Análise – Tower of God [manhwa]

titulo-togO que você deseja? Fortuna? Glória? Poder? Vingança? Ou algo que supere tudo? O que você desejar está aqui. Tower of God.

Primeiramente, qual a diferença entre um mangá e um manhwa, ou o que é um manhwa?

Manhwa se refere a histórias em quadrinhos publicadas na Coreia do Sul (o termo significa exatamente histórias em quadrinhos, ilustrações). Diferente dos mangás, eles são lidos no estilo ocidental (esquerda para direita) e apesar de serem bem mais raros, temos alguns exemplos conhecidos, inclusive já lançados no Brasil (como Ragnarok, Tarot Café e Priest, que inclusive foi adaptado aos cinemas) e outros que farei uma análise assim que possível (como Noblesse e Kubera).

Manhwas estão começando a se tornar mais famosos e com uma qualidade melhor. Muitos deles surgiram do mesmo modo, os webcomics, quadrinhos serializados digitalmente (e em grande parte pela Naver, um portal Coreano), que é exatamente o caso de Tower of God (ou ToG para os mais íntimos). Em comum nestes casos, temos, muitas vezes, uma arte mais amadora, mas não deixe que isso os assustem, a história vale a pena e o autor tem uma grande melhora no processo artístico ao longo das edições.

Sem mais delongas vamos ao que nos interessa, a história!

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“O que você deseja? Fortuna? Glória? Poder? Vingança? Ou algo que supere tudo? O que você desejar está aqui. Tower of God.”

Com estas palavras somos apresentados ao manhwa criado por SIU (Slave.In.Utero), lançado em 2010, primeira história (e por enquanto única) neste universo chamado Talse Uzer Story (T.U.S).

A premissa básica é a de um mundo onde várias pessoas vivem na periferia de uma grande Torre, onde cada andar é imenso, aproximadamente do tamanho do continente americano, e são divididos entre a parte externa e a parte interna, onde são realizados os testes para se subir de andar. Estes testes podem ser tanto puramente físicos como mentais, ou uma misturas de ambos. A lenda diz que quem chegar ao topo será agraciado com qualquer desejo, porém ninguém sabe quantos andares existem, visto que até hoje só conseguiram chegaram ao 135º andar (que ninguém ainda conseguiu ultrapassar).

Cada andar é controlado por um guardião, poderosas criaturas que existem ali desde sempre e que controlam o Shinsoo naquele andar (Shinsoo é basicamente uma energia supernatural que substituí o ar na torre que, além dos efeitos do ar, pode ser usado como energia para se controlar elementos, algo como magia). Além disso, cada andar já explorado possui um supervisor, que comanda os teste para se passar por ali (todos são “Rankers”, pessoas que já escalaram até o último andar possível no momento e são autorizados a conduzir os testes pelos guardiões).

A maioria das pessoas nasce e vive a vida toda em um dos andares. Apenas os escolhidos (regulares) podem tentar escalar a torre, porém de tempos em tempo, algumas pessoas com muito poder conseguem abrir a porta para a torre a força, eles são chamados de irregulares, e são temidos por possuírem muito poder (além de que a grande maioria dos irregulares já fez um pouco para serem temidos).

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“Eu fui nomeado pelo dia do meu nascimento, “Vigésima Quinta Noite”…”

Logo no começo somos apresentados ao personagem central da história, Vigésima Quinta Noite ou Baam (que significa noite em coreano). Pouco sabemos de sua história, somente que ele está perseguindo uma jovem chamada Rachel (a única pessoa que ele conhece e tem contato), que decidiu “escalar” a Torre em busca do mundo lá fora, do céu azul, ao contrário da escuridão onde eles vivem. Baam, amedrontado por ser abandonado, diz que vai segui-la por sua vida toda e “acidentalmente” vai parar na dita Torre.

Mesmo sem nenhum conhecimento sobre a torre ou qualquer coisa, Baam decide continuar subindo para tentar encontrar Rachel, começando sua jornada rumo ao topo onde irá conhecer várias pessoas que ficarão marcadas em sua vida, além de acontecimentos e descobertas incríveis.

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“Você cagou, não foi? E está com muita vergonha de dizer?!”

Oh, os personagens! Por mais fantástico que toda mitologia criado pelo SIU seja (e realmente ela é), é aqui que realmente o brilho da história aparece. Todos personagens são bem criados, trabalhados e carismáticos, não é difícil você se apaixonar (ou odiar) alguém. Mesmo os personagens terciários são bem usados e possuem uma personalidade consistente e real. Ódio, inveja, amor, amizade, aqui neste manhwa você encontra tudo isso, de uma forma muito bem trabalhada e sem parecer forçado.

Mesmo trabalhando com vários arquétipos clichês (até porque hoje em dia tudo é considerado clichê), você será surpreendido várias vezes. E curtam o Mrs. Rak, turtles.

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“O que quer que exista no topo da torre, eu rezo para que o que você procura seja mais valioso que Baam.”

Mesmo bebendo da fonte de vários Battle Shounens, o desenvolvimento da história, dos personagens e da arte de SIU vale e muito a conferida, tomando rumos diferentes dos Shounens mais famosos por ai. Duvido muito que você não irá se apaixonar por vários personagens e começar a torcer e ler em busca do seu desfecho.

A maioria dos scans dos grupos de tradutores contém traduções de informações publicadas no site do autor, que acrescentam várias informações sobre o mundo e personagens que você ouve o nome ao longo da história (quem é Zahard e suas princesas? Como a torre funciona? Por que os irregulares são temidos? Quem são os mais poderosos rankers?). O site da Naver começou a pouco tempo a lançar em inglês uma versão oficial do manhwa, que você pode encontrar em: Naver

Encerro por aqui com essa recomendação de um dos meus mangás (ou manhwas) favoritos. Confiram aí e nos digam o que acharam dessa história incrível que está em andamento.

Nome: Tower of God / Autor: SIU

Lançamento: 2010 (em andamento) / Gênero: Fantasia

Nota: 10

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O que você deseja? Fortuna? Glória? Poder? Vingança? Ou algo […]

7 thoughts on “Análise – Tower of God [manhwa]”

  1. “primeira história (e por enquanto única) neste universo chamado Talse Uzer Story (T.U.S).”
    Na verdade, já existem algumas histórias nesse universo, mas foram retiradas da internet, mas foi dito pelo autor (SIU) que não é preciso conhecer as outras histórias para entender o mundo de ToG.

  2. Eu ainda não havia lido tower of god mas agora vou dar uma conferida, meus contato com manhwa foi com Girl’s of the wilds, The breaker, The god of highschool e Feng shen Ji, mas de todos esses o mais foda pra mim foi The breaker, achei legal por parte do blog comentar sobre manhwa sendo assim mais pessoas conheceram essas obras, pois tem boas historias e poucas pessoas conhecem

  3. Olha ai! Meu primeiro contato com Tower of God foi na pós releitura de Ragnarok Into The Abbys (Que aliais eu recomendo fortemente o Manhwa do Ragnarok pois ele é uma mistura de Berserk com Battle Shonen, contém seinen, contem “Putaria” Em fim é um Berserk coreano que nada tem haver com o MMo o MMo é paródia do Manhwa se pegar para pensar) Eu tava sem ideia de leitura quando um colega meu que estava lendo Tower Of God me passou o site que no qual ele estava lendo via e Scan e me falou assim: “Imagina um mundo aonde você para conseguir o que mais desejar, precisa escalar até os Céus! Mas não somente escalar, precisa ser inteligente e forte para sobreviver a tal escalada!” Na hora eu fiquei interessado para ler e comecei a minha leitura de Tower Of God, ele é Shonenzão, mas sai muito desse gênero por vários fatores que eu achei fantasticamente trabalhados na obra! E esse post sinceramente me faz acreditar que o publico de mangá ainda pode querer ler alguns manhwas, nem que seja 1 volume só, é um sonho! Até porque para qualquer tipo de publico de mangá e anime, o manhwa supre isso dando até umas histórias bobas com one-shots de comédia, ou histórias sérias sem nenhuma porradaria, o mundo do manhwa é um mundo vasto ainda não explorado que merece ser observado com cautela, e eu espero ver outros posts como esse no genkidama, um dia talvez…

    1. Concordo com você, eu iniciei faz pouco tempo no mundo dos manhwas mas já lis vários que não devem nada a mangás. Pretendo escrever sobre outros aqui também.

  4. Estou acompanhando a um certo tempo, a diferença entre o scan americano e o que eu sigo em português praticamente não existe, senda a diferença de alguns dias, estou curtindo muito a historia e sempre torço para um bom desfecho em cada arco, esta sendo bem legal e dinâmico, alem que agora vem no fim com notas do autor sobre a obra e o que ele anda fazendo (qdo esta cansado, irritado, gripado etc). Espero que todos gostem, como eu estou gostando! Valew pelas colocações e principalmente por apresentar este manha a galera! Até mais!

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