Ano Natsu de Matteru #02: Dicas e Drinks

Ano Natsu de Matteru #01: Boy Meets Girl

Muitos pequenos gestos que formam o clima para, vários episódios depois, a história comece a andar. Desta vez, acompanhados de uns bons drinks.

Apesar de ter somente doze episódios para contar a sua história, acostume-se com a ideia de Ano Natsu de Matteru de contar a sua história aos poucos, construindo todo um clima que provavelmente somente no terço final cairá no drama sugerido na agridoce música de abertura.

E assim temos aqui mais um episódio que busca principalmente fazer com que nos importamos com este grupo de seis personagens que está prestes a entrar na aventura de suas vidas ao utilizar as férias de verão para filmar algo; porém, estas ainda não começaram – e o fato de somente agora a irmã de Kai ter finalmente partido [para provavelmente voltar logo antes do fim] mostra como esta pretende ter certa verossimilhança mesmo revelando abertamente logo em sua primeira cena parte das motivações e origem de Ichika.

Sim, esta saiu de seu planeta natal em uma jornada de autoconhecimento; claro que possui o objetivo palpável de ver uma certa paisagem ainda não-revelada – mas mesmo isto é claramente apenas um recurso de roteiro para o espectador e de alento para a jovem que certamente sofrerá durante a série um processo de amadurecimento [coming of age] que será um foco aqui.

E ao contrário do que este rostinho bonito e sorriso simpático aparentemente dizem – e ao focar particularmente na interação entre o casal, este episódio espertamente apenas reforçou este conceito -, é ela que provavelmente gerará o grande drama da série em sua jornada nesta vila pacata do interior do Japão.

Kai pode ser simpático e acima da média do atual padrão de bananice vigente no Japão mas até aqui revelou-se apenas um mero avatar do espectador aqui; sendo sua “doença” claramente um recurso de roteiro [plot device] a ser utilizado mais a frente para o máximo de drama possível.

Mas claro que este episódio não foi somente sobre Kaito e Ichika [vale ressaltar que sim, a dupla possui boa química, nisso lembrando Jin-tan e Anaru de Ano Hana]; os fãs da tsundere clássica de cabelo azul [feita na medida para ser o exato oposto de Ichika – afinal, temos que agradar o maior número de pessoas possível, não é mesmo?] que é Kanna Tanigawa irão se deliciar com esta questionando firme e claramente a relação nascente entre os dois acima.

Doi saber que a amiga de infância desde o começo não tem qualquer chance de ter seu sonho realizado; resta é saber qual o anime se contentará em fazê-la de escada para Ichika [e para os fãs desta resolverem o problema em variados doujinshi] ou se teremos mais e melhor desenvolvimento a esta. Fica a expectativa aqui.

E não dá para deixar de falar do acontecimento mais importante do episódio, marcadamente a primeira reunião de planejamento para o filme que acontece na casa de Kaito – e aqui brilha a estrela de Lemon e sua bebida mágica [Dynamite Drink] que apesar de assemelhar-se a um chá tem o mesmo efeito de uma bebida alcoólica.

E assim, enquanto os outros personagens acabaram revelando-se um pouco mais para o espectador [e de novo temos Tanigawa sendo tsundere] esta limita-se ao belo fufufu executado lindamente por Yukari Tamura [até aqui, as atuações andam acima da média, condizendo com o clima de fantasia do anime] que indica uma coisa: Lemon provavelmente também não é humana. E aqui fica mais uma grande ponta de mistério e curiosidade para os próximos episódios.

Claro que poderíamos falar mais de Lemon [e especular muita coisa sobre a série], mas por ora não vale queimar a largada em uma série de doze artigos semanais – até porque é claro e evidente que esta, terceira personagem mais importante da série, terá seu arco dramático um pouco antes do final; vale assim fechar este artigo deste episódio no qual as dicas foram muito mais importantes que os drinks e que após um Primeiro Episódio que pecou um pouco pela necessidade de apresentar coisas demais, tivemos finalmente tempo para tanto a série como o foco desta, o casal de protagonistas, começarem a mostrar a que veio.

Ano Natsu de Matteru, apesar do imenso hype recebido – inclusive neste blog – antes do começo da exibição das estreias de Janeiro/2012, parece estar é sendo subestimada por muitos justamente por até aqui não se importar [e estes artigos espelham isso; afinal até aqui não comentamos a abertura e encerramento desta] em agarrar o espectador de qualquer forma, e sim seguir confiante em sua crescente. Uma pena, afinal até aqui muitos não sabem o que estão perdendo…

E para finalizar, dois comentários: o primeiro é sobre o mascote da série, Rinon – com certeza fofinho, mas novamente vale ser lido o artigo Seinen, Moe e… Mascotes?, aonde é dado um ponto de vista sobre este fenômeno algo frequente nos animes atuais; já o segundo, explicitado na foto abaixo, é o fanservice presente nesta – claro que é discreto, criativo e até de bom gosto para muitos, mas um ou outro pode se incomodar com o fato da menina abaixo estar pelada. Como dito acima, é uma obra com um feeling bastante adolescente, doa a quem doer – e até aqui, a recepção desta no ranking de pré-venda da Amazon anda bem satisfatória.

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