Análise – mangá Super Onze vol.1

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Hoje vamos falar sobre Super Onze, o mangá da editora JBC que pretende virar febre entre as crianças, ainda mais em ano de copa do mundo.

Uma partida de futebol

Mamoru Endo é um garoto cheio de energia e que adora futebol. Neto de Daisuke Endo, um dos melhores goleiros do Japão, ele quer fazer com que a Escola Raimon tenha novamente o melhor time de futebol.

Ainda que nem todos os jogadores de sua escola mostrem interesse em voltar a jogar bola, com sua garra e força de vontade, Mamoru lutará para conseguir reunir o time e conquistar os maiores campeonatos de futebol do mundo!

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O projeto por trás do mangá

O projeto Inazuma Eleven (Onze Relâmpago) da empresa Level-5 tentou seguir os passos de Pokémon, onde um game seria lançado com um mangá e anime em conjunto. Dessa maneira uma mídia daria suporte as outras, pegando em cheio o público infantil. E adivinhem? Foi exatamente isso que aconteceu no ano de 2008 quando o projeto foi lançado.

A editora brasileira foi esperta ao publicar a obra como o nosso público infantil aceita, no famoso formato “gibi”. O mangá vem com capa bem colorida em papel mole, média de 65 páginas de história em papel jornal, com impressão impecável e por justos R$4,90. Outro detalhe interessante é a sessão de cartas,  que deve fazer sucesso por aqui.

Foi um bom lance esse da JBC em jogar seguro e batendo de frente com os concorrentes.

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Com emoção? Ou sem emoção?

Super Onze tem tudo que uma boa história de esportes precisa, emoção “Check”, personagens carismáticos e com personalidades bem definidas “check”, cenas cômicas “check”, querer ler a próxima edição por que a história parou num momento crucial “check”.

Umas das poucas coisas que me incomodou  foi a tradução da palavra “Senpai”, o mangá utiliza a tradução direta “veterano” ( também usam em Love hina) só que não funciona aqui, não está errado, mas não fará muito sentido para o leitor brasileiro.

Um ponto forte do mangá foi a maneira como adaptaram a técnica de diferenciar o tipo de letras dos balões. No japão a mudança de fonte serve para dar ênfase no sentimento que o personagem está sentindo, e aqui ela foi utilizada com o mesmo intuito e sem ficar um carnaval de fontes diferentes.

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Arte competente

A arte do mangá possui algumas coisas a serem destacadas também, na maioria das vezes os personagens estão de frente, o desenhista não tenta muitos ângulos arriscados, mas existem personagens de todos os tipos e tamanhos, algo que lembra um pouco a criatividade para personagens do Akira Toriyama e do Eiichiro Oda.

O que mais me chamou a atenção, ainda mais por ser para crianças (que não reparam tanto nisso), é que o posicionamento dos quadros, os brilhos e sombreamentos são utilizados com maestria.

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Considerações Finais

O mangaká Tenya Yabuno sabe o que faz, tanto que já ganhou o prêmio Kodansha de “melhor mangá infantil” em 2010. Se você está procurando uma boa história para o seu irmão mais novo, filho ou sobrinho entrar no mundo dos mangás, está é uma ótima pedida. E assim como em outros mangás onde público principal são as crianças, nada impede de alguns marmanjos gostarem de Super Onze também. Eu gostei!

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Ficha Técnica

Total de Edições: 34 volumes
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Páginas: variam de 50 a 84
Preço: R$ 4,90
Classificação etária: Livre

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Hoje vamos falar sobre Super Onze, o mangá da editora […]

3 thoughts on “Análise – mangá Super Onze vol.1”

  1. O estilo ‘manga – gibi’ é bem legal, eu gosto pelo menos; é bom também porque não fica aquela coisa que você pega na mão, e tem que tomar todo cuidado do mundo inteiro, porque foi R$. 13,90, e uma coisa que parece que ninguém cai a ficha é dos espaços de uma folha para outra, essa pagina dupla na terceira foto ficou linda e da para ver tudo direitinho como se fosse um ‘gibi normal’, nos outros, nos mangas fica meio esquisito, a foto fica meio “comida”, ai você vai e se esforça um pouquinho mais para abrir o manga e ver o restinho da imagem, gibi é bom porque não tem isso, e é barato hehe!!

  2. Na época q o anime passava na RedeTV eu achava bem legal, e me impressionava com o fato dos outros garotos da escola ficarem maravilhados com o anime. A maioria comentava sobre a qualidade de Super Onze, seus golpes legais, etc. É uma pena q o anime parou de ser comercializado por aqui, mas acredito q esse apelo q o título tinha continuará com o manga, sempre é bom conquistar novos públicos e espero q essa empreitada dê certo (segundo informantes internos, tbm membros do fala otaku, a jbc está satisfeita com o resultado)

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