Review: Pokémon BW Episode N (01-02)

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Olá pessoal! Como a maioria gostou da idéia do Video Quest trazer reviews, veremos como foram os dois primeiros episódios de Pokémon Best Wishes Episode N. Quero lembrar que sou ainda inexperiente com reviews, então perdoem qualquer erro. E um aviso: contém spoilers, estes episódios ainda não foram exibidos no Brasil. E #TenTenFiller !!!

01 – O Laboratório Araragi! Uma nova jornada!!

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O primeiro episódio da série N é aquele obrigatório episódio de ligação, que cria a base para uma nova jornada. Ash e seus amigos estão voltando para o laboratório da professora Araragi/Juniper, a cientista da região Unova, para decidir o que fazer da vida. Mas antes, encontram uma menina que é tão apavorada que tem dúvida se ficará bem caso atravesse uma certa ponte (a preocupação faz sentido, afinal o que tem de ponte velha quebrando em Pokémon é incrível…). Sim, a menina é muito estranha, pelo menos o próprio anime reconhece isso com as reações dos protagonistas.

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Ponte atravessada, o Ash incorpora o He-man e passa a lição do dia para a garotinha: “É bom ser cautelosa, mas há coisas que não podemos saber até tentar“. Nossos heróis seguem então seu caminho, sendo observados de longe pela Equipe Rocket, esboçando mais um plano com o objetivo de pegar o Pikachu (acreditem, na temporada anterior eles praticamente abandonaram essa idéia!). Chega então a hora da nova abertura fodástica!

A abertura merece um comentário à parte: cheia de spoilers, ela já indica que em algum momento a Equipe Rocket se juntará com Looker (um investigador que já apareceu antes, na região Sinnoh) e irão se opor ao Team Plasma. E também revela que teremos, de novo, mais uma vez, Charizard de volta. Isso é ruim. Primeiro porque alimenta ainda mais os fãs desse pokémon, que o idolatram até a morte. Segundo porque ele já virou um Deus Ex Machina da série. “O Ash não tem pokémons fortes o suficiente pra enfrentar um lendário, então vamos deixar para que um pokémon antigo dele cuide do problema” é a mensagem que o roteiro sem querer acaba passando… Se for pra chamar algum poké antigo de volta, beleza, porque não aproveitar para desenvolver outros diferentes? Seria bacana ver o Ash com um Venusaur, Blastoise, Meganium… Por fim, Charizard é um docinho para agradar os fãs que não gostam dos novos pokémons.

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De volta ao episódio, eles chegam ao laboratório e… o resto pode ser resumido neste parágrafo mesmo. A menina do início, chamada Nonomi, também surge no laboratório para escolher um parceiro pokémon e iniciar sua jornada. A seguir, propõem uma batalha de treino, Equipe Rocket aparece, tenta roubar o Pikachu, fracassa… Nesse meio tempo, a frase dita pelo “He-man” é repetida duas vezes, ajudando a menina a tomar ação (e a educar as crianças que estão assistindo). No final, Nonomi se despede, já mais encorajada pela experiência que ganhou (eu teria ficado com mais medo depois de tudo que ocorreu, na boa…). Resumindo, 90% do episódio é o típico filler que estamos acostumados.

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Olha o antigo lema de volta!

Mas ainda falta 10% do episódio, e agora sim, é hora do plot andar. O pai da Juniper telefona e fala sobre a Dragonspiral Tower, uma torre perto da cidade Icirrus, já visitada por Ash antes. Mas próximo dela foi descoberto um novo local batizado de “Ruínas Brancas”, onde pode haver informações sobre Reshiram. Todos decidem ir para lá então, de navio. Juniper avisa que tal navio vai passar antes por Aspertia, onde será inaugurado um novo ginásio, definindo assim o roteiro de viagem dos protagonistas. Mais no finalzinho ocorre um pequeno pulo no tempo e vemos N fabulosamente descendo de outro navio e… “Continua no próximo episódio”!

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Como puderam perceber, só o parágrafo anterior tem o que realmente importa pra essa saga (haha). Foi um episódio bem fraco para um início de temporada, na minha opinião… Nota 2/5. Dava pra descartar muita coisa… só que se a história andasse rápido demais, a temporada iria acabar muito antes dos jogos Pokémon X e Y chegarem. Esse é um dos maiores problemas em Pokémon: as temporadas precisam ficar “presas” ao cronograma de lançamento dos jogos, e isso gera muitos e muitos fillers enquanto o próximo jogo não chega (as vezes até temporadas. Só que não será bem assim dessa vez. O Episode N está programado para ser uma temporada bem curta, de apenas 11 episódios, o que deixará pouco espaço para fillers… O interessante é que a temporada terminará no Japão no dia 18 de abril, e não há mais nada programado até outubro, data de lançamento dos jogos da 6ª geração… É possível que o anime sofra uma raríssima pausa no Japão, dando tempo dos americanos alcançarem a exibição. É só uma suposição, posso estar enganado, mas como os jogos Pokémon X e Y terão lançamento mundial simultâneo, é capaz de que o anime no ocidente fique sincronizado com o oriente (vish, já pensou?).

02 – Um amigo… Seu nome é N!

No segundo episódio do Episode N (“episódio do episode” é repetitivo, eu sei, mas não dá pra evitar… malditos nomes) tivemos a apresentação do antagonista principal desta temporada: N, que na verdade é apenas a abreviação do seu verdadeiro nome, Natural Harmonia Gropius (malditos nomes, de novo).

N aparece vasculhando os escombros do Laboratório P2 (que mesmo sendo “secreto” é encontrado pelo GPS do Cilan momentos depois… mas enfim). Um dos computadores do laboratório que ainda funcionava revela que no local estava sendo pesquisado um pokémon: Genesect. Se você notar alguma semelhança com o laboratório onde Mewtwo foi criado, pode apostar que não é mera coincidência.

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Mewtwo foi um pokémon criado por uma equipe maligna, a Equipe Rocket, ao passo que Genesect foi desenvolvido pelo Team Plasma. Ambos se revoltaram contra seus criadores, destruíndo seu berço. Na primeira temporada, houve episódios que serviram de base para o primeiro filme, e o Episode N também serve como trampolim para o 16º filme que será exibido no meio deste ano, filme este que vai contar com Genesect e Mewtwo também. O interessante é que mesmo com tantas semelhanças, os dois lendários possuem uma diferença básica: Mewtwo possuía fortes emoções, enquanto Genesect é um robô sem sentimentos, criado unicamente com a capacidade de lutar. É como se eles fossem iguais e opostos ao mesmo tempo.


Um dos trailers do 16º filme, mostrando mais detalhes do Genesect

Mas enquanto o filme vai focar nos lendários, o anime foca em outros dois personagens opostos: N e Ash. A semelhança entre ambos é mostrada na primeira parte do episódio, pouco depois de N ser atraído pela amizade de Ketchum com seu parceiro Pikachu. Ambos concordam com a importância em se ter uma forte ligação entre humanos e Pokémons. Os dois encontraram lendários em seu passado: Ash viu o dragão elétrico Zekrom quando chegou em Unova, enquanto N viu o dragão de fogo Reshiram (detalhe que são dois lendários opostos também, embora ambos sejam “bons”: um representa uma fonte de energia moderna e artificial, enquanto o outro representa uma fonte de energia primitiva e a primeira energia natural usada pelos humanos). Porém, quando N descobre que Ash almeja ser um Mestre Pokémon, o que envolve capturar os monstrinhos e treiná-los para batalhar, N mostra que tem um sonho oposto: ele deseja mudar o mundo e tornar os pokémons livres. N não gosta da idéia de ver Pokémons brigarem. Num diálogo, ele conta que o mundo corre risco de se autodestruir por haver tantas diferenças de ideais entre as pessoas. Ideias diferentes muitas vezes levam a discórdias e brigas, que o anime sempre traduz em batalhas Pokémon, como se fosse uma forma inofensiva de resolver diferenças.

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Resumindo, o anime volta a tocar em uma das questões que surgiram em Pokémon – O Filme (comentado no Video Quest 49, relembre clicando AQUI!), porém expande a idéia um pouco mais. Afinal de contas, porquê batalhar? Será que haveria menos conflitos no mundo se todos tivessem a mesma opinião? (inclua aqui: mesma religião, mesmo governo, etc). Será que é errado ter opiniões diferentes? No fim do episódio, quando os Rockets tentam capturar o Pikachu, em certo momento Ash proteje seus pokémons com o próprio corpo, e pouco depois, N reaparece e faz o mesmo, mostrando novamente a semelhança que ambos tem em comum que é o amor aos Pokémons. Pode ter passado rápido esse momento, mas existe uma lição ali: é possível haver acordo e compreensão se os humanos se focarem em suas semelhanças, não em suas diferenças de opinião. N mesmo fala, após chutarem os Rockets, que o ponto de vista dele e do Ash são diferentes, mas ele não o odeia por causa isso.

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Foi um episódio interessante e com temas que, se tivessem sido explorados desde o início, tornaria o anime Pokémon muito mais profundo. Um ponto menos importante mas que gostei foi o Cilan (já disse que é meu personagem preferido?), cientista como ele é, duvidando da capacidade de N escutar o coração dos pokémons. A animação do episódio estava ótima também. Já como defeito posso mencionar a “caixa mágica flutuante” usada para prender o Pikachu, mas se você quer um anime fiel às leis da física passe longe de Pokémon porque é assim mesmo, aceite.

E então, o que acharam destes dois episódios? Não deixem de comentar!

Olá pessoal! Como a maioria gostou da idéia do Video […]