Review – Fire Emblem: Awakening

Fire Emblem: Awakening, título produzido pela Intelligent Systems, lançado exclusivamente para Nintendo 3DS, apresenta tudo de melhor que um RPG tático possui para a plataforma portátil. Não é o jogo mais revolucionário em mecânicas da série, mas Awakening é o melhor RPG de todos os tempos em formato portátil.

Afire emblem 1 estrutura narrativa de Awakening não é diferente dos outros jogos da série: você terá de realizar missões (cuja maioria se resume a derrotar todos os inimigos), através de um esquema tático de RPG em turnos, sendo que cada estágio corresponde a um capítulo da história. O enredo foca-se em Robin (Avatar) e Chrom, o príncipe do Reino de Ylisse. A região se encontra em guerra contra Plegia, reino vizinho, que tem feito de tudo para conseguir o artefato mágico Fire Emblem.

O jogo conta com elenco diverso de personagens, excelentes tramas políticas, interessantes plot twists de viagens temporais, jornadas de auto sacrifício e momentos emocionantes – sobretudo no final. A história tem um ótimo ritmo e todos os acontecimentos possuem um importante propósito para seu desenrolar no final, deixando o jogador sempre ansioso pelo próximo capítulo. Tudo é representado por cenas tradicionais de diálogos, com algumas poucas dublagens, e algumas cutscenes pré-renderizadas que abusam de um estilo visual fantástico, com dublagem completa, produzidas pela Mad-House.

A junção de movimentação através de uma grade quadriculada, com elementos de RPG de turno, é a grande inovação da série Fire Emblem, desde sua criação. Awakening possui inúmeras classes que podem evoluir ou retroceder, grande variedade de armas, bônus em determinadas partes do cenário, todas as vantagens e desvantagens que o fazem ser um excelente RPG Tático.

A Intelligent System criou um esquema de escolher a dificuldade, para atrair um público maior. É possível escolher jogar tanto no modo clássico quanto no casual, modo que desativa as clássicas “mortes permanentes”, ou seja, os personagens que morrerem nas batalhas retornam a vida após o fim delas (assim ninguém sofrerá uma perda igual a da Aerith, de Final Fantasy VII, a cada 5 minutos). O jogador também pode escolher os níveis de dificuldade que vão do Normal ao infernal Lunatic, vencendo este modo, é desbloqueado o Lunatic +. A inteligência artificial do jogo acompanha bem os níveis de dificuldade.

Awakening, além de trazer as quase 40 classes tradicionais da série, também traz 12 classes novas para a elaboração de novos esquemas complexos de estratégia. Uma das novas classes é o Tactician, profissão de Robin que é customizado pelo jogador, desde gênero até a voz. Além disso, o jogo traz de volta a livre movimentação pelo mapa, recurso usado em Fire Emblem: Sacred Stones (GBA). Nele, o mapa é muito mais dinâmico. O jogador além de ir para a próxima missão, poderá enfrentar desafios esporádicos, realizar sidequests, comprar ou vender itens e acessar outras opções do jogo.

O que torna Awakening diferente fire emblem 2 de seus antecessores é grande foco nos relacionamentos entre os personagens. Embora essa mecânica já seja conhecida na série, este jogo melhora muito essa função. Fora das batalhas, é possível promover conversas entre os personagens, que, conforme se tornam frequentes, podem resultar em casamento e filhos.

Em batalhas, existe um recurso que possibilita combates em dupla. Ele não só permite que você auxilie um personagem que está ao seu lado, como também formar um par e batalhar como uma unidade, aumentando o seu elo com o mesmo.

O recurso SpotPass do 3DS baixa gratuitamente personagens clássicos da série, como Marth e Ike. Eles não só podem ser enfrentados no mapa de jogo, como também podem ingressar no seu time. Isso tudo para homenagear toda a grande bagagem histórica que a série carrega. O Other-World Gate é o local que permite comprar as DLCs: são novos mapas que liberam personagens e itens secretos, além de dar acesso aos capítulos Future Past.

fire emblem 3

O outro recurso, StreetPass permite montar um time de guerreiros e customizar uma ficha, que poderão ser trocados com outros jogadores. Os times transferidos para o seu 3DS poderão ser desafiados pela sua equipe de guerreiros, aumentando ainda mais as opções extras disponíveis no mapa do jogo. O Multiplayer é apenas local e cooperativo, somente para fazer dois jogadores unirem algumas unidades de seus exércitos para enfrentarem inimigos juntos. Infelizmente, esse modo é muito simples, composto apenas por batalhas consecutivas (sem mapas para navegar), através de conexão local.

Um novo estilo visual artístico foi adotado para o jogo, sendo 2D nos mapas das batalhas e 3D poligonal em cenas de luta das unfire emblem 4idades. O poder gráfico do jogo nas cenas de luta é impressionante e as animações das magias são lindas, mas o contraste dos personagens é pouco polido e alguns cenários possuem texturas mal trabalhadas. Nas batalhas a câmera é bem dinâmica, permitindo assistir os confrontos em primeira ou terceira pessoa.

A trilha sonora composta por Yuka Tsujiyoko, além de Hiroki Morishita e Rei Kondoh, é a melhor já feita para um jogo medieval. As canções de exploram recursos como orquestras sinfônicas e piano para trazerem melodias tocantes, sobretudo nas cutscenes. As que mais ganham destaque são Main Theme (Title) e Id~Purpose, ambas representam calmaria e emoção no campo de batalha.

Fire Emblem: Awakening  ganhou destaque na história dos J-RPGs, rivalizando com Chrono Trigger em qualidade e superando Final Fantasy Tactics, como melhor jogo do subgênero Tactical RPG. Ele representa a jornada de uma série em busca de seu reconhecimento no mundo dos games, merecendo ser jogado por todos que possuem ou vão comprar um 3DS.