Oricon – Os Artistas que mais faturaram no Japão em 2016

Mais um ano dos idols

Todos os anos a Oricon, principal empresa responsável pelas medições relacionadas ao mercado fonográfico japonês, divulga um ranking com os artistas que mais faturaram no ano.

A lista de 2016 saiu há alguns dias e você confere quais artistas mais se destacaram no ano passado a seguir.

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O faturamento como é medido pela Oricon leva em consideração o montante somado de todos os produtos relacionados ao artista, desde que sejam singles, álbuns, DVDs e Blu-rays durante o ano. Que eu saiba, eles não contam o faturamento relacionado à outras mídias, como propagandas e venda de revistas, já que a Oricon é especializada no mundo da música.

De qualquer forma, a lista teve algumas surpresas muito interessantes.

1 – Arashi (12.183.000.000 ienes ou aprox. R$ 333.675.120)

Mesmo tendo faturado certa de 150 milhões a menos que em 2015, o Arashi continua sendo um monstro quando o assunto é ganhar dinheiro. Com 3 singles lançados em 2016 e um álbum, o Arashi mais uma vez fica com o topo do ranking da Oricon, mostrando que o principal grupo da Johnny’s Entertainment ainda tem muito gás para os próximos anos.

Pra mim, mesmo que outros grupos vendam muito mais singles do que o Arashi, o grande trunfo do grupo é na venda de álbuns e na venda de DVD e Blu-rays. Em 2016 eles lançaram 2 shows em DVD/Blu-ray, o que fez com que o faturamento aumentasse bastante. Nenhum outro grupo vende tanto no Japão e é incrível como o Arashi consegue dominar o mercado de maneira tão uniforme.

2 – Sandaime J Soul Brothers (8.256.000.000 ienes ou aprox. R$ 226.120.150)

Aqui as coisas começam a ficar interessantes. O Sandaime, que em 2015 estava na terceira posição do ranking da Oricon, faturou pouco mais de 2 bilhões de ienes a mais este ano, se consolidando de vez como a maior força da agência LDH no mundo da música. O grupo irmão do EXILE, vem numa crescente muito grande nos últimos anos e tem se tornado um grupo de fama e reconhecimento notáveis no Japão, graças à investimento pesado em mídia por parte da LDH e também em inovação, desde clipes musicais até colaborações com outros artistas. O Sandaime é hoje, junto do Arashi, um dos principais grupos para se acompanhar quando o assunto é música japonesa. Como dizem por ai: Estão na boca do povo!

Curiosidade: Para ver como o iene se valorizou em 1 ano ao mesmo tempo que o real ficou desvalorizado: Em 2015 o Sandaime faturou 6.8 bilhões de ienes que, convertidos, davam aproximadamente 225 milhões de reais. Este ano, mesmo tendo faturado mais de 8 bilhões de ienes, a cifra em reais ficou praticamente inalterada (na casa dos 226 milhões).

3 – Nogizaka46 (7.437.000.000 ienes ou aprox. R$ 203.688.900)

Agora sim o bagulho ficou sério. O Nogizaka46, que ano passado nem aparecia na lista, este ano chegou explodindo tudo e ficou com a terceira posição no ranking da Oricon. Esta bola já estava sendo cantada há vários meses e eu já havia comentado inclusive aqui no Mithril.

2016 definitivamente foi o ano do Nogizaka46, pois o grupo estabeleceu ainda mais uma identidade própria se distanciando de vez da sombra do AKB48, o principal grupo da agência de Akimoto Yasushi. Com 3 singles, 1 álbum e 1 DVD/Blu-ray lançados no ano, o Nogizaka chegou chegando e a tendência é que o grupo só cresça ainda mais em 2017.

4 – AKB48 (6.947.000.000 ienes ou aprox. R$ 190.268.490)

A maior queda de faturamento do ranking com certeza foi do AKB48. Em 2015 o grupo de Akihabara faturou na casa dos 11 bilhões de ienes e estava apenas atrás do Arashi em questão de vendas. Este ano, além de ter sido ultrapassado não só pelo Sandaime como pelo Nogizaka46, o faturamento do AKB48 caiu quase pela metade se comparado ao ano passado, mesmo tendo mantido a regularidade de lançamentos de singles.

Claramente o maior motivo pelo qual o AKB48 caiu tanto de faturamento se deve ao fato de que em 2016 o grupo não lançou nenhum álbum, sendo que em 2015 elas haviam tido dois lançamentos de álbum durante aquele ano. Porém, pode ter sido uma exceção, já que o AKB48 já tem um álbum previsto para sair agora no final de janeiro de 2017. Será que o AKB48 com tantas renovações, demonstra sinais de cansaço ou ainda pode render muita grana e ganhar ainda mais notoriedade? 2017 será um ano fundamental para sabermos isso. Ainda assim, o grupo continua sendo uma máquina de fazer dinheiro.

5 – Kanjani8 (4.788.000.000 ienes ou aprox. R$ 131.136.540)

Kanjani

Junto do Arashi, o Kanjani8 foi o único grupo entre os 5 que mais faturaram que manteve sua posição no ranking. Faturando um pouco menos do que 2015, o Eito continua sendo considerado um dos grandes grupos não baseados em Tóquio (e agora, junto do Nogizaka) que mantém uma popularidade absurdamente grande por todo o Japão. 2016 Foi um ano muito bom para o Kanjani, pois o grupo teve bons lançamentos e o KanJAM, programa de música do grupo na TV é um dos programas mais legais com relação à música, principalmente por conta de suas colaborações com outros artistas, além do carisma de seus membros.

Assim como no ano passado, os grupos idols continuam dominando o mercado e o ranking não só de faturamento como de singles e álbuns, são basicamente controlados por poucas empresas com o controle de diversos grupos. Mesmo quando um grupo surge e cresce absurdamente, percebe-se que são sempre as mesmas figurinhas por trás de tudo e essas pessoas sabem muito bem o que estão fazendo. Em 2017 não será diferente e estou muito animado para acompanhar o mercado de música japonês neste ano que se inicia.

Fonte: Arama Japan

Sobre Leo-Kusanagi

Apaixonado por cultura japonesa desde criança, começou a escrever sobre japonices em 2008, no Mithril e de lá pra cá cobriu diversas transformações da música japonesa ao longo dos anos. Viciado em games, doramas, animes, filmes e design, tem como objetivo informar e disseminar a cultura japonesa na internet.

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