Big Order – Primeiras Impressões

Qual é o seu desejo? O que você ordena? Ordeno que passem longe de Big Order. Se o seu desejo é saber o porquê, vem com a gente!

Praticamente decretando o fim das estreias dessa temporada, nos deparamos com Big Order, a adaptação animada pelo estúdio Asread do mangá de mesmo nome do autor Sakae Esuno. Sim, é o mesmo autor do popular Mirai Nikki que fez um certo sucesso há alguns anos.

Nos vemos em uma civilização castigada por um grande desastre ambiental ocorrido há cerca de dez anos, cuja consequência maior foi dizimar uma parte da humanidade. O que causou esse tal desastre foi apenas um garoto que tinha um desejo. Acontece que neste mundo existem seres conhecidos como “orders” que são pessoas que possuem poderes especiais, manifestados através de um grande desejo dentro deles mesmos. Hoshimiya Eiji era um garoto que tinha ódio do mundo como ele era e tinha um profundo desejo quando manifestou o desastre que ficou conhecido como a Grande Destruição.

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À princípio, a premissa da história chama atenção sem dúvidas. Poderes que são baseados em profundos desejos podem render bons super poderes. Nesse primeiro episódio podemos ver personagens com poderes de cura e regeneração, outros que controlam mentes e até personagens que modificam as leis da física. Tudo isso pode dar vazão a um mundo muito mais maluco e desordeiro do que estamos acostumados em animes, mas estranhamente, mesmo com tantos Orders entre os humanos (eles estimam existir cerca de uns dois mil), a vida é pacata e sem maiores problemas, fora as sequelas que a Grande Destruição deixou. Claramente, se temos mais de duas mil pessoas com super poderes, o mundo deveria ser bem mais problemático do que aparenta nesse começo de história.

Ainda assim, a premissa é muito boa! Deixamos bem claro que não vamos falar do mangá, mas sim do anime e como foi a sua execução. O andamento do mangá pode ter sido bom, mas com certeza o anime deixa muito a desejar e basicamente causa uma “grande destruição” em toda e qualquer esperança de que assistir esse anime pode ser uma boa experiência. Seu começo se dá através de flashback do dia do desastre e vemos as frases “Qual é o seu desejo?” e “O meu desejo é” repetidas umas oito ou dez vezes e cerca de dois ou três minutos do anime se passam só nisso, mostrando flashes de cenas e dois personagens dizendo essas frases com vozes de quem não estão recebendo salário o suficiente para dublar tal anime.

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O estúdio Asread parece ter feito tudo nas coxas. Tirando a paleta de cores com cores mais quentes que denotam o clima destrutivo em que o mundo se encontra, todo o resto incomoda demais. Começando pelo character design que é qualquer coisa, são personagens sem atrativo nenhum e parecem demais com versões genéricas de qualquer outra obra. Quando eles abrem a boca o negócio fica ainda pior. O dublador de Hoshimiya Eiji parece ter sido escolhido por falta de opções e não combina nem um pouco com o personagem. A voz dele não parece nem de longe com um colegial e a empolgação é mínima para alguém que está lutando. A personagem Daisy que é a misteriosa garota que tem algo a ver com os novos Orders surgindo, também parece não querer estar ali e sua voz é repleta de indiferença.

E como se a vozes não fossem ruins o suficiente, toda trilha sonora também é péssima. Não tivemos música de abertura nesse primeiro episódio, e em algumas cenas de luta, temos algumas daquelas músicas que parecem ter saído de algum vídeo de curiosidades do YouTube, o que tira todo o tesão que a batalha poderia criar. Sério que não tinha algo melhor para cenas tão importantes? Em geral, toda a parte sonora do anime é ruim e até parece que o estúdio está empurrando isso pra gente achando que vamos assistir só por ser do mesmo autor de Mirai Nikki, tipo Dragon Ball Super.

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Outra coisa que incomoda e muito na história é a relação entre Eiji e a sua irmã mais nova que está no hospital por algum motivo que não é explicado. Ambos se olham e se relacionam como se fossem além dos laços de fraternidade. Claramente a garota se declara para ele ao longo do episódio e essa relação passa a andar por uma linha tênue entre o normal e o incesto.

E para finalizar de vez, o que selou Big Order num caixão de areia para sempre, foi a finalização da batalha decisiva do primeiro episodio. Lá está o nosso Order Hoshimiya Eiji, lutando contra uma outra Order, logo após descobrir como controlar seu poder. Ele encurrala a moça e avança para dar o golpe final e quando você acha que vai assistir uma cena épica, a tela fica preta e os créditos do anime começam a aparecer, que nem nos filmes, sabe? Música de encerramento? Que nada! Para quê? É só colocar a pobre Order rival de Eiji gritando e barulhos de surra enquanto lemos quem são os responsáveis por animar tamanha atrocidade. Palmas para o estúdio Asread que acabou com uma história que poderia ser interessante!

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Qual é o seu desejo? O que você ordena? Ordeno […]