Shokugeki no Souma

Após conhecer Shokugeki no Souma, seus minutos na cozinha nunca mais serão os mesmos!

Quando a gente acha que já viu de tudo, eis que surge em uma revista tradicional do Japão um mangá ecchi sobre batalhas culinárias. Sim, é isso mesmo que você leu! O roteiro é bastante simples e bastante clichê, mas já é um dos maiores sucessos de vendas de encadernados e uma das promessas a se tornar um dos pilares da famosa Shonen Jump!

Shokugeki no Souma 2

Yukihira Souma é um jovem com um sonho bastante simples: Ser o melhor cozinheiro no Restaurante Yukihira, do qual seu pai é o dono e só existem ambos como funcionários. Realizar esse sonho seria fácil, se não fosse por dois empecilhos; Primeiro que seu pai é um dos melhores chefs do mundo, e, segundo, que ele fecha o estabelecimento para ir trabalhar em um restaurante nos Estados Unidos. O garoto fica super deprimido, mas acaba recebendo um desafio do seu pai – “Eu reabro o nosso restaurante e te coloco como chef principal se você se graduar na Academia de Culinária Tootsuki.”

O jovem cozinheiro aceita o desafio na hora e começa a estudar para ser um cozinheiro melhor, esperando reabrir o restaurante da família o mais breve possível, mas quando ele chega na academia, percebe que Tootsuki é a mais renomada escola de culinária de elite do mundo e que apenas 10% dos seus estudantes graduam-se por ano.

E agora, José… Digo, Souma?

Shokugeki no Souma 3

Em novembro de 2012, a Weekly Shonen Jump surpreendeu a todos quando anunciou um mangá de culinária como sua nova série. Naquela época, Toriko era o que mais se aproximava de um mangá sobre comida e mesmo assim era algo totalmente fora dos padrões compreensíveis. Atualmente com nove volumes, Shokugeki no Souma não foi o primeiro e com certeza não será o último mangá que trata do tema, mas já é um dos mais marcantes pelo fato de misturar o gênero com batalhas e doses de ecchi. O responsável pela arte é Saeki Shun, famoso no Japão pelos seus mangás hentais. Parte daí então, a exagerada e excitada reação dos personagens ao provar novos pratos.

O roteiro é escrito por Tsukuda Yuuto que já teve um mangá fracassado na mesma revista anos antes (Shounen Shikku), mas devido a alta complexidade das receitas e pratos culinários, ele conta com uma ajuda considerável na hora de criar sua história. Morisaki Yuki é uma renomada chef japonesa que também é modelo (?) e responsável pelos pratos criados por Yukihira Souma e sua turma.

Uma combinação pra lá de estranha, mas Shokugeki no Souma é a prova de que um desenhista de hentai, um roteirista de mangá e uma chef de cozinha são a combinação perfeita para a criação de um sucesso de vendas.

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Assim como os grandes chefs pelo mundo, a maioria dos pratos preparados pelos estudantes de Tootsuki são de extrema dificuldade e mesmo que você fique com vontade de prepará-los na sua casa, provavelmente você não terá essa chance. Não que eles não apresentem a receita ou o modo de preparo, mas algo que se repara ao ler o mangá é que muitos dos ingredientes não são acessíveis com facilidade. Nos resta ler a receita, salivar um pouco e rir da reação dos personagens ao prová-los, afinal convenhamos, por mais delicioso que esteja um prato, você nunca iria tirar a roupa para mostrar sua apreciação.

Outro fator que chama bastante atenção durante as páginas são os shokugekis. Um shokugeki nada mais é do que um duelo culinário onde dois cozinheiros preparam pratos com um tema como base e são julgados por quatro juízes. Na escola de Tootsuki existe um conselho de dez estudantes que são tidos como os mais bem sucedidos e os outros estudantes disputam uma vaga dentro desse conselho através dos shokugekis que dará privilégios como vagas nos melhores restaurantes do mundo ou até mesmo dentro da escola como se fosse um grêmio estudantil.

É neste conselho conhecemos a principal rival de Souma na escola, Erina Nakiri.

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Cada shokugeki é uma verdadeira batalha entre espíritos onde cada habilidade é posta à prova e isso acontece no maior estilo “torneio de lutas” que já vemos em outros mangas como Dragon Ball e Yu Yu Hakusho. O traço de Saeki Shun, apesar de puxar bastante para o ecchi no começo, começa a evoluir ao longo da história trazendo belas cenas de páginas duplas e capas de capítulos uma mais linda que a outra, empolgando sempre mais na hora dos duelos.

O mangá apresenta conceitos clichês dentro de um tema diferente e divertido que mesmo quem nunca se importou muito com culinária vai apreciar as batalhas entre pratos e o modo impressionante como eles são criados. Minha sugestão é que deem uma chance para a história, apesar do claro preconceito que um mangá de culinária sofre, pois é uma leitura que surpreende cada vez mais.

Após conhecer Shokugeki no Souma, seus minutos na cozinha nunca […]