Primeiras Impressões – Gatchaman Crowds

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Yo!

Antes de mais nada, não é Gatchaman. Agora, bora ver!

Não é, e você não vai me convencer de que é. Mas isso não impede de ser bom. O que é mais triste, porque acho que esse anime seria destaque da temporada mesmo sem ter o nome de uma franquia super adorada por uma geração inteira. E sabe por quê? Porque ele é simplesmente legal pra caramba! Se os personagens se chamassem Tchucaman (e se transformassem com um chuveirinho) e a história e personagens continuassem os mesmos, seria tão bacana quanto ele é desrespeitando a memória de todos os que sabem quem são aquelas sombras que dançam no céu distante. E se você não pegou a referência, você não sabe, seu bobo!

Gatchaman é uma equipe especial de jovens que lutam contra uma invasão alienígena com uniformes ninjas de alta tecnologia. Inspirados em pássaros. A história envolvia espionagem, ação, brinquedos divertidos e porradaria estilosa. A intenção era parecer um super sentai animado e tem até certos momentos chocantes, já que apesar de ser um sentai, ele era pra um público um pouco mais velho que os dos seriados da Toei.

Esse Gatchaman até traz de volta muito do clima, mas com uma roupagem diferente, uma dinâmica diferente, uma pegada completamente diferente. O suficiente pra poder passar desapercebido o elo com o passado se trocarmos o nome pra Tchucaman. A protagonista, Hajime, é uma menina meio louquinha, que parece estar um ou dois passos pra fora da realidade. Ela é super positiva, cantarola, brinca, abraça, tira barato… Não tem tempo ruim pra ela! E é uma simpatia desde a primeira cena.

Ela conhece J.J. Robinson, que lhe passa uma caderneta. A caderneta une o pensamento da equipe Gatchaman, que aqui age em segredo, sendo considerada uma lenda urbana. Mas o que move Hajime é sua estranha paixão por cadernetas bonitinhas e provavelmente, a falta de coisa melhor pra fazer. Como eu disse, não tem tempo ruim pra ela. É uma forma diferente de fazer um personagem nekketsu, que era tão comum na década de setenta.

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Agora, um spoiler pra quem não é fã antigo de Gatchaman. J.J. tem o mesmo dublador de Ken Washio, o protagonista do Gatchaman original. A chance de isso não ser só coincidência ou homenagem é grande, claro. Ou seja, essa história deve ser de uma nova equipe que acompanha o legado da antiga. Assim como em Dancougar Nova e Neo Getter Robot.

Ora, nada de mais. Se for uma boa história e tiver o lance do legado, justifica, você diria. Mas eu penso que isso cria uma espécie de comparação que diminui. Em Dancougar Nova, os novos personagens nunca foram melhores que os clássicos. Em Neo Getter Robot, idem. Eles são chutados para escanteio, porque os clássicos são mais fodões. E no caso de Gatchaman Crowds (ou Tchucaman), isso seria um erro imperdoável. Porque realmente tem um potencial para ser uma série por si só interessante, mas vai viver para sempre na sombra daqueles que dançam distantes no céu.

A Tatsunoko, como tem feito com todas as suas mais famosas franquias, revitaliza Gatchaman com uma série cuidadosa, com uma equipe de qualidade e que trouxe um resultado de primeira. Não há o que reclamar de suas intenções. Mas pessoalmente, EU acho que EU ficaria mais feliz em ver um remake da série nos moldes de Casshern Sins ou Cyborg 009 (que não tem nada a ver com Tatsunoko, mas segue a linha de remake que eu acho que ficaria legal).

Resultado:

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Animação fina, coisa linda do papai. Designs de uniforme bacanas e estilosos. Direção legal (apesar de eu ter uma ou outra ressalva quanto ao 3D usado e alguma coisa das cenas de ação). Personagens fortes e uma dinâmica interessante. Mas a fórmula do legado pesa como uma âncora no pescoço de Crowds. Espero que isso não faça a série ser esquecida com os anos, assim como foi com outras séries que faziam uso da passagem do bastão. Assim como a protagonista da série, parece que a produção tá bem desligada, pouco se importando e só se divertindo.

Detalhe: abertura foda, pra mim, melhor música tema da temporada, só ajudava se a direção tivesse sido mais sensível com o ritmo e usasse mais velocidade, força, impondo mais respeito. Meio brochante levando em conta que a música empolga. Me lembrou de cara Love Psychedelico, uma das minhas bandas queridas do Japão. Ficarei de olho nessa banda, White Ash. Aliás, se me render views como no post sobre a música de Shingeki no Kyojin, vale um post sobre a banda, né? Me pareceu interessante o suficiente. O vocalista (é homem, tomei um susto) usa o pseudônimo de Nobita e não deve ser por acaso. Ele faz cosplay do personagem de Doraemon em um dos clipes que eu vi. Imagina ele encontrando o Suneo Hair…

Ah, e não se esqueça que sai um filme com atores, esse sim um remake da história original.

Saiu o trailer completo de Gatchaman – e tá FO-DA!

Dois posteres para tirar o fôlego: Gintama e Gatchaman

Gatchaman, o filme – trailer, detalhes e muitos vídeos!

 

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