Monster – Editora Panini – Vol. 14

Hoje teremos um review de Moster volume 14 que teve revelações do passado; novos personagens secundários e dúvidas.

Esse post está forrado de SPOILERS do volume 14 de Monster então se você ainda não leu esse volume corre lá, lê e depois venha ler esse post.

O volume começa com o final da “saga” mansão das rosas, que acaba sendo queimada. Nina sofre um trauma psicológico e acaba sendo cuidada por um artista de marionetes. É mostrado um flashback da infância dela e do seu irmão e, por fim, um guarda costa que cuidava da Eva é baleado e busca encontrar Tenma para lhe dizer algo muito importante.

No começo do volume acontece a revelação sobre o segredo do advogado de defesa. Há muito tempo ele sabia que o seu pai na verdade era espião e por motivo disso passou a não confiar em mais ninguém. Essa cena foi muito bem retratada pois é possível sentir o drama que o personagem passa em sua vida como consequência da descoberta sobre o seu pai.

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Além disso, esse fato acaba desmistificando quem ele era antes, um advogado que só atendia aqueles que eram inocentes e que levava o peso de uma justiça durante toda sua vida. Isso acaba causando uma “decepção” no leitor parecida com a que o personagem tem ao saber a verdade sobre o seu pai.

Após a mansão das rosas ser incendiada fomos apresentados a um novo personagem, o artista das marionetes que cuidou da Nina. Ele serviu principalmente para aumentar a responsabilidade dos contos infantis sobre a criação do monstro dentro de Johan. Esse fato pode ter deixado a cronologia um pouco difícil de entender, já que fica a dúvida se os grupos de leitura eram antes, depois ou ao mesmo tempo do orfanato 511. Porém isso serviu como escada de algo que há muito tempo deixava uma curiosidade no leitor: a infância dos gêmeos.

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Esse flashback poderia ser contado muito antes, porém ele poderia não ter tido a mesma coerência se não fosse dada essa importância à história infantil do demônio no espelho. Já era conhecido por parte do leitor que a Nina era quem tinha atirado na cabeça do irmão, isso poderia não condizer com a personagem (quando criança), principalmente pelo fato de que ela talvez não tivesse coragem no momento para atirar. Ela também poderia ter atirado no irmão por autodefesa, mas não faria sentido por causa do afeto que o irmão tem por ela. Então o autor utilizou a história do demônio no espelho para criar uma cena mais lógica com relação ao enredo que ele estava escrevendo, provando mais uma vez como ele consegue encaixar fatos e personagens novos para aprimorar o seu mangá.

No final do volume é usado um dos grandes clichês do cinema: “o guarda-costas e a dama em perigo” ou “o capanga a mulher do chefe”, mas ao contrário do que tudo indicava esta parte foi boa. Primeiramente não é utilizada a saída mais fácil, que seria criar um relacionamento amoroso entre o capanga e a ex-noiva de Tenma. Em vez disso é revelado que o grande problema dele em trabalhar com mulheres é o fato de no final ele acaba protegendo elas (algo “ligeiramente” complicado na vida de um assassino).

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Outro ponto é o gancho ligado diretamente com o próximo, que é o capanga indo falar diretamente com Tenma sobre aquilo que ele nunca teria visto se não fosse por causa de sua gravata. Isto pode ter relação direta com o fato que a única prova que incriminava Tenma era uma gravata que havia sido dada a ele pela sua ex-noiva e a gravata que o capanga usava também havia sido escolhida pela Eva.

Monster #14 foi bom, manteve a qualidade encontrada nos outros volumes, apresentando novos personagens e fatos sobre a trama. Fica a dúvida se posteriormente irão falar no manga sobre a chacina que ocorreu na mansão das rosas e se realmente a gravata era do mesmo estilo da que o Tenma usava. Então acompanhemos a reta final de Monster.

Quer discutir o volume, encontrou alguma coisa interessante que eu não citei ou discorda do que eu disse?

É só usar os comentários, só cuidado para não dar spoilers dos próximos volumes.

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