Análise – The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS)

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A Nintendo voltou ás origens com o série Mario Bros algumas vezes e agora é a vez da série Zelda dar um passo para trás. Será que a nostalgia e jogabilidade arcaica funciona aqui também?

A versão japonesa recebe o nome anterior com a adição do número 2 “Kamigami no Triforce 2” (Triforce dos Deuses 2). Enquanto o nome ocidental faz a mesmo trocadilho ao nome do héroi. “A Link to the Past” (Um elo com o passado), e “A Link Between Worlds” (Um elo entre mundos).

O lançamento foi arriscado por que o jogo saiu junto á outros dois grandes nomes da Nintendo no dia 22 de Novembro, Mario 3D World (Wii U) e Mario Party: Island Tour (3DS), a versão japonesa vai ser lançado no dia 26 de Dezembro.

O jogo vem sem manual algum, nem o panfleto com os controles. A Nintendo querendo cortar custos e salvar árvores removendo o manual, mas mantém os panfletos com propagandas e o aviso de segurança.

O jogo seria a continuação ao jogo anterior, ele se passa no mesmo mundo só que seis gerações depois.
Você um filho de ferreiro com os seus afazeres descobre que tem alguém transformando as pessoas em quadros e você terá que impedi-lo, no meio do processo você acaba chegando num mundo alternativo destruido chamado Lorule do seu mundo Hyrule, e agora você tem que salvar as pessoas que foram transformadas em quadros viajando entre esses mundos.

A história é divertida e com algumas reviravoltas, nada que se destaque nem desaponte. Os personagens são bem carismáticos e com personalidades fortes lembram a Pixar.

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Jogabilidade.
É um jogo de ação aventura vista de cima onde você vai enfrentado monstros, dungeons e quebra-cabeças para encontrar equipamentos que aumenta o leque de habilidades, como um arco para atingir alvos á distância, gancho para puxar ou ser puxado, tocha para botar fogo, entre outros vários, essas habilidades serão usadas para matar chefes, resolver os quebra-cabeças e achar um monte de outros itens e equipamentos espalhados por todo o jogo.
Essa versão inova em alguns pontos como poder ter quase todos os equipamentos desde o começo do jogo, poder virar um desenho e colar na parede e andar por ela horizontalmente, escolher quais dungeons ir, criar um personagem para desafiar amigos online e estranhos via Street Pass.

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O jogo respeita o mundo criado no jogo anterior, o povo Zora não são os humanóides brancos de nariz pontudo com nadadeiras do “Ocarina of Time”, Ganondorf é um porco, a grande franja do Link. Esse respeito é nostálgico mas é exagerado por que houve poucas novidades em relação ao mundo, não tem uma raça nova, algum lugar novo, o mundo alternativo Lorule é muito parecido com o mundo alternativo do primeiro jogo, o Dark World, os inimigos são quase os mesmos, a maioria nem teve atualização na inteligência artificial, nem onde são encontrados, alguns chefes são os mesmos até no modo de mata-los, certos itens, quebra-cabeças, personagens e passagens secretas estão no mesmo lugar; Seis gerações depois e aquele pedaço de coração está na mesma caverna.

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O controle é responsivo, intuitivo e fácil de aprender, o jogo se explica quase que sem tutorial, qualidade Nintendo neste ponto.
O menu fica na tela de baixo, é inteligente e vai se moldando conforme você vai aprendendo a jogar e você pode alterar conforme vai precisando, os atalhos são de fácil configuração e de rápido acesso, em segundos dá para trocar o equipamento.

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Fiz 100% do jogo em dois dias, sem morrer, sem conhecer os chefes, usei ajuda externa para encontrar somente um item, ou seja tudo é fácil de achar, matar e decifrar, fácil até demais. A dificuldade se agrava mais ainda com o tempo, quando o herói vai ficando forte, a quantidade de vida sobe rapidamente, as habilidades ficam eficazes, muito eficazes, por exemplo o ataque carregado chega a acertar a tela toda. O jogo deixa você escolher uma dificuldade maior somente se zerar o jogo, as únicas diferenças na nova dificuldade é que o dano recebido é maior, o dano causado é menor e 5 segundos de final a mais; Os quebra-cabeças continuam o mesmo, os itens estão nos mesmos lugares, os inimigos vão reagir da mesma maneira.

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Visualmente o jogo é impecável, os cenários são coloridos, bonitos e detalhista. Tudo é bem posicionado por que você sabe altura das coisas, quando tem uma torre, rampa ou buraco sem precisar do 3D. A movimentação dos personagens e inimigos são muito bem animadas, fortalece ainda mais personalidade e a responsividade dos ataques. O 3D é usado sem exageros, nada pula na tela sem motivo, pássaros voando, folhas do mato cortado, a plataforma do andar de baixo, os muitos pequenos detalhes que fazem toda diferença.
A inteface é limpa e eficaz, tudo que fica nas telas tem um por que, é rápido dar zoom, trocar e marcar o mapa; Atalhos importantes ficam na tela de baixo deixando a tela de cima somente informação realmente importante para a ação do jogo, que é a vida e a energia.
A câmera nunca atrapalha, mesmo quando o ângulo da câmera muda de direção ao se transformar em desenho, dá para checar o ambiente em volta com um simples toque no direcional.

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A qualidade das músicas ficaram ótimas, o problema aqui é que não há novidade alguma, tudo que é interessante é referência aos jogos antigos. Se não tocada ao contrário, as músicas novas são tão sem graça que não dá para perceber que elas existem, tem que prestar muita atenção para reparar elas existem.

Concluindo.
É bonito, nostálgico, viciante, fluído e divertido, porém é muito fácil e curto. Atualmente um dos melhores jogos do 3DS se não é o melhor.
Recomendamos!

A Nintendo voltou ás origens com o série Mario Bros […]

3 thoughts on “Análise – The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS)”

  1. Comprei ontem, e acho o jogo ótimo!

    Mesmo assim estou bem no início, sempre vi esses jogos pra 3DS como algo em que você não deve ficar muito tempo jogando, são apenas passa-tempos… Tô curtindo muito, o fator nostalgia bate forte aqui, hehe.

  2. estou começando a jogar ele, e dificuldade nunca foi o forte de zelda, e atualmente os jogos ficam cada vez mais faceis. Acho que vc não falou, mas o 3d do jogo (coisa que era o que a nintendo usou para vender o console mas quase ninguem usa atualmente) é muito bom, acho que desde kid icarus é o melhor. Vale a pena gastar a bateria, da um efeito legal.

    1. Quem não lembra da fase da agua do Ocarina of Time? O Ganon do Link do the Past? ou o Zelda 2 inteiro…
      Sim, joguei o jogo inteiro com o 3D ligado, metade do jogo eu estava do lado da tomada 🙂

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