Anime Friends 2012: O império da mesmice

Olá galera, me chamo Samuel e vou contar um pouco da minha experiência durante o Anime Friends 2012. Se você nunca foi ao evento ou já foi mais quer saber as novidades (e falhas) desse ano essa é uma grande oportunidade de ficar informado.

O que é o evento? O que tem lá?

Todos os anos no mês de julho há um burburinho a mais correndo entre os apreciadores de animes e coisas do gênero, o Anime Friends, que se intitula como o maior evento multitemático das Américas está próximo de acontecer.

O lugar é repleto de pessoas felizes que, mesmo sem conhecer você, estão dispostas desde a receber um abraço até a cantar com você a musica tema do Jaspion. O evento conta com shows de bandas, campeonatos e apresentações de jogos, exposição de quadrinhos amadores, karaokê com músicas de animes, palestras, eventos para cosplayers, workshops, salas temáticas e várias lojas vendendo desde bugigangas até aquele mangá/cd/jogo que faltava na sua coleção.

Muita repetição e algumas novidades

O Anime Friends tem a tradição/repetição de trazer o grupo Jam Project, e assim o faz com outras atrações, o que para muitos torna o evento repetitivo. Mas esse ano eles até que tentaram inovar bastante ao trazer o Beakman! Sim, sim, o da TV mesmo! Esse é um bom exemplo mostrando que sempre vale à pena dar uma olhada nas apresentações de cada ano por mais que no geral o evento sempre traga aqueles tiozões japas que pararam de fazer sucesso há uns 200 anos no Japão.

O caminho é árduo

Sabendo que o Beakman estaria por lá e querendo dar uma passeada pelo evento decidi me aventurar novamente naquele mar de otakus felizes. Como todo brasileiro, resolvi deixar tudo para ultima hora, entrei no site para descobrir onde era e lá falava: ‘Próximo ao metrô Belém’. Pensei comigo que tudo que precisava fazer era chegar ao metrô Belém e lá teria alguém para me auxiliar… Ledo engano, não havia nenhuma indicação ou pessoa para dizer aonde e como chegar ao evento, sorte que sou sociável e logo vi uns sujeitos com camiseta de anime e mapa na mão, tratei logo de me enturmar e com isso conclui a difícil tarefa de chegar ao evento.

Depois resolvi ir também no domingo, mas não comprei ingresso antecipado e ao chegar lá, havia uma fila quilométrica de pessoas esperando para entrar, pois o local do evento estava superlotado, no final das contas acabei não entrando no domingo.

Problemas e mais problemas

Falemos agora dos pontos negativos da Friends. A localização é sempre um problema no evento, esse ano o local escolhido foi muito pequeno para suportar o número de pessoas, o espaço era tão pequeno que não havia telão no palco principal, o que deixou o pessoal do “fundão” sem enxergar os shows. Não havia também auxilio para quem chegava ao metrô sem muita informação.

A praça de alimentação sempre tem preços absurdos para comidas não muito atrativas e com pouca variedade de opções. E o pior de tudo como já foi citado é que o evento costuma ser muito repetitivo e esse ano isso novamente aconteceu.


Eu e o Beakman!!!

Conselhos para quem se aventurar

No final das contas, se você quer se divertir e gosta de barulho, gente animada e pessoas fantasiadas, vale à pena dar uma passada. Pra você que já é um veterano no assunto, sempre vale a pena ver quais serão as atrações, pode ser que algo interessante e novo apareça, e se você é um marinheiro de primeira viagem não deixe de seguir algumas dicas: Compre seu ingresso antecipado, verifique bem onde será o evento para não se perder e não vá com fome.

Olá galera, me chamo Samuel e vou contar um pouco […]

6 thoughts on “Anime Friends 2012: O império da mesmice”

  1. a anime friends ficou um saco já, concorco quando voces dizem que só vem os cantores antigos ninguem mais aguenta, poxa tantos animes novos, com musicas novas porque esses cantores novos que devem ser baratos não são convidados para vir ao brasil?

  2. Faço eco com o Nagado nessa parte:

    “Exatamente porque eventos lá também levam mangakás, diretores… Como digo em meu artigo, falta equilibrar com o lado cultural, trazer autores, diretores, designers… Enfim, o pessoal que efetivamente cria as obras que tanto gostamos.”

    Acho que é isso que falta num evento sério aqui no Brasil. Não reclamo de atrações repetidas, porque sempre vai ter alguém que não viu e tantos outros que querem ver de novo, nem que seja pela diversão. E mesmo que falem mal, eu ainda quero ir num AF um dia, só pela hype de um evento grande e uma enorme bagunça “otaku”.

    É legal ter Mupy? Barraquinhas de figures, stand de mangás? Cosplayers, cospobres e gente dançando parapara? Sim, mas acho que realmente devia haver espaço para mangakás e diretores, coisas feitas pelos licenciadores brasileiros, algo oficial mesmo, longe das barraquinhas de dvds piratas.
    Agora que o Brasil está virando o centro do mundo, todos olhando pra cá por causa de Copa e Olimpíadas, acho que seria uma ótima oportunidade para fazer os mangakás conhecerem o fandom abaixo da linha do Equador.

  3. Se a única “inovação” relevante foi a presença de Paul Zaloom (o Beakman), então a Anime Friends anda muito mal mesmo, pois sua vinda para o evento foi quase um “acidente”.

    O ator veio para São Paulo quase um mês antes para participar de outro evento, muito mais sério, uma palestra promovida pela revista Info Exame (http://info.abril.com.br/noticias/internet/[email protected]22.shl). Depois desse evento eu ainda vi notícias dele aqui e ali em outros participações especiais.

    Claramente a organização do Anime Friends apenas aproveitou que o ator estaria no Brasil para entrar em contato com o mesmo e levá-lo ao evento. Que bom que o fizeram, claro, mas isso não foi resultado de longo planejamento após o evento do ano passado pensando em como fazer do evento desse ano um evento melhor. Apenas aproveitaram bem uma oportunidade que tiveram.

  4. Os eventos precisam mesmo se reciclar, inovar, levar mais em conta o lado cultural. Falei sobre isso em um antigo post de meu blog:

    http://nagado.blogspot.com/2010/09/o-que-deveria-importar-num-evento-de.html

    Mas gostaria de marcar uma posição. Entre os muitos críticos da mesmice dos eventos, vejo muita gente repetir um mesmo comentário feito sem grande embasamento. Há uma bronca muito grande contra cantores de anisongs. O que antes era celebrado, agora carrega boa carga de preconceito. E vivem a dizer que trazem artistas encostados, fracassados, que pararam de fazer sucesso há muito tempo. Trazer um nome no auge da popularidade é complicadíssimo, mas depreciar quem vem é prova de preconceito.

    O JAM Project lota estádios pelo Japão e faz turnês mundiais. “Tiozinhos” que pararam de fazer sucesso é o que muitos dizem. Mas a maioria continua gravando tema após tema, seja de games, animês ou tokusatsu. Akira Kushida cantou para o movie de Gokaiger vs Gavan e está sempre na ativa. É a bronca por não trazerem outros de sua preferência? Proteste, mas esses artistas merecem respeito.

    E olha, se trouxessem todo ano o número 1 das paradas japonesas, iam criticar que só sabem trazer “modinha”, gente que faz sucesso agora, mas que daqui a 10 anos ninguém mais lembra. Aliás, os artistas que vêm pra cá costumam também frequentar eventos na Europa e EUA e parece que por lá ninguém reclama. Exatamente porque eventos lá também levam mangakás, diretores… Como digo em meu artigo, falta equilibrar com o lado cultural, trazer autores, diretores, designers… Enfim, o pessoal que efetivamente cria as obras que tanto gostamos.

    Enfim, seu relato foi ótimo e espero não ter desviado o foco.

    Abraço!

    1. Oi Nagado,

      Obrigado por comentar!
      O ponto que você tocou é muito pertinente, realmente eles fazem a alegria de muitos fãs e merecem respeito sim! Mas não tem como negar que os eventos supervalorizar esses astros até com fins comerciais de poderem cobrar mais em ingressos.

      E a questão não é trazer os tais “tiozinhos” ou não, mas sim tentar inovar e sempre agregar algo de novo em sua programação. Muitos grandes eventos sempre tentar a cada ano melhorar suas atrações e conquistar mais fãs. O Anime Friends estagnou, viu que o seu público é passivo e engole tudo que eles impõem.

      Mas como você sabe bem a cultura pop japonesa é muito rica e os fãs brasileiros deveriam ter o direito de conhecer ela em sua plenitude. É como você disse falta chamar mangakás, editores e outros profissionais.

      Para finalizar só quero dizer que gostamos muito do Kageyama, do Kitadani, do Endoh e toda a turma que já passou pelo Brasil, só queríamos poder trocar o disco de vez em quando. ^^

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