Memórias de um fã: Evangelion

O terceiro impacto chegou.

Há aproximadamente 13 anos, meu eu também de 13 anos começava a desbravar de verdade o mundo dos animes e mangas. Pouco tempo antes havia pego minhas primeiras edições de Dragon Ball, somente pela curiosidade de ver o que acontecia após os capítulos que o SBT nunca chegou a mostrar nas manhãs de sábado.

Era só curiosidade, mas transformou-se em algo mais. Muito mais.

Hoje, dia 20 de novembro de 2014, está acontecendo o lançamento mundial da última edição do manga Neon Genesis Evangelion, algo que eu não esperava ver tão cedo. Para quem cresceu no mundo dos animes ali pelo final da década de 90 e início dos anos 2000, a obra de Hideako Anno e Yoshiyuki Sadamoto representava não somente a adaptação de um anime que mudou para sempre a indústria da animação japonesa dentro e fora do seu país, mas sim um verdadeiro ideal daquilo que o fã deveria buscar, a representação da obra-prima máxima.

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Em uma época onde a internet ainda começava a se popularizar, era difícil termos informações precisas e acesso aos milhares de títulos da forma como temos hoje. O que chegava até nós passava pelo filtro daquelas que, de alguma forma, conseguiam chegar até um fonte japonesa. Assim, Evangelion sempre foi tratado por quem trazia as informações para cá como a obra. Sua exibição no extinto canal Locomotion, também cercada por espécie de culto, ajudou a criar em nós uma vontade mórbida de ler Evangelion.

Lembro bem da emoção que foi o meu primeiro contato com o manga publicado em 2001 pela Conrad. Pra ser sincero eu nem sabia sobre o que era a história, mas ali, no meu impulso de quem queria ser fã dos animes e mangas cada vez mais, Evangelion já era o ápice.

Naquela banca do primeiro shopping aqui de Manaus, parei, peguei uma edição, folheei e sorri.

Hoje, depois de todos os percalços que a publicação de Evangelion sofreu por aqui após os problemas financeiros da Conrad, é com muita emoção que paro para pensar no lançamento mundial que a JBC está fazendo. Se recentemente Naruto terminou e mexeu com muitos, para mim o final de Eva tem um significado muito maior, colocando em perspectiva tudo pelo que eu e o mercado de mangas do Brasil passamos durante esse tempo.

Não sou mais o garoto de 13 anos fascinado por uma obra que nem conhecia, hoje faço parte do meio, mas ainda assim, espero sempre carregar comigo esse afeto e essas memórias tão boas que o manga me proporcionou.

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