Ajin – review do mangá

Estou aqui para falar de uma das minhas últimas aquisições: Ajin um mangá que eu conhecia apenas de nome (graças ao anime da Netflix) e que acabou me surpreendendo bastante.

A história de Ajin gira em torno de um estudante CDF e solitário chamado Kei Nagai, que descobre após um acidente ser uma entidade imortal chamada pela população de “Ajin”. Logo no começo do primeiro volume ele acaba se tornando um procurado pelas autoridades japonesas que pretendem captura-lo para utilizar em pesquisas cientificas, se isso já não fosse ruim o bastante ele ainda é procurado por pessoas comuns também que almejam algum tipo de recompensa ao entregá-lo para a polícia.

Nesse começo temos apenas uma apresentação da maioria dos personagens envolvidos na história, dando mais destaque para o Kei e seu amigo Kai que estão em fuga e para a dupla misteriosa Yū Tosaki e Izumi Shimomura que estão atrás deles por motivações bem nebulosas.

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Kei e Kai (seu amigo) fugindo das autoridades.

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Aquela encarada de eu sei o que está acontecendo, mas não posso falar.

Feita essa breve sinopse o que posso falar do mangá é que a trama desses primeiros capítulos realmente prende a atenção do leitor do começo ao fim e é repleta de mistérios e de algumas revelações.

O trabalho do mangaká Gamon Sakurai deve agradar os fãs dos mangás seinen mais sanguinários, onde a violência e as mortes são apresentadas de maneira bem escancarada e onde as relações humanas são bem exploradas (senti até um ‘quê’ de Parasyte em algumas abordagens do mangá).

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As entidades “Ajin” possuem forma física semelhante aos humanos.

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Sempre tem o tiozinho misterioso que aparece de costas né.

No quesito arte do mangá é bem interessante, me agradou, mas ao mesmo tempo parece ainda inconsistente. O traço é bem limpo e simples em alguns momentos, só que em outros é mais sujo e cheio de detalhes. Um ponto relevante é que o autor possui boa noção para ilustrar cenas de ação bem impactantes, o que faz toda a diferente em uma obra de aventura e sobrenatural.

No geral a edição da Editora Panini está bem caprichada com reserva de verniz na capa e algumas páginas internas coloridas (o acabamento gráfico é bem semelhante ao de One Punch-Man). Um possível problema para algumas pessoas que estejam pensando em iniciar a coleção é a periodicidade bimestral, que não agrada a todos, mas que se faz necessária já que o mangá possui apenas 8 volumes lançados e ainda está sendo publicação no Japão.

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Ficha Técnica

Total de Edições: 08 volumes (em andamento)
Formato: 13,7 x 20 cm
Páginas: 232
Preço: R$ 17,90
Classificação etária: 16 anos
Distribuição: Bimestral

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*Observação: Uma curiosidade é que o primeiro volume do mangá possui dois autores o Tsuina Miura nos argumentos e o Gamon Sakurai nos desenhos, mas a partir do volume 2 apenas o Gamon continua como mangaká do título.

Sobre Wagner

Wagner é o manda chuva do Troca Equivalente. Formando em algo sem relação alguma com o universo dos animes e mangás, está sempre por aqui dando seus pitacos. Pelo nome do blog já dá para imaginar qual é o seu mangá/anime favorito.

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