Primeiro Episódio: Aoi Sekai no Chuushin de

Um anime sobre a guerra dos consoles? Sim, o país das melhores sinopses conseguiu novamente.

E no continente de Consume [melhor sacada da série até aqui], o reino vermelho de Ninteldo conquistou, graças ao bigodudo Marcus, incríveis noventa por cento do território; assim, somente a azul Segua tem alguma capacidade de resistência. E quando um desconhecido, Til, é morto por invasores vermelhos, nosso herói Sonic Gear decide se vingar. E juntamente com sua imouto [irmãzinha] Nel e a peituda algo tsundere Opal e o tarado Tejirof eles irão começar a [não tão] longa jornada rumo a vitória.

Claro que em um Primeiro Episódio que serviu basicamente como apresentação de personagens podemos estar simplesmente da introdução-padrão que antecipa o que realmente interessa [como em NEEDLESS, que demora um pouco para engatar na montanha-russa de diversão que é], mas Aoi Sekai no Chuushin de abusa da mediocridade em simplesmente ser um amontoado de clichês e situações vistas inúmeras vezes tanto em anime como em entretenimento em geral.

Um pouco de ação usando o pouco orçamento disponível temperado por explicações burocráticas, direção entre o correto e o básico quase amador, personagens um pouco carismáticos mas só um pouco além de serem finos como uma folha de papel – tanto que são marcados mais pela cor de cabelo que pela característica básica de sua personalidade, e uma premissa que ao menos até aqui parece mais uma ideia legal de um possível anime do que algo que tenha prazo de validade de doze episódios.

Para piorar a situação, o fato de se levar minimamente a sério acaba com qualquer esperança que possamos ter aqui de pelo menos algo absurdo como Kampfer ou Ichiban Ushiro no Daimaou [alguém lembra?] que pelo menos cative pelas ideias malucas misturadas a lindas garotas – até temos as garotas, mas nem interessantes elas são.

Não é ruim, não ofende e justamente por isso deve ser esquecido bem no fundo da pilha de animação japonesa gasta para absolutamente nada, nem mesmo para fazer algumas piadinhas envolvendo videogames – e quando o anime prefere chamar o personagem que teoricamente representa o Sonic de Gear [sim, o portátil 8-bit] todo o timing cômico deste tipo de situação vai por água abaixo – mesmo a referência a Alex Kidd parece ser para os hardcore.

E ao contrário do que um ou outro possa pensar não é para evitar processos – se assim fosse, por que usar Segua, Ninteldo e Marcus? Aoi Sekai no Chuushin de acaba soando japonês demais à toa – e isso não é no bom sentido.

Combinando com o desperdício de tempo que acaba sendo a obra, a parte técnica do novato estúdio 5th Avenue é simplesmente o padrão atual – nem mais, nem menos. Mas não é por isso que você deve adicionar este anime aos vinte que está assistindo – confira com os seus próprios olhos esta obra sem graça cuja premissa no papel parece ser genial e lembre-se que poderia estar vendo algo com ao menos o mínimo de tempero. Outros três animes foram citados neste post – e temos nesta mesma temporada o divertido Ixion Saga DT -, que tal?

O Bom: Bonzinho; nenhum momento constrangedor.
O Ruim: Bonzinho; nada de novo nem minimamente refinado.
O Difícil: Pegar as referências.

Um anime sobre a guerra dos consoles? Sim, o país […]