ArgaLog #05: Esperança

ArgaLog #04: Penúltimo

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Não vale dar SPOILER, mas foi o tema de diversos dos episódios resenhados aqui.

E semana a semana o ArgaLog vai se estabelecendo como a coluna semanal do seu blog favorito sobre aqueles desenhos pornográficos japoneses, no qual resenhamos uma fração do que o Japão exibe semanalmente em seus televisores. Semana de muitos episódios finais, vários excelentes e outros frustantes. Sim, a disparidade aqui está mais óbvia, as notas mais repartidas e as resenhas mais polarizadas que de costume. O que achou disso? Não deixe de comentar abaixo. Também não deixe de comentar se você ainda lê essa coluna, afinal seu feedback pode não dar dinheiro mas é muito importante para nós.

Chega de frescura, é hora do duelo das resenhas!

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Vivid Red Operation 11 [50/100]

Vivid Red Operation sempre foi todo drama e clichê, mas este penúltimo episódio esqueceu de colocar o pé no freio.

Sim, este episódio quase foi tão ruim que ficou bom. Pena que quase – a mistura do drama forçado com [sub?]tom lésbico [afinal, todo mundo sabe o que quer dizer ali a palavra amizade] com a vilania sem qualquer profundidade ou tentativa de dar um background decente ao pássaro só provou como a expectativa e o mistério se revelaram em uma escrita ruim, quase péssima.

Não teve ação, não teve história, nem mesmo teve material para doujinshi: simplesmente tivemos aqui uma obra dando o tiro final em seu próprio pé. Mais que o episódio final, a esperança por material de qualidade da série fica para a Comiket 85 – se vocês me entendem.

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Robotics;Notes 22 [62/100]

Totalmente esperado, mas ainda assim frustrante.

E seguindo a lógica armada com destreza [só que não] há alguns episódios, o final de Robotics;Notes foi totalmente dedicado a batalha final e ao final feliz meticulosamente programado desde o original.

A direção não comprometeu e o ritmo foi aceitável – então porque nota tão baixa ao episódio? Porque foi o último ato de uma decepção dupla: tanto a causada por ser um título da série ponto-e-vírgula quanto a alimentada por um build-up que foi frustrante. Nada foi respondido e tudo se limitou aos protagonistas, os menos interessantes em um elenco apenas razoável, salvarem o dia em nome do amor e da justiça.

E a dica presente na cena final foi só a cereja neste bolo, em mais uma ambiguidade totalmente desnecessária.

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Tamako Market 11 [75/100]

Ficou o sentimento de que somente agora, no penúltimo episódio, o enredo começou.

E no primeiro episódio do arco do Princípe, a história de amor e destino que originalmente tinha um papel central no anime do mercadinho, temos duas linhas de roteiro que carecem um pouco do suporte dado por um desenvolvimento progressivo e feito desde o início mas que ainda assim funcionam.

E tanto no desenvolvimento da protagonista, confrontada com a possibilidade de ser uma princesa, quanto na situação daquela coletividade que, subdesenvolvida durante toda uma obra, finalmente encontra espaço para mostrar o sentimento de amor e nostalgia que evoca, finalmente temos um anime que vale a pena uma chance. Pena que tarde demais.

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Love Live! 11 [75/100]

Forçado? Sem dúvidas. Mas funcionou.

E bem, diga-se de passagem. Ao fim da Primeira Temporada deste inesperado sucesso um arco mais dramático era quase inevitável – e em um anime que concilia um tom artificial condizente com o mundo idol com uma direção sutil e personagens carismáticas, o resultado ficou bem legal.

Legal, mas longe da perfeição – claro que esta é difícil, mas ainda assim alguns momentos soaram forçados. Evidente que algumas impressões são baseadas em eventos cujo desenvolvimento ainda está pela metade, mas o risco de um final que não corresponda existe e é razoável. Ainda assim, mais um episódio que passou rápido e que uma maneira diferente reafirma que Love Live! sem dúvida é a surpresa da temporada.

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Little Busters! 24 [76/100]

Um episódio bonitinho, que passou rápido. Little Busters! parece estar evoluindo com sua protagonista. Parece.

Na teoria, tudo certo: mais um episódio de transição bobinho focado na Rin e que superficialmente mostra algum pequeno problema sendo resolvido com a força da amizade [o que é muito bom nesta série], mas na verdade nos apresenta um pouco mais sobre a evolução desta e sobre o segredo deste mundo tão especial – e o diálogo final de Komari com Rin foi apaixonante.

Foi bom, vale o conceito acima, mas também foi um pouco esquisito – e em uma produção tão inconsistente, resta saber o que o próximo episódio, o finale desta Primeira Temporada, reserva ao espectador. Qual será o saldo de 25 episódios aparentemente inúteis, bem mais que os primeiros 22 de CLANNAD. [e sim, como não comparar?]

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Chihayafuru 2 11 [83/100]

Como um todo, Chihayafuru 2 continua uma baita de uma série, mas a rotina acompanhar semanalmente vem perdendo o seu momentum.

Ajuda aqui o fato deste episódio específico ter sido focado não em mais um time, mais uma partida incessante de um esporte que o manga e o anime já fizeram tanto para tornar emocionante mas ainda assim é no mínimo exótico, e sim em um personagem importante para o grupo e que nesta Segunda Temporada havia sido preterido em prol de um enredo com cada vez mais urgência.

Tsutomu, reconhecido como o personagem adorável que é [e a cena do abraço coletivo foi algo piegas, mas muito legal], deve mesmo ficar como estrategista do grupo, mas a mensagem passada por Nishida [o anticlímax gerado pelo cliffhanger do episódio anterior foi ótimo] foi muito válida e diz muito sobre um clube de estudantes do Ensino Médio ainda tão cheios de sonhos. E orgulho. E este orgulho, confiança, como apontado no final do episódio, deve ser um tema forte nos episódios a seguir. Que as próximas partidas sejam menos dentro do padrão, de uma perigosa normalidade.

Enquanto isso, pobre Arata…

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PSYCHO-PASS 22 [84/100]

Um pouco verborrágico às vezes, mas um episódio final muito do digno.

PSYCHO-PASS revelou-se no final uma série mais simples do que esperado [e, ironicamente, mais complicada de avaliar]; mas se o episódio final frustra no plano geral, per se é uma conclusão bem-feita da proposta apresentada nos últimos episódios.

E particularmente a primeira parte tem a tensão e o clima apurados. Naoyoshi Shiotani ainda tem muito o que melhorar como diretor mas consegue ter seus momentos [principalmente nas aberturas, facilmente o melhor deste anime] – e Makishima Shougo novamente teve a honra que merece.

Pena que a segunda parte soou muito mais que necessária que brilhante; tivemos dois bons momentos – um de fanservice, um de risada – mas o resultado final serviu muito mais para amarrar alguns pontos necessários e sugerir uma Segunda Temporada que outra coisa. O que não deixa de ser um entretenimento de qualidade.

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JoJo’s Bizarre Adventure 24 [85/100]

E temos uma série que sabe muito bem como brincar com expectativas.

A primeira metade deste episódio foi o que todos esperavam, uma continuação direta das expressivas lutas dos episódios anteriores. Barulhenta como sempre, conseguiu manter o excelente nível de tensão típico da série.

Já a segunda foi além aí quebrar em parte o ritmo para contar a história de Lisa Lisa – e como é comum em JoJo, o resultado foi melodramático e ainda assim expressivo. Mesmo não sendo especialmente eficiente nisso.

Corte para o final, que sim, foi glorioso e vale o tíquete para o próximo episódio.

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Shin Sekai Yori 25 [95/100]

Simplesmente um exemplo de episódio – final ou não.

Quando o último episódio de Shin Sekai Yori começou resolvendo o básico em apenas três minutos de puro anticlímax, a sensação de que fortes emoções estavam reservadas para este finale – e o episódio correspondeu lindamente com Yakomaru/Squealer e Saki, os elementos finais desta jornada trágica, desenvolvendo-se um pouco mais entre o momento final.

Ritmo e direção impecáveis sustentaram um roteiro que conseguiu ao mesmo tempo dar a martelada final de uma forma efetiva e ser uma conclusão intelectualmente e emocionalmente satisfatória. Não é um final feliz e também não é fácil de digerir todos os horrores que levaram a uma conclusão com uma ponta de esperança que ao mesmo tempo é uma aposta no futuro, frágil e algo tola como costumam ser.

E isto é extremamente coerente com a proposta do anime, com estes personagens – principalmente a protagonista – que conseguiram ser desenvolvidos ao mesmo tempo do bom universo. Shin Sekai Yori foi uma jornada dura para muitos, teve suas inconsistências de orçamento [e o roteiro poderia ser mais claro no início] mas no final soube ter um resultado particularmente satisfatório.

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