Análise – anime Ryuugajou Nanana no Maizoukin

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Com uma premissa que envolve quebra cabeças, uma ilha misteriosa e uma garota fantasma, Ryuugajou Nanana no Maizoukin chama a atenção por tentar fugir da zona de conforto.

Nanana é uma light novel escrita por Kazuma Ōtorino e desenhada por Akaringo, que surgiu em 2012 nas páginas da revista Famitsu Bunko. Apesar de não fazer muito sucesso comercialmente falando, a novel é elogiada pela crítica japonesa e com isso conseguiu um adaptação para anime. Essa adaptação ficou por conta do estúdio A-1 Pictures que exibiu o anime, dirigido por Kanta Kamei (Usagi Drop), dentro do bloco Noitamina da TV Fuji.

Confesso que estava com certa expectativa por esse anime, gostei bastante da direção de Kamei em Usagi Drop, onde ele pegou um mangá com problemas e transformou em um anime muito bonito, e claro, porque passaria no bloco noitamina, um dos poucos lugares onde ainda reside criatividade dentro das animações japonesas para TV.

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Caçadores de relíquias

E posso falar que o começo não decepciona, no primeiro episódio vemos o personagem principal Jūgo Yama (um tarado de marca maior) sendo transferido para a ilha artificial Nanaejima após ser deserdado pelo pai, lá ele acaba indo morar no apartamento da bela Nanana Ryūgajō. O grande problema é que Nanana está morta e ainda vive no local como um fantasma que passa o dia comendo pudim e jogando vídeo game.  Com o tempo Jūgo vai descobrindo mais sobre sua colega de quarto fantasma, entre uma dessas descobertas está  a “coleção Nanana” que são itens raros e poderosos que a jovem garota juntou durante a vida e que estão escondidos por toda a ilha. Por interesse próprio e também para ajudar Nanana a descobrir o paradeiro de seu assassino, Jūgo decidi começar a procurar essas relíquias.

É justamente na busca dessas relíquias que enredo do anime se desenvolve e consegue se tornar algo que foge um pouco do que sempre encontramos a cada temporada. São raros hoje em dia os animes voltados à aventura, com histórias que envolvam enigmas e lugares secretos a serem desbravados (ao melhor estilo Indiana Jones). O que mais me chamou a atenção em Nanana foi justamente esse elemento “aventuresco”, mesclado aos elementos de mistério e comédia, que permeiam toda a trama ao longo dos 11 episódios.

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A brava detetive

Mas nem só de uma boa história vive um anime e Nanana possui alguns personagens bem interessantes, apesar deles não serem muito originais e seguirem os padrões que encontramos na maioria dos animes. Temos o protagonista tarado com um passado obscuro (Jugo), a detetive tsundere super inteligente (Tensai) e até um garoto que anda vestido com uniforme de empregada, como se fosse uma garota (Daruku). Isso só para citar alguns, mas o anime apresenta vários personagens, alguns sem  função definida e sem muito destaque nessa primeira temporada.

Na parte técnica não tem muito o que destacar, o estúdio A-1 Pictures entregou uma produção mediana, onde animação, design de personagens e trilha sonora funcionamos bem em conjunto, mas não acrescentam um toque especial em nenhum dos quesitos. A canção de abertura do grupo idol Shiritsu Ebisu Chuugaku e o encerramento do também idol Sphere são bem esquecíveis infelizmente.

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Resoluções fáceis

No final Ryuugajou Nanana no Maizoukin acabou sendo meio decepcionante, o que começou com uma premissa de aventura se transformou em resoluções fáceis e sem sentido de quebra cabeças. Outro fator que mais frustrou do que agradou foi à cena pós-crédito mostrando que muitos dos elementos legais da light novel, e muito dos mistérios também, só serão explorados em uma futura segunda temporada do anime (que pode nem acontecer, caso as vendas sejam baixas).

Não vou dizer que isso destrói todo o anime e nem que chega a ser uma obra que não deve ser assistida, mas poderiam ter caprichado um pouco mais na resolução dos quebra cabeças e poderiam não ter acabado o último episódio deixando tantas dúvidas nos fãs. O anime possui potencial, tanto que agora torço bastante para que uma segunda temporada aconteça, porque quero saber mais sobre as relíquias, mais sobre os mistérios da ilha e mais sobre a morte de Nanana.

Quem sabe um dia!

 

Sobre Wagner

Wagner é o manda chuva do Troca Equivalente. Formando em algo sem relação alguma com o universo dos animes e mangás, está sempre por aqui dando seus pitacos. Pelo nome do blog já dá para imaginar qual é o seu mangá/anime favorito.

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