K Project

[K] Project: resenha da primeira temporada de um dos animes que retornam em 2015.

[K] estreou com alarde e grandes expectativas por sua bela animação, bom character design e uma qualidade técnica excelente feita pelo estúdio GoHands, um dos produtores do anime. Teve um total de 13 episódios e foi ao ar em 2012. Em julho desse ano, o filme K: Missing Kings passou nos cinemas japoneses e em 2015 o anime ganhará uma segunda temporada.

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Durante a Segunda Guerra Mundial, a história do mundo de K Project tomou um rumo diferente da nossa e surgiu um mundo governado por Sete Reis, cada um com um poder diferente. É nesse contexto que Shiro é acusado de matar um dos seguidores do Rei Vermelho e acaba por se intrometer no conflito entre este e o Rei Azul – e a ser procurado e jurado de morte por ambos os lados.

O que mais deixa a desejar no anime é justamente um dos aspectos fundamentais para a compreensão do expectador: a construção do mundo em que a história se passa. Qual a importância dos reis? Qual o papel de cada um deles na sociedade? Por que a história foi tão drasticamente mudada pelo surgimento dos poderes dos reis? Alguns exemplos das perguntas que ficam no ar ao final.

O Rei Vermelho e seus seguidores, por exemplo, mais parecem uma gangue de rua do que uma parte importante da sociedade. Eles vivem em um bar e quando saem nas ruas é para causar algazarras. E então há o Rei Incolor – e sem entrar em spoilers, basta ver o antigo rei sem precisar mencionar o atual para compreender que em nada ele atuava.

O enredo também sofre com a falta de lógica. Kuroh, antigo servo do Rei Incolor, jura proteger Shiro no primeiro episódio, mas ao saber da acusação de assassinato e presenciar o vídeo que o comprovaria, resolve matá-lo. Só nisso três episódios – cheios de fanservice – são perdidos. Tudo para que no fim voltasse ao mesmo ponto em que aquela subtrama teve início e Kuroh voltasse a se aliar a Shiro.

Lógica é a essência de um bom mistério, um dos gêneros em que a obra se insere, e K Project deixa muito a desejar nesse aspecto. Mas, como um anime que também é de ação, [K] tem o mérito de ter dedicado um episódio inteiro à vítima que Shiro é acusado de ter matado, para demonstrar porque as personagens que o conheciam sofrem tanto com a sua perda.

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K Project segue o Rei Azul e aqueles que trabalham para ele, o Rei Vermelho e seus seguidores, e o trio Shiro, Neko e Kuroh e são justamente essas personagens que permitiram que o anime atraísse seus fãs, com um elenco variado em personalidades, mesmo que não não sejam aprofundadas.

Shiro é o típico garoto de cabelo branco de anime. Contudo, mesmo com as semelhanças óbvias, ele tem um ar de maturidade e um jeitinho malandro que o difere com relação aos outros. Já Kuroh é o seu oposto, um bom moço, comportado, cozinheiro nato, sem um ar de sabedoria como Shiro, sempre recorrendo aos ensinamentos do falecido Rei Incolor. Já a espevitada e divertida Neko, apesar de ser usada constantemente para fanservices, tem algo que como mulher eu aprecio: ela fica pelada por escolha e por preferência. E isso conta muito.

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K Project ganhou inúmeras versões em manga para preencher as também inúmeras lacunas do enredo. K: Memory of Red, K: Stray Dog Story, K Side: Blue, K Side: Red, K Side: Black & White, K: Days of Blue, K: The First, Gakuen K, K: Lost Small World. Além das já mencionadas sequências em filme, K: Missing Kings, e o novo anime de 2015.

Para quem já assistiu a primeira temporada, deixe nos comentários se pretende assistir a segunda. Pessoalmente, talvez eu retorne só pelo carinho que tenho pelo trio. E vocês?

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