único objetivo de entreter sem maiores comprometimentos e você está diante de algo simples, bonito e desejado pelo público-alvo. Sim, em linhas gerais estaríamos diante de um moe para mulheres. E isso, infelizmente, felizmente para alguns, não é algo comum.

Mas qual a graça em ver 4, 5, 6, 7, infinitos garotos, seminus, fazendo praticamente nada? A mesma graça em se ver garotas tomando chá e tocando em bandinhas de escola. Free! não tem a pretensão de mudar vidas, de desvendar paradigmas sociais, fazer questionamentos filosóficos ou te levar a refletir acerca dos acontecimentos da vida. Seu objetivo é claro: entreter. Trata-se de entretenimento puro, voltado para um público específico e que consome esse produto com avidez e desejo por mais.

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O anime de Free! abre um novo parâmetro, que pode ou não, ser seguido. Se esse novo tipo de fazer anime terá uma grande aceitação ou se será aprovado de maneira definitiva pelo público, isso é algo a ser visto futuramente, mas o que atestam as redes sociais é claro e concreto: é um sucesso. Um grande sucesso. Afinal de contas, que mulher não gostaria de ver, frequentemente, adolescentes lindos, com corpos perfeitos e cara de homem, agindo como crianças de 12 anos de idade? Tem coisa mais fofa que isso? Até tem, mas quem se importa?

Finalmente nossas preces foram atendidas. Pra quem é mais ou […]

30 thoughts on “FREE!: O Acerto Esperado. Será?”

  1. Saudações

    Para ser extremamente sincero, achei que estava demorando para a nobre pessoa opinar com certa propriedade sobre o anime [Free!].

    Muito embora eu não esteja no público-alvo original da obra (e isto é bem óbvio), posso dizer que o slice-of-life desenvolvido no anime até o momento tem sido muito de meu agrado. Não tenho porque pensar diferente….

    Se há fanservice? Existe sim, mas em uma proporção que certamente as fujoshis esperavam em uma maior quantidade, o que certamente deve valer para elas uma pequena fatia de decepção… Mas é algo “irrisório”, pois o anime tem fornecido em quase todos os aspectos o que seu público maior deseja.

    Comento semanalmente Free! em meu blog, e posso dizer que o título tem muitos pontos positivos (especialmente em sua animação ena parte acústica).

    Bom post, nobre Mibshiny.

    Até mais!

        1. Sério que é você? Caramba. Desculpe minha falta de conhecimento, é que eu só tinha ouvido falar desse blog, e muito bem, de outros blogueiros, mas nunca tinha ido atrás. Que bom que é realmente feito por alguém de boa cabeça como você. Obrigado pela resposta

  2. “Mas qual a graça em ver 4, 5, 6, 7, infinitos garotos, seminus, fazendo
    praticamente nada? A mesma graça em se ver garotas tomando chá e tocando
    em bandinhas de escola. Free! não tem a pretensão de mudar vidas, de
    desvendar paradigmas sociais, fazer questionamentos filosóficos ou te
    levar a refletir acerca dos acontecimentos da vida. Seu objetivo é
    claro: entreter. Trata-se de entretenimento puro, voltado para um
    público específico e que consome esse produto com avidez e desejo por
    mais.”

    Simples, genial e isso é tudo que penso. Hehe. Eu não acho Free ruim, acho ele bom para o objetivo ao qual é designado. Simples. Talvez ele não seja tão bom no “fofoura fazendo nada” quanto K-on, mas é o primeiro anime voltado para esse publico, eu já não esperava algo tão bem feito, mas sim, uma janela ou porta aberta.

    Eu fiquei bem mordido com a garotada atacando Free, atacando como se eles fossem o publico alvo. “Anime para menininha”… Mas é claro que é, não tenha dúvidas. Todos os publicos merecem atenção, homens ou mulheres, ou diversos, merecem um pouquinho dessa cultura. Em vez das pessoas atacarem, poderiam simplesmente não assistir. Ao menos respeitem ou apoiem, não o anime, mas sim a idéia no geral, esse movimento. É dessa forma que a cultura poderá evoluir e se expandir mais e mais.

    Não sei como anime, mas como idéia em geral, Free tem meu apoio.

  3. Concordo com seu post, mas também acredito que não é esse o ponto das críticas, pelo menos das minhas em relação a Free(também serve para várias outras).

    Nunca gostei de nenhum tipo de fanservice,pois desfoca e tende a desaproveitar um espaço na animação que poderia ser aproveitado para outros objetivos, mais concretos. Não olho anime só por entretenimento e sim também, para tirar alguma lição, ou pelo menos me fazer pensar, na vida, mundo,etc. Desculpe a sinceridade o próprio K-On! é ruim demais!

    Ainda não vejo grande valia, existe um nicho, um estúdio explorou, bom pra eles. Inteligente eles. Aliás eu queria saber porque as pessoas gostam de algo que serve pra explorará-las.
    Mas enfim não é um anime que eu recomendaria, nem daria para meus filhos assistir por exemplo. Diferente de um Death Note, que tem uma gama de pensamentos morais, de certo e errado.

    Por isso mesmo ele cumprindo seu objetivo, de entreter tal nicho…Em termos de qualidade literária, é nulo, já que seu objetivo era outro. Logo não tenho nenhuma vontade de acompanhar tal obra e não indicaria a pessoas próximas.

    Quem quiser hatear meu comentário fique a vontade, tenha certeza que não irei responder.

    1. Saudações

      É nobre buscar algo mais literário e profundo nos animes, mas embora não enfatizaste o que descreverei na sequência, também é válido quem apenas busca o entretenimento e a descontração em tais obras.

      No meu caso, busco ambas as possibilidades.

      Não faço tanta distinção. É possível tirar coisas muito boas de quaisquer anime, por mais “inútil” que ela possa se apresentar (muito embora, em tal exemplo, a busca seja quase uma tormenta acelerada).

      E desculpe minha ignorância de momento, mas sua questão sobre as pessoas gostarem de algo que “apenas serve para explorá-las” pode ser respondida com um simples olhar para a sociedade global atual, onde boa parte do consumismo gira em torno disto. E abrange “o todo”, desde a alimentação até o entretenimento propriamente dito.

      Nestes quesitos, há apenas uma avaliação bem pessoal de minha parte, que pode sim estar errônea para outros olhares.

      Até mais!

      1. Saudações.

        Com certeza as pessoas buscam ambas, agora o entretenimento e apenas ele, que é o ponto que eu crítico, sem ter nada a mais(Sinceramente Free nem pra isso serve, mas não vou entrar nesse detalhe em questão).

        Bem, é possível tirar algo bom de obras ruins, mas diria que são exceções à parte. Logo não dá pra tirar conclusões concretas, com base nas exceções.

        Consumismo, não seria um ponto negativo, para nós como seres humanos?Ele é prejudicial, é Free entra exatamente nisso, é um produto consumista, que busca exploração monetária(todos buscam, claro), mas apenas isso, o autor não tem a preocupação com o leitor e que tipo de obra ele vai receber.Daqui um tempo viram obras cada vez mais rasas correto?Já que o que se busca é entreter e ponto.

        Então é aí, que eu quero chegar, entretenimento é bom com certeza, mas não exagerada(sim tudo é maléfico se exagerado). Porém o ponto é que entrar nesse ciclo(de consumir apenas pra entreter), é que vai nos acostumar mais preguiçosos, em busca de obras mais completas.

        Entendo seu ponto de vista, até digo que não há certo ou errado, só acho que obras como Free, só exploram o lado negativo da coisa, ou seja, o lado que não busca crescermos como seres humanos, não é errado, só não é o melhor para o bem comum.
        E estamos nos acostumando bem mal.

        Por isso mesmo entendendo o que disses, eu continuo acreditando que meu ponto é interessante(não certo ou errado), mas algo que se deve pensar para um futuro próximo(assim como outras coisas que consumimos,alimentos com agrotóxicos,etc,etc.).

        Abraços.

        1. Saudações

          Distinguir o chamado “certo e errado”, “justo e injusto”, “importante e desnecessário”, entre tantas outras coisas, vejo até como pontos mais pessoais atualmente do que um agregado de condução para uma boa e nutrida sociedade humana, muito embora eu quisesse que a segunda parte de minha opinião prevalecesse…

          O consumismo não é necessariamente “bom ou ruim”, mas sim necessário em sua legitimidade. Por exemplo, no anime em questão, dificilmente haveria algo que eu comprasse do mesmo se fosse lançado oficialmente por aqui (bom, o assisto [oficialmente] pelo Crunchyroll, mas adquirir produtos do mesmo seria algo pequeno para a minha pessoa, por exemplo um DVD com a série completa). Se eu for falar de um anime no qual eu compraria uma gama de produtos caso fossem lançados oficialmente por aqui, este seria Kanon2006 (desde artbooks, passando pela visual novel e a série do anime em DVD).

          O que especifiquei caracteriza-se como exemplo de minha parte, apenas…

          A questão de lado “negativo ou positivo” até existe, mas algo como Free! é entretenimento puro, dificilmente havendo algo mais concreto ou uma lição que se leve para a vida ao ver a obra. Acredito demasiadamente que nem tudo (que seja derivado de livro, material audio/visual entre tantos outros modelos) precisa algo me ensinar, me inspirar ou simplesmente me fortificar. No título em questão busco unicamente me entreter, e isso eu recebo em troca com justiça (estando ótimo assim para mim).

          Tu buscas algo que lhe auxilie, lhe desperte um interesse maior e afins. Busco isso também e o entretenimento, que pode ser “mesquinho” ou “real” aos olhos de quem vê. Para mim é muito natural tudo isso e, por tal razão, não vejo motivos ou razões para trocas de palavras ofensivas e similares (além de isto não ser de meu feito costumeiro).

          Por tais razões assisto Free! e obras similares no quesito entretenimento, sem esquecer de meu gênero preferido (drama) que encontro com alegria em outras obras.

          São pontos de vista válidos, por isso o meu respeito.

          Até mais!

      2. Também lhe agradeço pela forma respeitosa que contra-argumentou, algo que sinto falta no âmbito virtual.
        Mesmo ainda achando que as obras devem ter um papel social como formadoras de opinião do que mero bem de consumo.

        Até mais.

        1. Saudações

          Não se preocupe em demasia com isto…

          Ao meu ver, as obras devem atender a todos os públicos e suas mais diferenciadas demandas, Por tal razão, não consigo (e nem devo) conciliar as mesmas como “unicamente” formadoras de opinião ou para o entretenimento, exemplificando.

          O espaço tem de ser aberto à todas as camadas e suas mais sinceras necessidades, por mais que isto vá de encontro à suposições pessoais (seja esta a sua ou a minha, novamente exemplificando).

          Eu que agradeço pela oportunidade e atenção.

          Até mais!

          1. Saudações

            Sim é um ponto interessante, porém o meu argumento jamais busca tirar o direito de compra do leitor, não é esse o ponto e sim que com a crescente compra de obras mais rasas(literária ou audio/visuais) que por serem obras acreditam que tem esse papel(pois qual outra teria? A Televisão?Complicado!).

            É uma necessidade concordo, mas falta pensar como isso afeta o resto, não devemos ser egoístas a ponto de achar que podemos comprar o que quiser a hora que quiser e que isso não afeta a ninguém. Esse é um dos pontos, ou seja, as tais obras rasas dominarem as outras. Então perde-se a necessidade de criar obras complexas/formadoras de opinião. Já que claramente apenas o entretenimento importa e nada mais. Acho um pensamento perigoso se for pensar num futuro próximo.

            Eu sei que o que eu disse parece muito utopista, mas isso sim faria com que nós como humanos teríamos um pouco de entretenimento, mas também crescemos como pessoa…

            Então a literatura escrita ou audio/visual, deve ter o papel social e cultural para com o indivíduo, pois senão perderá o foco.

            Abraço.
            Até.

          2. Saudações

            Lamento ter que dizer isto, mas discordo de você em alguns pontos.

            Não posso aqui lançar as obras áudio visuais como [co-responsáveis] pela formação de caráter e/ou de opinião de um indivíduo na sociedade. Elas podem auxiliar, em maior ou menor grau, para que tal ensejo se desenvolva. Contudo, isto está longe de ser algo cem porcento concreto.

            E acredito que sua preocupação sobre tipo de obra” x” dominar a “y” ter um respaldo de razão, mas não me incomodo muito com isso. Usando de Free! como modelo apropriado (por ser a pauta), quem não gostou da premissa nem se dará ao trabalho de ver a obra, não importando a segmentação da mesma.

            Mas devo, de alguma forma, parabenizá-lo por seu ponto de vista, mesmo que a minha pessoa não concorde com boa parte do mesmo. Acho muito justo crer em um ideal e procurar levá-lo até o fim. Quanto à ser utópico tal ideal por ti lançado (e igualmente por você assim mencionado), acredito que não seja para tanto…

            Grato pela estimada troca de ideias aqui lançada.

            Até mais!

          3. Saudações.

            Acredito que a literatura, em qualquer de seus formatos, normalmente teve esse papel. E também sempre foi(e ainda é) o meio mais confiável para isso. Entre as mídias que podem fazer isso é claro, ou seja a leitura(generalizando, mas serve pra audio-visual também) sempre foi o que nos abriu mais horizontes.

            Não é do meu feitio de forma alguma que as obras virem artigos científicos. Mas que tenha-se esse respeito para com o leitor, os autores devem estar cientes da sua posição, como formadores de opinião e desenvolvedores de cultura(autores tem papel social, assim como youtube stars e até atores, mas os primeiros são os que mais podem contribuir para com o crescimento do indivíduo).

            Logo não vejo injustiça alguma cobrar uma maior caracterização dessas obras, sua completude e dever.
            A visão é utopista, pois sempre seremos egoístas para com nossos gostos e não pensaremos na sociedade ou no que poderemos estar incentivando(mesmo que inconscientemente), por isso vejo com maus olhos esse aumento de fanservice. Usamos como subterfúgio nosso gosto para justificar nossas mal pensadas ações.

            Mas enfim, foi uma longa e boa conversa, também lhe parabenizo pelo seu ponto de vista firme, mesmo discordando de seus pontos e me desculpando por pensarmos diferentes, mas foi ótimo para crescimento pessoal, espero podermos debater novamente.

            Abraço.

    2. Eu queria entender melhor essa parte ai da “gostar de algo que te explora”. Explorar como? Porque compram o anime? As pessoas também não compram animes que são ditos reflexivos? Eu compro uma obra reflexiva quando acho ela bem feita assim como compro uma obra mais leve de entretenimento quando ela bem feita. Simples.

      1. Saudações

        É difícil tentar conceituar tal frase dita pelo rapaz em questão, mas a sua resposta final foi bem salientada… Citando-a: “Eu compro uma obra reflexiva quando acho ela bem feita assim como compro uma obra mais leve de entretenimento quando ela bem feita”.

        E assim segue…

        Até mais!

    3. Mano, tu é retardado ou o quê?

      Tu vai em um parque de diversões pra ele te fazer pensar na vida e nos problemas da sociedade? Não. Então por que você vai lá se eles só querem te explorar?

      FREE! ou qualquer outro anime Moe/Ecchi é feito para o entretenimento, não pra te fazer pensar na vida. E pelo menos pra mim, se algo me diverte é óbvio que eu vou comprar e gastar meu dinheiro com isso. Por que um anime que me divirta é tão importante pra mim quanto um complexo e cheio de analogias que me faça pensar na vida.

      Agora, ficar dizendo que esse tipo de anime como Free! só serve pra explorar gente e que você só assiste animes pra repensar seu modo de viver é a coisa mais retardada que eu já vi. Você é o típico hipsterzinho de facebook que se sente superior as outras pessoas.

  4. Eu assisto Free, looooonge de estar entre meus favoritos, mas é divertidinho. De início eu não queria olhar pois segui uma lógica simples “Não vejo fanservice pra homens, não tem porque assistir fanservice para mulheres”. Mas nunca tive nada contra o anime.

    Acho sim, que é necessário existir abrangência de temas. Tem que ter fanservice pra homens, tem que ter fanservice pra mulheres, tem que ter cult pra homens, tem que ter cult pra mulheres… e o mesmo vale para outros temas, como romance, ação, etc.

    O que eu não gostaria que ocorresse, é que nenhum desses temas se tornassem “standard”… com isso eu digo, estamos ainda em uma fase onde Moe vende bacarai, e parece que quanto menos conteúdo, mais vende. Daí todo mundo começou a fazer moe, a nível que tu olha um chart, e aquilo é virado em moe. Meu único temor, que os moes, tanto para homens quanto para mulheres, acabem por tirar vaga de possíveis outros animes mais diversificados.
    Como eu disse no início, espero que Free seja compreendido como:
    “Anime voltado para mulheres vende, então vamos lançar algo com conteúdo, e voltado para mulheres.”
    E não como:
    “Bah, sabia que fanservice é o futuro!”

    Vamos ver… enquanto isso, continuo vendo Free, como deve ser visto… descompromissado.

    1. Exatamente, é o mesmo ponto que o meu.
      O problema não é o oferecimento das obras e sim a trivialidade que elas estão se tornando, ou seja, daqui um poucos essas obras que eu diria “rasas” terão mais valor(pelo menos monetário), do que uma obra complexa que não foca o fanservice.

      Além de que tudo isso, “força” autores a usarem do mesmo fanservice para poderem alavancares suas obras. Daqui um pouco nenhum vai mais acreditar que é possível fazer uma obra boa sem fanservice.
      E esse é o grande problema de tudo.

  5. Francamente, esse anime foi… muito melhor que eu esperava.
    Parece aquele malabarista, tu tá toda hora esperando que ele vá deixar uma das bolas caírem, mas ele se mantem fazendo uma boa apresentação até o final.
    Eu não sei se pelo própria proposta descompromissada do anime as pessoas ignoram uns detalhes interessantes ou eu que fico vendo coisas que não existem por ter criado simpatia com anime, mas eu acredito que ele é um anime bem feitinho. Tem um enrendo indo pra algum lugar, tem uma leve quebra do esteriótipo inicial dos personagens, tem um ritmo bom que não deixa cansar, é coerente… enfim, se não fosse um anime de nicho eu não diria que tenho vergonha de assistir.

  6. Se eu não acho válido nem o moe tradicional ,é óbvio que não gostar de suas variações .E K-On foi uma bomba atômica nos animes ,se esse é válido por causa dele ,então a coisa ta feia .O choro é livre .

  7. Não tenho muito pra falar do anime, pois ainda não assisti, mas sua discussão é muito interessante e o texto é muito bem escrito. Parabéns!!!

  8. Ok, eu estou acompanhando e curti Free!, mas não comemoro o “fanservice para mulheres” quando esse se traduz em exposição de adolescentes menores de idade a situações de cunho sexual. Ok, se o fanservice não envolver esse tipo de situação, até posso relevar (dependendo do que for) ou até mesmo curtir (like romance entre as personagens masculinas, até aí não vejo problema). Porque, da mesma forma que eu detesto animes com “fanservice para homens” nos quais a calcinha da menininha colegial acaba aparecendo, ou qualquer coisa do tipo, também não gosto quando o fazem com garotos.

    Tirando isso, eu não tenho outras críticas a Free! Não é um anime com um super plot, mas é legalzinho, as personagens são fofas, e não vou negar que adoro histórias que me façam shippar alok.

  9. Eu costumo ignorar completamente mesmo os animes moes voltados para homens. Até estou assistindo 1 moe nessa temporada, mas por ser da GAINAX (sim, ainda tenho esperança no estúdio), mas tirando esse, não lembro do ultimo que vi. Então não tenho muito porque assistir um moe para mulheres. No entanto… é… vou engajar em Free!. Pessoas estão realmente falando bem, não do fanservice (que é comentário exclusivo do fandom), mas do enredo em si. E se a estória for boa, foda-se ter que passar por um pouco de fanservice, seja este para homem ou para mulher.

  10. Eu dou meu total apoio a Free! O anime, pelo menos até agora, está razoavelmente divertido, a história está coerente e os personagens são simpáticos. E o melhor, as duas únicas mulheres do elenco não são donzelinhas choronas cheias de não-me-toques ou tsunderes irritantes.

  11. Free não é produto de abaixo-assinados, movimentações do tumblr e similares. O kViN, uploader original do vídeo no youtube esteve falando sobre os dados demogrograficos de quem assistiu ao vídeo, e sem muita surpresa, os acessos que vieram do ocidente correspondem a apenas 12% das visualizações. Você realmente acha que o abaixo-assinado do crunchyroll, ou as diversas outras pequenas mobilizações que ocorreram fizeram alguma diferença na realização do projeto? Ocidentais são tradicionalmente um público que não traz verba e é desconsiderado por maior parte dos estúdios de animação. Devo adicionar que não se faz um anime de alto orçamento em um prazo tão curto, Free já era um projeto muito antes do comercial ser exibido. O projeto já está em andamento há quase 2 anos já, o que cementa o mito do “we did it, guys!!”.

    1. Como falei no seguinte parágrafo: “Não se pode negar, no entanto, a importância que o “acato” da KyoAni em trazer o anime da natação à tona, trouxe. Em que época se veria um fandom se fortalecendo a ponto de que um estúdio conhecido por disseminar animes mais voltados para o gosto masculino – tais como K-ON! e Suzumiya Haruhi no Yuutsu – colocasse suas forças a promover ofanservice voltado particularmente ao público feminino? Há quem diga, no entanto, que Free! seria um projeto antigo da Kyoto Animation, datado de 2011 e que teve seu teste no lançamento do comercial de 30 segundos, como um medidor de águas. No entanto, as informações – até após o lançamento do anime – são divergentes: alguns afirmam que era um projeto antigo, outros dizem ser um anime que nasceu do brado do fandom extasiado. Seja o que for, isso ensinou uma coisa bem importante ao fãs de anime: estúdio algum está imune ao clamor público – e principalmente ao dinheiro que esse público poderia lhe proporcionar – e pode, não só como vai, modificar seus principais objetivos a fim de atender a tais pedidos”.
      Acredito sim que a mobilização nas redes sociais ajudou a trazer o anime à tona e prefiro sim acreditar que Free! foi produto dos nossos pedidos.
      Com relação à ocidente e oriente, posso apenas dizer que a mobilização não foi apenas aqui, como também pras bandas de lá e por esse mesmo motivo, que não fiz especificação mundial alguma, vez que o fandom de Free! parte de todos os lados do mundo, não apenas do ocidente, como você deixou a entender.
      No mais, no aguardo para ver se o sucesso das redes sociais vai se refletir nas vendas.

      1. Isso é wishful thinking. O fandom fujoshi vem crescendo no Japão desde meados de 2007, e hoje em dia, eventos grandes como a Comiket tem sido dominados por esse público.

  12. Sempre fui fã de bishounen! xD
    A história muito boa, me lembrou bastante Kuroko no Basket..~
    Cara da Jump essa história… xD

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