Primeiro Episódio: Diabolik Lovers

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Porque a temporada de Outubro/2013 já começou.

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Diabolik Lovers é um anime de doze episódios baseado em um Visual Novel para garotas [chamadas normalmente pelo nome mais especifico de otome game] lançado para PSP pela desenvolvedora Rejet [em sua primeira adaptação para anime] em 2012 em sua versão original – uma expansão com o sugestivo nome de More Blood/Mais Sangue chega em Outubro/2013 – para contar a história de Komori Yui, uma garota pra lá de genérica que um belo dia é deixada para trás por seu pai, de mudança para um novo emprego, em uma bela e fabulosa mansão repleta de estranhos garotos… melhor, mais do que estranhos: vampiros.

Sinopse tediosa para uma adaptação, com o perdão da repetição, pra lá de genérica feita pelo estúdio ZEXCS [Aku no Hana, Suki tte ii na yo.] e por uma equipe de novatos liderada pelo diretor Tagashira Shinobu. Diretores e roteiristas iniciantes já produziram obras de impacto, mas não é o que acontece em um anime de baixo orçamento e mesmo tempo [episódios de quinze minutos raramente são um bom sinal] adapta um roteiro que simplesmente joga na cara do espectador certa leva de fetiches.

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É um terreno bem pegajoso querer discutir qual fetiche é certo e qual é errado em uma mídia no mínimo complacente com todo o fenônemo lolicon: mesmo no alvo mais fácil e caro de produzir que é o anime tivemos em meio de diversos animes sobre irmãzinhas aquele sobre uma succubus de dez anos que, ao chegar na puberdade, deveria formar seu harem e, bem, consumir essência masculina. Imagina nos mangas e light novels…

O monstro em Diabolik Lovers é outro: o [reverse] harem que se apresenta da forma mais direta possível que cabe em um episódio de quinze minutos é composta de homens e moleques perigosos; sádicos, talvez. O fetiche é esse, a menina do bem e normal [leia-se: patética] que transforma o distante, perigoso e ainda assim com sentimentos muito bem escondidos em algum passado terrível em um ser que ama e é quente ao mesmo tempo – essa é a graça em Crepúsculo, 50 Tons de Cinza e Diabolik Lovers – a diferença é que o último, todo atrapalhado e focado em um fandom menor, exagera na dose.

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Nos dois primeiros episódios da série [ah, o título enganoso do post] temos um pouco mais de foco em Sakamaki Ayato, o primeiro a aparecer e com o tipo físico mais genérico entre os seis irmãos: cabelo vermelho, proporções médias e Hikaru Midorikawa fazendo de forma muito boa o tom arrogante de voz exemplificado com perfeição no eu [ore-sama] em terceira pessoa, como se membro da realeza fosse. A abordagem arrogante em cima da protagonista, a mistura de desprezo, curiosidade e atração sentidas por ele, o avanço feito em uma metáfora que pode ser interpretada muito bem como um estupro e a mais tímida referência a um passado triste dão a tônica do anime.

Claro que uma obra dessas é válida e tem um nicho de público que pode sim ser chamado de alvo, mas a sequência de eventos é feita de uma forma tão amadora que torna-se impossível não rir de um resultado final que acrescenta um ritmo terrível e uma profunda falta de criatividade e de técnica neste que não é o melhor dos argumentos. Mesmo a abertura e o encerramento são pobres, restando mesmo aos dubladores a ingrata posição de serem o único ponto positivo em desde já um dos piores animes de 2013.

Resumindo, Diabolik Lovers não se contenta no potencial de polêmica que poderia gerar por conta do papel degradante que acaba submetendo a sua protagonista, cercada em um harem de, como diz o título, amantes diabólicos; varia entre o preguiçoso e fraco aos momentos de verdadeira ruindade em uma obra abandonada por todos os lados. A temporada de Outubro/2013 promete, mas a estreia adiantada desta foi muito longe de ser o pontapé inicial que esta merecia…

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