Doubt

E hoje é o Dia Internacional da Mulher! Parabéns a todas as mulheres que lêem/leram/vão ler o Gyabbo!

Mas o post de hoje na verdade não tem muito a ver com esse dia, vou falar do manga Doubt.

Não sei se vocês conhecem, mas um tempo antes de ler esse manga, eu participei com uns amigos de uma brincadeira de detetive. Nela, uma pessoa era um assassino escondido em uma cidade e que a cada rodada eliminava um cidadão enquanto a cidade dorme. Assim, as pessoas precisavam votar em quem achavam ser o assassino, antes que ele matasse a todos. Doubt conta a história de um grupo de pessoas que jogam por celular um jogo chamado “Rabbit Doubt”, seguindo o mesmo esquema do jogo que descrevi acima, mas ao invés de cidadãos, são coelhos, ao invés de um assassino, temos um lobo.

Um dia, um grupo de 5 pessoas que se conhecia pelo jogo, resolve se encontrar na vida real. Todos se encontram, conversam, vão para um karaoke, se divertem. Tudo ia bem até que alguém ataca o protagonista Yuu Aikawa quando este vai ao banheiro, ficando desarcordado. Ao acordar, todos percebem estar presos em um grande galpão abandonado, com diversas portas trancadas, com a possibilidade de abrir somente com códigos de barra que eles carregam em partes do corpo. Todos, com exceção de Rei Hazama, a mais jovem do grupo, encontrada morta pregada em uma parede.

Doubt, apesar da violência direta, chama atenção pelo mistério e paranóia que se estabelece entre as pessoas envolvidas, afinal, um deles é um assassino sádico e cruel. A impossibilidade de sair daquele local e a progressiva morte das outras pessoas cria uma atmosfera de desespero, onde quando finalmente as coisas começam a fazer sentido, tudo volta à estaca zero.

O manga conta com o belo traço do iniciante Yoshiki Tonogai, sendo este seu primeiro manga como roteirista e desenhista, e terminou terminou recentemente, em fevereiro, contando com 20 capítulos distribuidos em seus 3 volumes compilados. Mas o que mais me agradou em Doubt foi o seu final. Frequentemente mangas terminam com finais bem ruins, ou longe da expectativa que a história toda gerou no leitor, mas Tonogai conseguiu criar um final que se manteve fiel ao resto da história, deixando quem lê, atônito no fim.

E hoje é o Dia Internacional da Mulher! Parabéns a […]