Ichigo 100% – Morango 100% – Editora Panini – Vol. 1

Olá a todos! Como estão? Eu estou feliz com a recepção do piloto do Gyabbo! Cast. Apesar de curto e com diversos erros, recebi em sua maioria elogios e pedidos para que continue, além claro das críticas que são sempre bem-vindas. Se você ainda não ouviu, não perca tempo e baixe logo!

Mas o post de hoje não é sobre o podcast, mas sim sobre mais um manga que saiu no mercado brasileiro, Ichigo 100%, ou como ficou traduzido Morango 100%.

Antes de começar a falar do manga, eu devo comentar algo importante que vai validar melhor a minha crítica sobre ele. Há uns anos atrás, na minha adolescência, eu não via problema algum em fanservice, afinal, na maioria das vezes o que eu encontrava era fanservice com personagens femininas adolescentes, o que era o meu caso! Então, acabava me identificando melhor.

A questão é que eu cresci e hoje em dia procuro passar longe de títulos pautados em fanservice, isso quem acompanha o blog já deve ter percebido sem grandes dificuldades. Dito isso, hoje em dia é raro que eu pegue um manga desses para ler, é preciso que ele vá além de algumas panty shots (e eu não quero dizer nesse outro sentido que você pode ter pensado). Às vezes a nostalgia me pega e não consigo deixar de gostar de uma obra por causa disso, como é o caso de Love Hina e em parte de Morango 100%, que eu lia anos atrás através de scans. Mas é preciso que haja uma história interessante para que eu possa passar por cima de todo o fanservice e consiga gostar da obra, como é o caso de outro manga que comentei recentemente, Highschool of the Dead.

Morango 100%, de Mizuki Kawashita, é um desses casos. Apesar de isso não transparecer no primeiro volume, onde a ênfase está muito mais no lado fanservice e cômico da coisa, esse manga consegue ir além e trás uma sólida história baseada em romance, sonhos e relações interpessoais. Digo isso por que um leitor mais exigente pode facilmente largar o manga nesse primeiro volume achando que é um outro harem qualquer, mas tanto na arte, quanto no enredo, a mangaka Kawashita consegue trabalhar seus personagens de uma forma que o faz esquecer dos fanservices por várias vezes.

A história por si só é muito simples, Manaka Junpei é um cara normal e que sonha em se tornar um grande cineasta. Um dia ao subir para o terraço da escola, dá de encontro com uma garota caindo do céu e sua calcinha de morangos. Sem ter tempo de falar com ele, Junpei fica deslumbrado, nem tanto com a situação picante, mas sim com as possibilidades que a cena e a beleza da garota dariam em um filme. É a partir daí que ele começa a busca pela “garota da calcinha de morangos”. Bobo, não? Certamente, mas é só o gatilho para uma obra de pura diversão onde cada um dos seus personagens (principalmente as femininas) merece um pouco mais de atenção.

Lançado inicialmente na revista Shonen Jump (sim, a mesma de Naruto e cia), iniciou em 2002 e terminou em 2005, compilando 19 volumes que serão publicados pela Panini na qualidade que já conhecemos e pelo mesmo preço de sempre, R$9,90.

Se você for um fã do estilo harém, não deveria nem pensar, é compra certa. Se não for, ainda sim eu diria para você dar uma chance para pelo menos 4 volumes da série, que eu prometo serão bem aproveitados em um ótimo romance!

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