Buddy Strike, eliminação iminente na Shonen Jump!

Nem bem estreou, Buddy Strike é um forte candidato a ser cancelado com poucos capítulos na Shonen Jump.

Pois é, pessoal! A última “safra” do semanário Shonen Jump veio tão fraquinha que, na época, nós nem fizemos um post sobre ela. Para quem não sabe, chamamos de “safra” a época em que a revista tira da sua grade algumas séries e apresenta novos títulos. Em setembro foi a última matéria que fizemos sobre o assunto e estávamos esperando que a nova safra saísse no final de dezembro, mas esta veio antes. No dia 16 de novembro tivemos o nascimento prematuro de uma fruta nova e solitária: Buddy Strike, do autor Kaito.

capaMas foi bom não termos comentado nada na época porque podemos aproveitar este post para falar, não apenas da safra em si, mas da situação geral de todas as séries na revista shonen mais vendida do Japão.

Para começar, o ano novo da Jump começa sempre mais cedo: em dezembro de 2015 já temos a publicação da edição 01 de 2016 – isto porque o ano fiscal no Japão começa um mês antes. Como previmos no post da safra anterior, Best Blue e Kagamigami foram embora de mãos dadas da revista. Mas é curioso que, mesmo com o fim de duas séries, o editorial nos apresentou apenas UM novo título – está na cara que, até o final deste ano, coisa nova será apresentada.

Sobre Buddy Strike… a série tem como tema o basebol, o esporte mais popular do país (geralmente um chamariz fácil para leitores casuais). O autor já havia lançado outra série na Jump: Cross Manage, que abordava o esquisito jogo de Lacrosse – e que acabou cancelado após 5 volumes. De uma modalidade quase desconhecida para o esporte número 1 do Japão foi uma mudança grande. Mas será que foi bem pensada? Afinal, justamente por existirem pencas de mangas de basebol é que agradar os leitores não será fácil!

Kagamigami teve grande apoio do editorial, mas não vingou.

Kagamigami teve grande apoio do editorial, mas não vingou.

No enredo desta nova série temos como protagonistas um pitcher (o cara que lança a bola) que tem fama de “descontrolado” e um catcher (o que apanha a bola) que é chamado de Deus da Morte. Uuuuuh! Obras de esporte japonesas de esporte e seus personagens de títulos exagerados! De fato, a própria revista anunciou a série como sendo uma “obra de basebol intensa“.

Bom, pode-se dizer que este exagero todo não funcionou. A série tem amargado muitas críticas nos fóruns japoneses. E embora, em teoria, a série só comece a ter seu ranking dentro da revista apresentado a partir do oitavo capítulo, o fato de seu quinto capítulo ter aparecido abaixo dos outros dois novatos da safra anterior, Samon-Kun wa Summoner e Mononofu (ambos com recepções mornas pelos leitores, embora este último esteja numa situação um pouco melhor), mostra que os editores não estão muito animados com Buddy Striker.

Ao que tudo indica este não foi um bom ano para a Jump em termos de novidades. Das 11 séries novas até agora (pode haver mais uma leva até o final de dezembro), cinco foram fracassos retumbantes (seis, se os nossos basebolistas não reagirem…), uma foi um fracasso “digno” (Kagamigami), uma é um sucesso mediano em germinação (Sesuji wo Pin!), uma é um sucesso promissor ainda em crescimento (Black Clover) e as outras não parecem ter muito fôlego para sobreviver além de 2016.

E sobre as outras séries? O que podemos falar do panorama geral da revista e suas séries atuais?

"Hoje, é um novo dia, de um novo tempo, que começou!"

“Hoje, é um novo dia, de um novo tempo, que começou!”

One Piece, Haikyuu!!, Boku no Hero Academia, Kochikame, Gintama Shokugeki no Souma  dispensam comentários. São séries estabelecidas que nada têm a temer e ainda darão bons anos de alegrias aos leitores. Ansatsu Kyoushitsu provavelmente será encerrado naturalmente no ano que vem, apesar do seu grande sucesso. PSI Kusuo Saiki World Trigger estão seguros, embora tudo possa acontecer. Black Clover e Sesuji wo Pin! são joias brutas que ainda precisam de lapidação e do cuidado do departamento editorial.

Isobe Isobee Monogatari e Hinomaru Zumou são obras que vendem pouco, mas possuem tanta qualidade que os editores estão dispostos a mantê-las em sua grade pelo prestígio que elas trazem, embora esta posição não seja totalmente confortável. Toriko e Bleach já foram totalmente esquecidos pelos editores, mas o último continua vendendo bem, enquanto o outro corre o risco de não sobreviver a 2016 se suas vendas continuarem caindo. Samon-Kun wa Summoner e Mononofu vão precisar de um esforço titânico para sobreviverem à próxima leva, enquanto Nisekoi… bem, caminha para o seu final e, provavelmente, se encerra no começo do ano que vem.

E por enquanto ficamos aqui! Vamos ver que novidades a Shonen Jump nos trará ano que vem!

Nem bem estreou, Buddy Strike é um forte candidato a ser […]