Não é um anime ruim, é só o novo “anime bom”

Essa pode ser a verdade, não é que algo seja ruim, mas sim que nós sejamos velhos e não entendamos o novo “anime bom”.

Nessa última quarta-feira depois de chegar da faculdade tive a surpresa de ver que estava passando “Homem-Aranha” em uma emissora de TV aberta. Devo dizer que por motivos mais pessoais do que técnicos não tenho uma grande afeição por esse filme, por tal motivo segui tentando evoluir meu Dragonair, mesmo que de vez em quando acabasse tendo que escutar uma fala ou outa perdida entre a trilha sonora do jogo.

No começo, ter essas falas ao fundo e ver de relance algumas cenas dessa “película non grata” me incomodou um pouco, porém depois de um tempo trouxe a lembrança de um vídeo produzido pelo site de notícias Omelete (link) no qual é discutido o futuro do Homem-Aranha no cinema após seus dois últimos filmes. Sendo que no minuto final uma das pessoas, o Érico Borgo, chegou à conclusão de que o Peter Parker do filme não era um personagem ruim, mas simplesmente um reflexo dessa nova geração. Foi nesse momento que surgiu a dúvida, será que o mesmo não acontece com os animes? Será que os animes e mangas atuais que são considerados ruins por gerações mais velhas na verdade são “o bom” dessa geração?

O melhor Peter Parker e o melhor Homem-Aranha estão em filmes diferentes?

O melhor Peter Parker e o melhor Homem-Aranha estão em filmes diferentes?

Fato é que para encontrar pessoas falando mal de animes e mangas lançados recentemente ao mesmo tempo em que vangloriam produções mais antigas não é necessário buscar muito, basta entrar na parte de comentários de qualquer post de temporada aqui do Gyabbo!. Mais do que isso, qualquer pronunciamento que venha a defender alguma posição herética como o Yu-Gi-Oh! GX ser melhor do que o clássico; preferência ao Kill la Kil ao invés de Gurenn Lagann ou que Nanatsu no Taizai possa ser o novo Dragon Ball torna a pessoa passível de um linchamento de comentários negativo e excomungação dos “monastérios” nos quais é possível haver convivência entre os otakus (grupos de Facebook, Whatsapp, Twitter etc).

Porém essa atitude é certa?

Se formos levar em conta as características das obras artísticas ao longo dos séculos, principalmente nas últimas décadas, fica notório que houveram diversas modificações no modo de se contar uma história. Os filmes de ação (em geral) ficaram mais dinâmicos, realistas e sombrios. Já os de comédia (em geral) abusam mais de piadas e de cenas com apelo sexual, enquanto os filmes de terror (em geral) não são mais a história de assassinos, mas sim de espíritos. Normalmente mudanças assim acabam “caindo na conta” do gosto do consumidor e se tornam o padrão, o “correto”.

Esse não tem medo nem de Maria Sangrenta.

Esse não tem medo nem de Maria Sangrenta.

Sendo assim, será que os mangás e animes atuais considerados ruins por pessoas mais velhas, mas que têm uma fanbase grande constituída por um público infantil/pré-adolescente não seriam simplesmente o bom dessa geração? Podemos ir mais longe; será que animes clássicos que estão guardados na memória dos otakus jovens/adultos como “obras primas” na verdade só são bons para eles próprios?

Depois de um bom tempo de reflexão tentando achar um meio de decifrar esse enigma só consegui chegar à conclusão pessoal de que a resposta na verdade está dentro do questionamento, ou seja, depende do que você achar.

Então, de que lado você está? O que é um anime bom segue sendo bom ou tudo muda o tempo inteiro no mundo? Comenta aí.

Essa pode ser a verdade, não é que algo seja […]