Aberturas de Anime: 2012, Parte 1

Dez Aberturas de Anime: 2011

Entre as literalmente centenas de aberturas de anime exibidas em 2012, escolhemos as dez melhores – e neste artigo você poderá conferir os comentários sobre cinco delas. Assim, sem mais delongas, a Primeira Parte das Melhores de 2012.

AKINO with bless4 – Kimi No Shinwa ~Aquarion Dai Ni Shou~ [Aquarion EVOL OP 1]

Seu anime de ação otaku do ano. Ou pelo menos a abertura engana muito, mas muito bem.

Aquarion EVOL acaba sendo mais uma obra focada no carismático elenco de personagens, suas interações [leia-se, romance no melhor estilo shipping] e o extenso rol de simbologia introduzida por Shoji Kawamori na franquia que mais pode chamar de sua que uma adaptação de Light Novel de ação a la Sword Art Online ou To Aru Majutsu no Index como sua sinopse ou mesmo esta fantástica abertura faz parecer.

E em uma obra cujo grande trunfo foi a parte audiovisual, do character design bonito e certeiro desenvolvido separadamente por Chinatsu Kurahana [Uta no Prince-sama], que desenhou os homens, e Kana Ishida [Ore no Imouto], as mulheres, a trilha sonora com músicas de Yoko Kanno [e trilha de Ayako Otsuka], esta primeira abertura é a mais básica presente nesta lista mas ao mesmo tempo é a mais fácil de ser apreciada por um número maior de pessoas justamente por conter os elementos testados e aprovados pela audiência: metade apresentação de personagens em poses estilosas, metade lutas entre robôs gigantes feitas de forma até melhor que na série.

E a pretensão de ser moderno e estiloso aqui compensa; temos um resultado com certo risco de ficar datado, mas que é claramente o que é considerado nos dias atuais como bom – e o fato da música ter um tom grandiloquente na medida só ajuda a evitar isso. Não é espetacular, tampouco revolucionária – mas sem dúvida nenhuma é algo muito bem-feito e aparado e mesmo o anime sendo otaku demais para alguns, sua abertura merece uma posição firme nesta lista.

Fujifabric – Tsurezure Monochrome [Tsuritama OP]

Nada como dar umas boas risadas com os amigos.

O elogiado Tsuritama, anime de Kenji Nakamura que tem como ponto positivo o foco nos personagens combinado com uma versão mais leve da habilidade em tratar com o visual na era da alta definição que é uma de suas características, consegue sobretudo captar o espectador nesta abertura que definitivamente é uma amostra do que espera este ao longo da obra.

Da paleta de cores vibrante sem ser simplista nem agressiva para os olhos a espetacular e hipnótica dança – que ao contrário de outras faz parte do enredo – passando pela atenção aos detalhes como os créditos escritos dentro de formas lúdicas e uma música estranha e ao mesmo tempo divertida do Fujifabric, a abertura de Tsuritama pode não resumir os temas da obra como outras fazem mas sem dúvida consegue passar de forma magnífica o feeling da série, qual o sentimento que terá ao assistir a história destes quatro garotos em sua jornada de amizade e pescaria.

E não é justamente o feeling que também faz a abertura de Cowboy Bebop ser tão boa?

http://www.dailymotion.com/video/xqq2ku_shirokuma6_shortfilms

JP – Boku no Invitation [Shirokuma Cafe OP 1]

Como fazer a abertura de um anime cujo título é o bar do urso polar?

Nesta comédia caracterizada sobretudo pelo clima leve e divertido com um toque de estranho [mas nada que afete a comédia, gênero da obra] representado pelos personagens principais serem um urso polar, um panda e um pinguim, todos levemente antropomorfizados, a solução da equipe foi fazer um abertura que até no título da música fosse um convite aos espectadores, como se fossem sentar neste café, pegar alguma bebida relaxante e curtir a obra.

E ao som de JP, o Meu Convite é trabalhado com o bom traço utilizado aqui pelo Studio Pierrot sem as amarras do orçamento contido da obra em si – assim, a animação dá algumas asas a imaginação – até literalmente no caso da transformação do carro do urso – na viagem que os três bons amigos fazem por diversos ambientes. E aleatório, mas a intenção aqui é somente apresentar uma obra que não tem propriamente uma história fixa. E uma historinha inofensiva e boba feita na medida para fazer abrir um sorriso no rosto é tudo que poderíamos pedir aqui neste anime feito para alguém que simplesmente quer relaxar após um longo dia na escola ou trabalho.

Unicorn – Feel So Moon [Uchuu Kyoudai OP 1]

Uchuu Kyoudai, ou Irmãos do Espaço em bom português, é sobretudo a história de um sonho de criança se tornando, de uma maneira que ressoe na alma do público-alvo adulto, realidade. Assim, o tom de otimismo e tranquilidade, de que um passo de cada vez a dupla de protagonistas está cada vez mais perto de seu objetivo, algo que é sobretudo presente na trilha sonora do anime consegue ser ainda melhor retratado na primeira e melhor abertura da série que faz o espectador – com o perdão do trocadilho – sentir-se na Lua.

Todo o clima passado pela ótima música do Unicorn é de uma calma que remete a felicidade e a busca dos sonhos simbolizados pelo Mutta e Hibito, tão japoneses apesar da cor ou estilo de seus cabelos; na cena final, Mutta vem, vestido como salaryman [o empregado de escritório, na terminologia japonesa]~, Monte Fuji e construções tradicionais atrás, encontrar Hibito, vestido de astronauta e com o Kennedy Space Center como seu cenário. Simples e perfeito, assim como a cena os desenhos simbolizando os sonhos das crianças vão junto com a Torre de Tóquio e a Tokyo Sky Tree rumo ao infinito e além juntamente com uma nave da NASA.

A parte técnica pode ser simples nesta obra de baixo orçamento mas muito amor de Ayumu Watanabe comandando uma equipe do A-1 Pictures [mas vale dizer que o uso das cores pelo diretor é excelente], mas este sonho embalado para viagem merece seu espaço como uma das grandes aberturas de 2012.

MOSAIC.WAV – Yuri Seijin Naoko-san [Yuri Seijin Naoko-san OP]

Yuri Seijin Naoko-san é, apesar do nome, uma série – na verdade um OVA – focado no nonsense da situação e da protagonista Naoko-san, que se diz ser uma extraterrestre vivendo na Terra [e a série nem confirma nem desmente o fato]. E ao misturar isto com toques da comédia gritada típica de certos animes é que consegue atingir um resultado que pode não ser bom – sim, falta algo que dê liga e torne a série ao menos engraçada – mas ao menos é satisfatório.

E justamente a parte deste projeto do animador [e aqui roteirista e diretor] Tetsuya Takeuchi que mais expressa isso é a hiperativa abertura – da música do MOSAIC.WAV aos constantes cortes e movimentação presentes na tela, o nonsense e a loucura suavizada saltam a tela em um exercício criativo de storyboard que conta o mesmo de sempre – a relação entre a contida Misuzu e a aloprada Naoko-san – usando os clichês de sempre mas de uma forma bem-executada que você nem precisa ter visto a obra para apreciar esses cento e dez segundos de boa animação e cenas bacanas que também vale pelo design e fotografia simples, efetivos e bem-pensados.

Faltam ainda cinco vagas, certo aberturas para comentar, para colocar entre as melhores do ano. Usem os comentários para isso, aceitando sugestões até porque ninguém consegue ver de tudo. E, abaixo, um bônus para aquela risada fácil e sincera:

Dez Aberturas de Anime: 2011 Entre as literalmente centenas de […]

12 thoughts on “Aberturas de Anime: 2012, Parte 1”

  1. Hmmm, vejamos…

    Das que eu me lembro agora, Another tinha uma abertura muito boa (e que enganava, pois o anime em si foi dispensável). Na mesma temporada tiveram Mouretsu Pirates, Ano Natsu de Matteru e Senhime Zesshou Symphogear (outro em que a abertura enganava). Na posterior tiveram Zetman, Saint Seiya Omega (mais uma que engana) e Tasogare Otame X Amnesia.

    Na última teve Tari Tari e Jinrui wa Suitai Shimashita, e nessa curti as aberturas de Tonari no Kaibutsu-kun e Chuunibyou Demo Koi Ga Shitai!.

    E Nazo no Kanojo X e Chouyaku Hyakunin Isshu: Uta Koi, claro. Mais que obrigatórias.

    1. Oi, Knux:
      Que bom que você citou a abertura de Nazo no Kanojo X. Aquela abertura é, sem dúvida, inesquecível. E a série valeu a pena ver, tanto é que já está na minha coleção de animes preferidos.
      Mas eu estou também atrás da versão para BD da série, pois naquele formato, as cenas aparecem sem aquele efeito de brilho cobrindo os corpos das personagens. Se alguém estiver colecionando os BDs da série, me avise.
      E mais uma vez volto a afirmar, agora com mais ênfase e convicção (convicção essa que se consolida cada vez mais, à medida que o ano termina): Nazo no Kanojo X É, sem dúvida, A SÉRIE DO ANO na minha sincera opinião. E nada vai mudar isso, até porque os demais animes deste ano têm sido, na minha opinião, enfadonhos ou abaixo do meu conceito. O único que se salva, a meu ver, é Nazokano X.
      Agora, só no ano que vem é que pode aparecer mais coisa boa… isso se o mundo não acabar este ano, é claro.
      E, se eu não disse aqui antes, aproveito para dizer agora:
      VALEU, URABE!!! VALEU, TSUBAKI!!! VALEU, OKA!!! VALEU, UENO!!!
      E tenho dito !

  2. Tem dias que eu me pego catarolando a op de Tsuritama e repassando a dacinha mentalmente 🙂 é genial!

    Acho que este ano teve melhores ops que animes, por exemplo, Persona 4 e Mirai Nikki. Além desses gostei muito do op de Zetman e o de Jormungand.

    Mas se for pra escolher a melhor do ano eu fico com a do Psycho-Pass sem sombra de dúvidas. Ah, menção honrosa para a de Jojo’s bizarre que é muito diferente e muito interessante!

  3. hum, a abertura de Chihayafuru é muito boa, realmente consegue empolgar e com certeza é a minha preferida das que lançaram no ano. A de Magi também chamou muito minha antenção.

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