10 obras para gostar de anime

10 obras para gostar de anime, porque, convenhamos, não é tão fácil quanto parece gostar desses desenhos de olhos grandes.

Quem já é fã de animes já há algum tempo talvez nem perceba mais, no entanto, a animação japonesa carrega na média de suas produções uma série de características que ao mesmo tempo que marcam os animes como algo único, também dificultam a aproximação de quem está de fora.

Apesar de gosto ser algo muito relativo, depois de uma boa pesquisa e um bom trabalho de filtragem, consegui fechar uma seleção de 10 obras que conseguem mostrar a diversidade dos animes, atender a um público não fã e ainda assim instiga-lo por aquilo que só o Japão consegue oferecer.

É bom salientar, porém, que eu tentei sair de algumas escolhas óbvias que encontrei em outras listas, como lotar o post de obras do estúdio Ghibli ou destacar séries já conhecidas até mesmo pelo grande público.

Hotarubi no Mori E

Hotarubi no Mori eDe longe a melhor escolha para iniciar alguém nos animes, tanto por sua execução técnica primorosa, quanto por sua história ao mesmo tempo cativante e curiosa para quem não está acostumado com o folclore japonês e suas variadas lendas.

A história da transformação de uma amizade em um amor impossível entre uma criatura mística e uma garota da cidade consegue dialogar sem grandes empecilhos entre todas as faixas etárias e todos os gêneros.

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Paradise Kiss

Paradise Kiss

Paradise Kiss, apesar de não estabelecer um grau de identificação tão forte com tantos públicos, é um anime perfeito para ser assistido principalmente por um público jovem, que passa pelas mesma dúvidas e experiências que o grupo de modelos, designers e estilistas dessa obra bem mais cosmopolita do que estamos acostumados a ver nas animações em geral.

Além de oferecer um consistente romance, também apresenta ao público questões relacionadas à sexualidade, identidade de gênero, preconceito, conformismo, crescimento e muito mais.

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Hotaru no Haka

Hotaru no Haka

Um dos grandes pilares do conhecido estúdio Ghibli, Hotaru no Haka – ou O Túmulo dos Vagalumes – é reconhecido por ser uma das animações mais tristes já produzidas, mostrando a busca por sobrevivência entre os horrores que a Segunda Guerra mundial causou na vida de dois irmãos japoneses quando esses se veem sozinhos em meio aos conflitos.

Inspirador e cruel ao mesmo tempo, a obra consegue atravessar barreiras culturais em uma amostra das diversas facetas que a natureza humana consegue apresentar.

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Monster

Monster

Transitando entre o pós e a Guerra Fria em si, Monster sai do arquipélago japonês para contar uma história de suspense e mistérios própria de grandes thrillers psicológicos ao colocar um médico japonês na caça de um sociopata que ele mesmo salvou quando este era criança.

Série mais longa dessa lista com 74 episódios, consegue desbancar facilmente todos os clichês e preconceitos possíveis que alguém possa ter contra os animes.

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Toki wo Kakeru Shoujo

Toki wo Kakeru Shoujo

Adaptação de um dos grandes nomes da literatura de ficção científica japonesa, Toki Wo Kakeru Shoujo carrega trabalha com maestria esse gênero, aproximando-o das escolhas cotidianas que nós mesmos faríamos, tudo envolto em um romance sutil que mesmo as viagens no tempo da protagonista não conseguirão apagar.

Bonito, dinâmico, engraçado e emocionante, mostra a flexibilidade com que a animação japonesa consegue trabalhar sem cair no esquisito.

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Detroit Metal City

Detroit Metal City

Arte desleixada, politicamente incorreta e com uma premissa que facilmente a colocaria ao lado de séries como Frango Robô ou Aqua Teen do saudoso bloco AdultSwim, Detroit Metal City mostra todo sofrimento e trapalhadas que um cantor de death metal japonês enfrenta ao fazer um imenso sucesso com suas canções sanguinárias quando na verdade ele possui uma personalidade doce e gostaria apenas de cantar um pop meloso.

Cômico sem cair demais para um humor tipicamente nipônico, a série possui episódios rápidos de 13 minutos que deixam a comédia bem dinâmica e sem desgastar a fórmula.

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Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Fullmetal Alchemist BrotherhoodInicialmente voltada para o público masculino jovem, a saga dos irmãos Elric, alquimistas em busca da pedra filosofal, traz consigo muito mais do que uma simples aventura entremeada por lutas e batalhas: dialogando tranquilamente com conceitos complexos como política, guerra, busca por uma identidade, pela corporeidade e pela noção de um sentido para vida, Fullmetal Alchemist ultrapassa qualquer demografia e idade para cativar seus espectadores e entregar uma obra com alta qualidade de ação, aventura, fantasia, drama e comédia.

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Fate/Zero

Fate-Zero

Mais recente dessa lista, Fate/Zero é um épico que mostra até onde a animação japonesa pode chegar em uma série para televisão se assim quiser. Em uma guerra grandiosa entre lendas da história humana e poderosos magos em busca do Santo Graal que realizará qualquer desejo, temos um prato cheio para aqueles que desejam ação e um elenco de personagens odiosos e carismático que há algum tempo não vemos mais nos filmes americanos.

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Paprika

Paprika

Obra que inspirou o filme A Origem, Paprika trata da corrida contra um criminoso que entra nos sonhos das pessoas através de uma nova tecnologia desenvolvido para tratamentos psicológicos com claras influências da escola psicoanalítica freudiana.

Belíssimo em sua arte e animação, conjuga perfeitamente som e imagem com seu roteiro instigante, até entregar um dos filmes mais consistentes e desafiador que a indústria japonesa de animação já fez até hoje.

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Mobile Suit Gundam Unicorn

Mobile Suit Gundam UnicornA indicação mais arriscada dessa lista, por isso vindo por último, Gundam Unicorn precisa ser visto não somente por sua qualidade técnica e de roteiro, mas pela importância histórica que a franquia Gundam com seus robôs gigantes possui para os animes e mesmo para animação mundial. Em um trama de conflitos bélicos entre a Terra e colônias especiais, temos aqui o encontro interessante entre o pop e o cult, tudo dependendo de para onde você quiser seguir.

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Agora é com vocês! Apresentem esse post para amigos, parentes, namorados e namoradas que ainda não entendem o seu vício pelos animes. Quem sabe eles não se tornam mais um fã?

Que outros animes você acha que seria interessante apresentar para alguém leigo no assunto? Deixe nos comentários.

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