VQ Review – Arata Kangatari – Ep. 02

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Melhora no ritmo e conflitos emocionais marcaram o segundo episódio de Arata Kangatari, que ainda pode acabar sendo um bom anime. Talvez.

RESUMINDO

Acusado de ser o assassino da princesa, Hinohara Arata é acusado e levado a julgamento. Mas, antes dele ser preso, ele recebe um presente de Kotoha (você vai lembrar dela), através do qual consegue falar com Arata e com a princesa, que apesar da dificuldade que tem pra se manter viva usando os próprios poderes, diz ter um pedido para fazer a ele.

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EU ACHO QUE…

O ritmo melhorou bastante em relação ao do primeiro episódio, porém ainda está corrido. Amawakuni é um bonito mundo de fantasia que poderia ter sido melhor explorado. Pelo lado positivo (mesmo que eu duvide que isso seja intencional), talvez essa ausência de informação seja o que faz com que Arata Kangatari se torne um tanto imersivo, por assim dizer. Eu realmente consegui me sentir na pele de Hinohara Arata enquanto ele luta para se descobrir num mundo desconhecido.
Não é o suficiente pra compensar alguns aspectos irritantes. O relacionamento de Hinohara com Kotoha, por exemplo, acabou sendo um deles. Aliás, é inacreditável que ela realmente pense que o Hinohara é o Arata que foi transportado ao Japão, mas pelo visto esse tópico e o relacionamento dela com Hinohara será importante a história toda.

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O próprio Hinohara fica um tanto irritante com a dificuldade de confiar nas pessoas que ele tem. Talvez se a história dele com bullying tivesse sido melhor explorada o personagem tivesse alguma razão e fosse mais fácil de simpatizar. Uma coisa que me deixou curiosa enquanto assistia foi o fato dele poder usar uma Hayagami mesmo vindo de outra dimensão e não tendo nenhuma ligação prévia com Amawakuni. Espero que seja por algum motivo que venha a ser explicado no futuro e não apenas por conveniência de enredo. Seria um desperdício.

Outro que não dá pra não mencionar é o Kannagi. Ele é clichê.  Muito clichê. Típico vilão de RPG que aparece falando bonito e dando uma de esperto mas acaba ajudando o protagonista ou tendo que bater em retirada. Chega a ser engraçado, mesmo que na história ele não seja apresentado como engraçado em momento nenhum. Ele sempre aparece como algum tipo de motivação pro Hinohara e logo cai pro segundo plano. SEMPRE. É torcer pra que ele saia de cena logo e que tenhamos um vilão mais… esperto (não, não tenho esperança em uma melhora dele). Uma coisa que  achei simplesmente lamentável no episódio foi como deixaram de explorar a reação do Arata ao Japão moderno. Foi o que me deixou mais ansiosa ao término do primeiro episódio, porém também não foi nesse segundo que tivemos alguma coisa de sólida nesse sentido (apenas duas pequenas cenas). Espero que a adaptação dele a outra dimensão seja menos dramática que a de Hinohara a Amawakuni.

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No fim das contas, esse foi outro episódio mediano de Arata Kangatari. A melhora em relação ao primeiro episódio, porém, é visível e dá esperanças. A série dificilmente se tornará algo profundo e filosófico, mas pode pelo menos desenvolver alguma dignidade. Vejamos.

Melhora no ritmo e conflitos emocionais marcaram o segundo episódio […]

2 thoughts on “VQ Review – Arata Kangatari – Ep. 02”

  1. Até que eu to achando legal esse anime. Eu achei a parte do bullying bem representada mesmo que não tenha sido desenvolvida.

  2. Nao vou soltar spoilers, mas no primeiro mangá a relacao do Hinohara com o bullying é bem explicada e temos uns 2 capítulos mostrando o dia-a-dia dele e do porque da dificuldade de confiar nas pessoas. Mas as reacoes do Arata raramente sao mostradas no início, servindo apenas para bônus do mangá, com umas 5 páginas por volume. Depois que elas passam a ser mais desenvolvidas.

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