Primeiras Impressões – Mushibugyo, o shonen old-school

PIMushibugyo

Yo!

A Shonen Sunday sempre teve um lado bem molecão, com mangás pra gurizada. É o que dá uma sobrevida legal pra ela. Bora ver o mais recente desses aí!

Mushibugyo nasceu nas páginas da Shonen Sunday Super, uma edição especial da Sunday, em 2009. Em 2 anos, ele fez sua reputação e foi remanejado para a revista principal. Mas não como continuação. A série ganhou um nome mais comprido “Choujusenjin!! Mushibugyo” em 2011, reestreando do zero naquele verão. Da história, pouco foi mudado, mas deu um grande toque na lata, deixando tudo mais bacana.

O mangá já tem um bom público, principalmente entre os mais novos. É um mangá pra gurizada, como eu falei no começo, que sai da CoroCoro, a infantil, e vai pra Sunday. O traço, a pegada da história, tudo é feito pensando nisso, mas não fica com aquela cara de mangá de criança… Entende?

É mais ou menos como Meitantei Conan, também da Sunday. Apesar do alvo ser a molecada, ele respeita a inteligência do público e por isso, dá pra um público mais velho ler. Bem, isso é o que eu peguei pelos comentários japas. Ou seja, não li, mas minha filha número quatro leu e falou que é muito bom! Ha-haaai!

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No anime, dá pra ver uma montagem quase didática. O personagem caipira (ele é de Tsugaru, região que hoje se chama Aomori) chega na cidade grande de Edo (atual Tóquio, na época era centro comercial) para entrar para o Conselho dos Caçadores de Insetos, o Mushibugyo. Tem todo o fascínio e medo pela cidade e acaba conhecendo a menina bonitinha da série, Haru. Ele não consegue defender ela de uma aranha gigante, mas ainda assim, vai atrás enquanto ainda há tempo. Ele encontra com membros do Mushibugyo e quando a coisa fica preta, ele mostra que não é só um moleque que fala alto e bate bem.

O negócio do anime é ser animado, ter um ritmo ágil e cheio de coisas que a molecada gosta. No Brasil a gente não vê mais disso mas no Japão, a molecada adora insetos, sai pra caçar besouros no verão, essas coisas. Então, um moleque samurai que caça insetos e usa golpes especiais já é bem interessante. Mas o bacana é que o personagem tem uma bagagem, fica bem claro desde o começo que ele é do jeito que é por um motivo e que isso vai criar situações e moldar o tal do Jinbei Tsukishima durante os capítulos.

Resultado:

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Um primeiro capítulo bem tradicional, fez o arroz e feijão bem feitinho e ainda fritou um bife. Só não sei se sou eu que tô velho, mas não aguento mais trinta minutos de moleque gritando. Acho que é um anime legal pra quem curtiu Shaman King. Pra quem estuda japonês, é um anime meio dificil de assistir por causa dos muitos sotaques, eu ficava perdido tentando entender e a legenda não ajudava muito. Mas eu acho que vou tentar acompanhar, porque achei simpático. Uma boa pedida pra quem curte shonen old-school!

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