Ano Natsu de Matteru #05: Luzes, Câmera, A- Chuva

Ano Natsu de Matteru #04: A, B, C, Distração

E finalmente começa para valer as filmagens de Ano Natsu de Matteru – e do verão cheio de risadas a chuva que traz o drama, temos de tudo um pouco neste episódio que termina com o cliffhanger.

E ao contrário do que muitos poderiam imaginar, de cara já tivemos o início das filmagens do filme que será mesmo um grande ponto de apoio para o enredo da série desenvolver-se. E neste parte de comédia temos também algumas dicas para eventos futuros que devem ocorrer nesta parte da história, que tem um caráter metalinguístico bastante presente.

Ora, quem não desconfiava previamente que Lemon afinal sabe muito e conta pouco, muito pouco? Então, aqui, em sua falta de roteiro condizente com sua personalidade escala Ichika para ser a protagonista da história, uma garota que… veio do espaço. Exatamente como a real é. E claro, nossa protagonista – toda sexy em sua roupa apertada cuidadosamente arranjada pela própria Lemon – mostra-se toda atrapalhada. Como de costume.

Enquanto isso, por trás dos panos ocorre todo um desenvolvimento para que Kaito assuma seu papel de direito na história que é o de protagonista. Os planos deste, que inicialmente é somente o cameraman do vídeo [afinal, este que desde sempre possuiu a Super-8 que apareceu inclusive nas imagens promocionais da série], começam a ir por água abaixo tanto graças ao comportamento errático da escritora [Lemon] quanto ao fato de Tetsurou deliberadamente sair do caminho para dar passagem a Kaito, que entra aqui no papel que naturalmente parece ser seu.

Enquanto isso, o triângulo amoroso secundário formado por Kanna, Tetsurou e Mio é tratado um pouco aqui, sempre de forma leve. Afinal, se enquanto Mio mantém-se completamente passiva mesmo percebendo a movimentação ao seu redor, Tetsurou tem que ouvir Kanna falando que este não sabe o que é o amor. Mal sabe ela, de longe a personagem com mais inocente e com menos tato neste grupo de amigos, do que acontece.

Claro que isto irá levar aos acontecimentos do final do episódio, mas antes disto temos o que seria o segundo dia de filmagens ser claramente interrompido devido a uma forte chuva que acontece. Enquanto Kaito e Ichika filmam cenas adicionais [algo que já fizeram na noite anterior] a mando de Lemon, Kanna decide – claramente movida pelo ciúme que é seu traço mais característico neste anime – visitar os dois personagens.

E claro, é recepcionada carinhosamente pelo duo que mesmo apaixonado ainda está em um estado muito prematuro de seu relacionamento ainda platônico; e enquanto vemos Kaito provar a estranha comida de Ichika [afinal, está não é uma alienígena?], temos aqui a conversa mais séria entre o trio até aqui aonde tanto Kanna deixa escapar mais um pouco de sua verdadeira natureza ao mesmo tempo que lança a pergunta a Kaito: o que acontecerá quando tudo isso acabar, quando Ichika for embora?

Enquanto Kaito ainda terá muito o que pensar a respeito disso nos episódios seguintes, aqui a relação entre Kanna e Tetsurou [enquanto isso, Mio fica pelada detrás de um ursinho gigante de pelúcia] começa a se fechar no que parece ser o início de seu arco.

Esta, que vai embora revoltada por ter dito tudo aquilo a Kaito, acaba encontrando Tetsurou no caminho – e consequentemente tendo uma conversa decisiva para os dois; esta expõe seus sentimentos por Kaito com uma franqueza inédita até aqui nesta série de personagens travados, o que leva àquele ao grande cliffhanger do anime até aqui.

Sim, Tetsurou finalmente toma coragem e vai diretamente à casa de Kaito contar o que todos [menos obviamente o inocente casal de protagonistas] já sabia: Kanna Tanigawa ama Kaito Kirishima. Com Ichika Takatsuki ouvindo por detrás da porta, encerra-se este episódio.

Assim, finalmente começa para valer os conflitos que desde sempre estão presentes na série mas sempre estiveram reprimidos por conta de anos de amizade interferirem na cabeça destes pobres adolescentes – sendo que foram necessárias a chegada das duas [Ichika e Lemon] teoricamente mais velhas para acender de vez esta fagulha presente na relação há um bom tempo.

Até aqui, Ano Natsu de Matteru a cada segundo prova-se mais ser puramente um anime arroz com feijão. Enredo, personagens, direção, temática, fotografia, tudo já foi feito antes, muitas vezes até de forma melhor.

Mesmo assim, temos uma série bastante divertida dirigida com precisão por um que já é um dos grandes diretores de anime atuais [e Tatsuyuki Nagai destaca-se por sua regularidade, ao contrário de Tsutomu Mizushima [Blood-C] ou Kenji Nakamura [C]] que conduz um roteiro que pode ser chamado de manipulativo por alguns [acaba tendendo mais ao artificialismo de um CLANNAD que a naturalidade do carisma de um Chihayafuru] mas que é merece o sucesso que tem, especialmente em uma leva fraca como a atual.

Claro que tende a melhorar, mas a impressão é de que realmente termos um anime muito bom mas que não conseguirá cruzar a linha que separa os bons dos clássicos. A ver.

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