Primeiro Episódio: Brave 10

Não é a toa que a Editora Panini trouxe, antes mesmo da estreia deste anime de 1-cour em terras nipônicas, o manga desta franquia para o Brasil. Brave 10 cai como uma luva para o fandom brasileiro de anime, especialmente para as pessoas que somente assistem um ou outro anime entre tantas outras formas de entretenimento – os normalfag – e esperam principalmente ação e lutas com personagens bacanudos em uma história de época baseada em uma lenda japonesa na qual o famoso daimyo Sanada Yukimura teria arranjado um grupo de dez bravos para ajudá-lo durante o período Sengoku.

Mesmo sendo uma produção em todos os aspectos um pouco abaixo da média, destaca-se pela honestidade e por entregar o prometido a uma parcela de fãs que somente está procurando algo para passar o tempo enquanto não sai o novo episódio de One Piece ou Naruto Shippuuden – assim, mesmo perdendo uma porção razoável deste Primeiro Episódio com piadas bobas e um drama mediano e que não convence, temos aqui algumas lutas bacanas [mesmo com uma animação que simplesmente não convence para uma obra de ação] estrelando personagens estilosos que portam armas igualmente legais.

E pode parecer um raciocínio errado, mas o fato de aqui não termos o exagero de um Sengoku BASARA acaba sendo um ponto positivo para atrair muitas pessoas que aceitam somente certo nível de suspensão de descrença – o qual BASARA deliberadamente estoura sem dó nem piedade. É legal, tem estilo mas ninguém precisa quase destruir o Japão pra provar que pode, né?

Mas mesmo assim é um tipo de obra que provavelmente não terá o sucesso explosivo de um Ao no Exorcist – e isso pode ser explicado por passar de madrugada no Japão e portanto ter que agradar massivamente parte de seu público-alvo no Japão: a mulher, otome ou fujoshi, que curte com fervor mangas e animes e foi atraída pelos belos rapazes presentes nas ilustrações presentes neste artigo [que são complementados pelo time de dubladores liderado pelos ótimos Daisuke Ono e Hiroshi Kamiya].

E como no sucesso de 2010 Hakuouki Shinsengumi Kitan, temos uma personagem feminina claramente feita para servir de referência as fangirls – afinal, quem não gostaria de estar cercado por um verdadeiro harem de fortes guerreiros? Apesar de aqui também servir de fanservice para os marmanjos [e essa dualidade presente no anime provavelmente será a causa de seu sucesso], claramente temos um personagem que representa o ponto de vista do espectador nos conflitos que surgirão ao decorrer desta série que soa em parte um reverse harem – mas que também não irá abertamente por este caminho.

Longe de ser bom, Brave 10 apresenta uma proposta apenas no limite do agradável – e dado a produção mediana que inclui a escolha do novato Studio Sakimakura para a animação e do esquecido Kiyoko Sayama [Vampire Knight] para a direção deste, a intenção nunca foi ser um hit. Mesmo assim, consegue ser divertido o suficiente para muitos terem mais uma dose de ação semanal – afinal, o legal é assistir as estreias do momento, não é mesmo?

Não é a toa que a Editora Panini trouxe, antes […]