Review – Infamous Second Son

Infamous Second Son é a minha primeira experiencia da nova geração, e devo dizer que me surpreendi muito com o que vi. Gráficos espetaculares, jogabilidade fluída e diversão são encontrados aqui. A Sucker Punch nos apresenta um pouco do potencial que essa geração pode nos dar.

Exclusivo para o PS4, Second Son é o terceiro jogo da franquia e continuação direta do episódio anterior. Após sete anos da batalha entre Cole MacGrath e John White, também conhecido como “A Fera“, pensava-se que os condutores (pessoas com habilidades especiais), foram eliminados, mas alguns sobreviveram. Com o medo de novos desastres, foi criada a DUP (Departamento de Proteção Unificada), responsável por caçar e prender qualquer pessoa com habilidades. Aí que entra Delsin Rowe, um garoto delinquente, sem muitos objetivos, que sem querer se envolve em vários problemas, tudo isso por conta da fuga de 3 condutores na região.

O plot é muito simples, Durante a fuga dos prisioneiros, um deles invadiu uma comunidade afastada para tentar despistar as unidades da DUP. Durante a perseguição, os moradores foram atingidos pelo poder do concreto da diretora da DUP Brooke Augustine (sim, ela caça e prende todos os condutores, mas ela é uma deles), e só o poder dela poderá desfazer os danos causados a todos. Delsin decide salvá-los e para isso precisa roubar o poder de Augustine.

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O roteiro não é muito elaborado, mas o suficiente para te deixar engajado na busca por justiça de Delsin, que se tornou muito mais interessante e com personalidade do que o seu irmão Reggie, que se contradiz a todo momento, hora querendo ajudar, hora criticando os poderes dos condutores, ficando um pouco chato a interação entre os dois. Gostei da apresentações dos fugitivos e até das motivações de Augustine.

ISS03Pela simplicidade de sua história, as missões principais levam em torno de 5 a 6 horas, ou mais, depende da sua habilidade durante o jogo, mas após completar a campanha, você ficará livre para fazer as missões secundárias e limpar a cidade das bases da DUP. E isso é divertido pra caramba! Invadir uma base fortemente armada requer um pouco de estratégia, são muitos inimigos, veículos e a inteligencia artificial deles é suficientemente forte para te deixar irritado em algumas lutas.

Durante o jogo, Delsin conquista 4 poderes: Fumaça (Na minha opinião, o melhor para o combate corpo-a-corpo), Neon (eficiente à distância), Vídeo (Ataques em Stealth e ótima mobilidade no ar) e Concreto (Dano bruto! Muito forte). O gerenciamento desses poderes durante uma luta contra vários inimigos pode se tornar complicada, pois a troca entre eles requer a absorção do seu elemento no cenário. Por isso é importante ficar de olho no cenário e reconhecer quais locais de recarga em caso de emergência.

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A jogabilidade é bem ágil, favorecendo muito os combates. A utilização dos botões “R” e “L” se provaram eficientes na utilização dos ataques e a movimentação do personagem ficou rápida, principalmente pelo dash de fumaça, que pode atravessar alguns objetos do cenário, até veículos! Existem vários tipos de ataques, com pequenas diferenças entre os 4 tipos, mas eles não fogem muito de tiros simples, granadas, ataques em área, mísseis e o ataque mais forte do jogo, que só pode ser executado após preencher uma barra de karma.

Por falar em jogabilidade, o controle Dual Shock 4 possui um painel Touch na parte da frente e a Sucker Punch o utilizou muito bem. Ele é utilizado a todo momento, seja para absorver mais poder, abrir portas ou segurar objetos. É uma utilização bem prática desse recurso e pelo layout do controle, não fica difícil utilizar todos esses botões ao mesmo tempo.

Novamente temos o sistema de escolhas e infelizmente não muda muito dos outros jogos. São escolhas simples em alguns momentos, fora algumas missões secundárias que podem te ajudar a aumentar seu nível de Karma, como impedir o tráfico de drogas, no caso do karma bom, ou matar civis pela cidade, no caso de karma ruim. Existem missões especificas para o seu tipo de karma que são indicadas pela cor do ícone da missão.

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Pelo menos uma coisa foi melhorada em Second Son. A busca pelos shards, fragmentos de poder que possibilita o upgrade de seus poderes, ficou mais fácil, pois a quantidade deles não é tão grande. Diferente dos jogos anteriores, os fragmentos são utilizados em equipamentos da DUP, como Drones que sobrevoam a cidade, estações de monitoramento e alguns geradores de energia. Ao invés de punir o jogador em busca de vários itens espalhados pelo mapa, porque não recompensá-lo após invadir e destruir uma base inimiga? Gostei dessa mudança de postura da Sucker Punch.

ISS05A cidade de Seattle é linda, cheia de detalhes, tudo muito bem modelado, com texturas de qualidade para todos os elementos da cidade. A iluminação e o visual da cidade de acordo com o horário do dia é muito bonito. O que me lembra do que falei no início do texto, onde disse que esse jogo é só um pouco da demonstração de todo o potencial dessa geração. Se geralmente as desenvolvedoras conseguem explorar todo o poder dos consoles no final de sua vida, mal posso esperar para ver o que virá pela frente.

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Second Son não inova muito, mas tudo que foi planejado foi muito bem executado.  Um jogo divertido, bonito, com várias missões extras após a finalização da campanha. Por ser um dos primeiros títulos exclusivos para o PS4, Infamous Second Son é um título que merece estar em sua lista.

* Vídeos cedido pelo canal Assassins Games

  • Wellington Gonçalves

    Deve ser um jogo super legal de se jogar ! Obrigado pelo texto Kaneda.Ficou ótimo

  • Roberto Vasconcelos Eluan

    Minha grande dúvida é: agora ele é um jogo de ação com mais pitadas de combate corpo-a-corpo, ou ainda é um third person shooter chumbrega como fora os anteriores? Porque a temática pode ser até legal, mas o primeiro Infamous é uma das piores coisas que já joguei na vida. E o segundo não fica muito na frente. Falaram tão mal de Prototype na época, dizendo-o inferior a Infamous, mas ele acabou sendo infinitamente mais divertido e polido em sua jogabilidade.