Análise – mangá Freezing vol.1

O primeiro mangá de resPeito (sim, teve piadinha idiota) da JBC nessa nova fase da editora está chegando as bancas e infelizmente é pouca história para muito fan-service.

Qual é a história?

A trama de Freezing acompanha o garoto Kazuya Aoi que está em seu primeiro dia na Academia “Genetics”, uma escola de táticas especiais antisseres extradimensionais. Essa academia existe porque um belo dia os tais seres extradimensionais resolveram invadir a terra e tocar um terror na galera que para se defender passou a treinar jovens garotas chamadas de “pandoras” e jovens rapazes para serem seus “limiters”.

As garotas são geneticamente alteradas e usam armaduras capazes de causar dano aos extraterrestres, algo que pessoas e armas normais não conseguem fazer. Já os garotos possuem a habilidade de causar “freezing” nos extraterrestres, uma técnica que dificulta a mobilidade do adversário.

Kazuya chega à academia para treinar e tornar se um limiter o que ele não contava é que acidentalmente seu caminho iria se cruzar com o da pandora Satellizer el Bridget. Ela é conhecida por não gostar que ninguém toque nela e adivinha o que ele faz? Cai de cara em cima dos peitos da moçoila em plena luta (sim, ela estava lutando com outra aluna e ele mesmo assim tropeça em cima dela).

A partir disso o primeiro volume fica explorando essa conturbada relação do Kazuya e da Satellizer que acaba por virar uma parceria, já que toda pandora precisa de um limiter no campo de batalha e a Satellizer apesar de muito forte nunca teve um, por não confiar nas pessoas e também por não gostar de contato humano.

Outro motivo dessa apressada parceria entre os dois é que devido ao temperamento da Satellizer ela acaba não sendo muito popular entre os colegas e só nesse primeiro volume enfrenta outras duas pandoras em lutas até que empolgantes. O primeiro volume acaba mostrando que muitas pandoras fortes virão para infernizar a vida da heroína e que no volume dois teremos mais lutas e provavelmente menos roupas.

Belas mulheres

Se as cenas de lutas são empolgantes muito se deve ao caprichado traço de Kwang-Hyun Kim (não estranhe o nome, ele é coreano, mas faz mangá atualmente) que consegue captar belos movimentos de suas garotas guerreiras. Tem mulheres para todos os gostos e elas usam os mais variados tipos de armas que você possa imaginar.

Já os personagens masculinos são todos meio genéricos e com rostos estranhos, além das mulheres a única coisa bacana visualmente fica por conta dos extraterrestres (que por sinal quase nem aparecem nesse começo do mangá).

Páginas coloridas e papel melhorzinho

Fazia tempo que não lia nenhum mangá da JBC, pelo menos em relação à época em que eu lia produtos deles a qualidade melhorou bastante. Esse mangá já está dentro do que foi anunciado pela editora recentemente, ele possui um papel de gramatura mais alta e também tem páginas coloridas.

O problema de transparência das páginas continua, mas pelo menos agora o papel é mais branco (igual ao da Panini) e as páginas coloridas estão muito bonitas – uma pena serem só oito.

Considerações Finais

Sim, eu sei que é um mangá com classificação 18 anos e só por isso já era meio óbvio que ele teria bastante cenas apelativas. O problema é que pelo menos no volume 1 a história passa de maneira corrida e mal explicada, tudo é motivo para cenas das garotas em poses provocantes.

Primeiro Kazuya tropeça na Satellizer do nada em plena luta dela dentro de um tipo de campeonato interno da academia (chamado Carnival), depois ela é perseguida por outra pandora só porque essa está a fim de ter o Kazuya como limiter dela porque o achou bonitinho. Os autores apresentam os personagens, criam confrontos a serem resolvidos por eles e depois resolvem esses conflitos de maneira ultra superficial só com o intuito de mostrar calcinhas e peitos.

A editora JBC ganhou pontos pela mudança gráfica, mas vai ter que lançar coisa bem melhor se quiser reconquistar a atenção dos leitores de quadrinhos japoneses. Acredito que Soul Eater e o relançamento de Sakura Card Captor terão mais competência nesse quesito.

Definitivamente o forte de Freezing não é a história que passa longe, bem longe de ser interessante. Agora se você é um entusiasta das garotas belamente desenhadas e das cenas mais safadinhas esse mangá vai entregar um produto de qualidade.

Ficha Técnica:


Nome Original: Freezing
Autores: Dall-young Lim e Kwang-Hyun Kim
Editora: JBC
n ° de páginas: 200
Volumes: 14 – em andamento
Preço: R$12,90
Recomendável para maiores de 18 anos

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