[Coluna Hanyan #1.5] Vitamin

Olá!

Muito tem se falado sobre o caso de Minami Minegishi do AKB48, você pode inclusive ler os textos do Denys (eu dei a minha opinião lá também) e da Valéria Fernandes do blog Shoujo Café 1 e 2. Como o assunto já foi muito discutido, eu não pretendia escrever sobre o ocorrido.

No entanto, enquanto eu conversava com uma amiga minha sobre o tema, ela me perguntou se eu já havia lido o manga Vitamin. Confirmei, mas disse que não entendia a relação. Então fui reler a obra e percebi que sim, tem muito a ver. O mangá não discute sistema de idols, lolismo nem nenhuma das questões que considero vitais no caso Minami, mas ambos partem de uma situação sexual tomando proporções públicas e expondo suas protagonistas à humilhações.

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Vitamin é um mangá de volume único que teve seus capítulos originalmente publicados em 2001 na revista shoujo Bessatsu Friend – a Betsufure. Sua autora é Suenobu Keiko, a mesma de Life. Quem conhece o trabalho da autora já deve estar imaginando: o mangá trata sobre ijime (o famoso bullying) que no Japão toma proporções extremamente violentas.

Logo de início somos apresentados à Sawako, uma estudante típica japonesa que divide seu tempo entre os estudos, os colegas de classe e o namorado. Tudo seria muito normal, se seu namorado não fosse um tanto quanto… psicopata. Ele a força em todo tipo de situação sexual, inclusive em locais públicos. Em um dos cenários pervertidos criados pelos rapaz, eles são flagrados por um colega fazendo sexo na escola. E é assim que o inferno de Sawako começa.

vitamin_124 2A notícia logo se espalha e o menino se isenta de qualquer responsabilidade, deixando a nossa protagonista sozinha à mercê dos bullies que então sofre toda sorte de humilhações e maus tratos, físicos e psicológicos. Abandonada por seu namorado, desacreditada por seu professor (que diz que a juventude de hoje está “sensível demais”) e com medo de se abrir em casa, ela se isola completamente.

Sawako (assim como Minami) se culpa pelo seu infortúnio, e de alguma forma doentia espera receber o perdão de seus colegas, como se ao invés de ter sido agredida por eles, fosse culpada por tê-los decepcionado. As meninas tiveram suas intimidades devassadas, sob o simples pretexto de que não podem reclamar, afinal buscaram isso para elas mesmas. Em momento algum elas param para pensar que estão sendo execradas apenas por exercerem sua liberdade sexual e que a sociedade está rechaçando-as por não serem mais castas e tomarem as rédeas sobre seus corpos. Tudo bem que Sawako era pressionada para fazer sexo, mas seus colegas não sabiam disso e a maltratavam justamente porque imaginavam que ela fosse uma moça “liberal”.

No entanto, a redenção de Sawako é bem diferente da de Minami…

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Depois de um período de introspecção, Sawako revisita seus antigos sonhos e se lembra que desejava ser uma mangaká quando criança (sonho esse que ela abandonou após ver seus pais extremamente orgulhosos de sua irmã, que optou por um caminho de formação tradicional). Quando decide então voltar a desenhar, ela encontra na arte a sua catarse e  finalmente percebe que vai ter que juntar forças para enfrentar seus problemas.

Enquanto Minami pediu perdão, Sawako se assumiu. Ela percebeu que não tinha nada de errado com ela, e sim com as pessoas que a maltratavam. Com sua força e determinação, conquista o apoio de sua família que a ajuda a superar seus problemas.

Suenobu Keiko criou uma história curta capaz de comover a todos. Ela dá esperança àqueles que sofreram no colégio e também fala com os bullies, mostrando para eles o quanto suas “brincadeiras” podem destroçar uma pessoa. “Falar com bullies” é um eufemismo… Vitamin é um verdadeiro rasgo na cara de quem achava o máximo sair por aí humilhando os outros na escola. Porque sejamos sinceros, muitas vezes a escola é um ambiente violento bilateral, ou você está batendo ou apanhando, não tem como fugir disso. Quem fica omisso acaba contribuindo para a agressão continuar e muito provavelmente volta pra casa com crise de consciência

vitamin_064 bordaAlém de fazer uma análise cruel do campo de batalha escolar, a obra consegue ainda tratar de outros temas pertinentes à essa fase, como a pressão para ser bem sucedido, o julgamento da sociedade, a falta de apoio em casa e a luta pelos sonhos. É uma história poderosa que consegue falar muito para quem é ou já foi jovem.

Vitamin não é extremamente detalhado devido à sua breve duração, mas não pensem que a autora lhe dará algum tipo de trégua ou conforto. Em apenas um volume, Suenobu expõe graficamente a face mais obscura do ambiente escolar de um modo cru, frio e bastante perturbador, jogando nos leitores a maldade que os jovens podem atingir quando se sentem protegidos por um grupo e a passividade das figuras de autoridade que preferem ignorar casos como esse para fingir que tudo funciona na mais perfeita paz e segurança dentro da instituição.

Digo isso porque a história se passa em uma escola média japonesa que em termos de comparação se assemelha a uma escola de alto nível brasileira. Normalmente nesse tipo de colégio o aluno é submetido à carga horária excessiva e à muita pressão e stress, visando apenas resultados práticos, como o vestibular (digo isso por experiência própria). Enquanto todo mundo estiver estudando para passar nos exames, quem liga para certos “efeitos colaterais” desse processo? Engraçado que com essa busca por resultados práticos acima da saúde mental e da dignidade dos indivíduos voltamos a dialogar com o agressivo sistema de idols…

vitamin_143 bordaQuando Sawako pede a ajuda de seu professor ele afirma claramente que os ânimos estão exaltados por conta do stress das provas, e aconselha a menina a continuar estudando e ser forte para “lidar com isso”. Porque naturalmente, quando as meninas rasgam a sua roupa e te violentam no banheiro, a sua maior preocupação de vida é o vestibular. Citei essa passagem da história porque acho que ela representa não só um exemplo literal da violência que pode ocorrer dentro de um ambiente que deveria ser seguro, mas também funciona como uma metáfora para o “estupro mental” que acontece com muitos estudantes durante a vida escolar.

Às vezes a escola tenta tirar o elemento humano do aluno, tenta fazer ele esquecer de quem é. O aluno é só mais um número, um produto para elevar o nome da escola, quanto menos distrações ele tiver maior a chance de que produza bons resultados.  Vitamin nos ajuda a lembrar a importância de descobrirmos quem nós realmente somos e do poder dos nossos sonhos.

vitamin_131 bordaPessoalmente eu creio que não é de hoje e não é só no Japão: a escola foi e sempre será um ambiente hostil. Junte centenas de adolescentes, pilhados por pressões em casa, com medo do vestibular e assustados com a vida e você tem a fórmula secreta para criar uma bomba relógio. O problema é quando essa hostilidade generalizada passa dos limites e começa a afetar as pessoas. Talvez Vitamin seja revolucionário justamente por dizer essas verdades veladas, e por seu final tão “politicamente incorreto” (mas que lava a alma de qualquer estudante).

Recomendo a leitura de Vitamin para todos. É um daqueles mangás curtos bem desenvolvidos que não precisam de tantos capítulos para dizer muita coisa. E também vale como reflexão: eu já magoei alguém? E se fui magoado, eu já consegui seguir em frente?

Até o fim do mês (dia 27, creio eu) com a oficial segunda edição da nossa coluna Hanyan!

(E se você se interessou, pode ler mais sobre Vitamin no texto escrito por Leo Kitsune do Video Quest aqui, que apresenta uma perspectiva bem diferente sobre a obra).

Mallu

P.S: Antes que saiam por aí falando que a Mallu é revoltadinha, saibam de uma coisa: eu sempre fui uma estudante dedicada e ia muito bem na escola, obrigada. Eu só nunca acreditei nessa versão politicamente correta de caminhos pré-estabelecidos e de dizer que a escola é o Santo Graal do mundo, e acho que é preciso muita inteligência emocional para passar por ela mentalmente ileso. E eu concordo muito com a mensagem de Vitamin: a escola não define a vida de ninguém.

Sobre Gabriela N.

Apaixonada pelo cinema, pelo teatro e pela literatura. Devota das artes e das ciências sociais e humanas. Fã de séries e de HQs. Fangirl, geek, retrô. Clichê.

Olá! Muito tem se falado sobre o caso de Minami […]

25 thoughts on “[Coluna Hanyan #1.5] Vitamin”

  1. Ótimo texto! Já havia lido esse mangá e concordo totalmente. A escola é supervalorizada de uma maneira muito forte, como se ela fosse a única coisa que formasse o cidadão, como se fosse a úncia fonte de conhecimento. Hoje, com a internet, a informação é muito mais acessível e isso fica ainda mais idiota. Eu não tenho o “objetivo de vida” de fazer vestibular como a maioria dos meus colegas e já ouvi de uma professora que “Se tu não quer fazer faculdade, pode sair da sala, não do aula pra vagabundo.”. É um exemplo de o que a maioria pensa. A instituição é over hated…

    1. Não que eu desencoraje ninguém a obter uma formação universitária, longe de mim. Mas realmente me preocupa o fato de que atualmente o objetivo maior da escola é preparar o aluno para uma única prova.
      O conhecimento tem que ser valorizado por ele mesmo, a escola deveria ser um lugar onde se aprende para fugir da ignorância, para elevar o espírito e não para mecanizar procedimentos de vestibular, isso é ridículo.
      Treinar conhecimentos específicos para uma prova me remete àqueles circos antigos que batiam em animais para fazer peripécias. É tudo artifício, é um “falso conhecimento”. Na minha opinião o que menos acontece hoje em dia é de fato se aprender no colégio. Eles só treinam o aluno para realizar alguns truques, pouco importa o que ele vai carregar para a vida.

      Eu pessoalmente acredito que a escola deveria fornecer formação para a vida, e tornar o estudante uma pessoa culta que aprecie o conhecimento. Quando o aluno quiser se preparar para o vestibular, ele pode frequentar um cursinho específico para isso. É por essas e outras que tem tanta gente tapada sem noção de nada tirando 10 em provinha.

      Momento desabafo, perdão.

      Obrigada pelos elogios e pela sua opinião, espero te ver aqui mais vezes!

  2. Nossa, obrigado mesmo por indicar esse mangá, assim que vi as imagens e a impactante resenha dele mostradas aqui, fui logo ler(nem sou de fazer isso) e não me arrependi! Realmente, mostra um lado da escola que muitos sabem que existem mas tentam ocultar, além de que uma das coisas que impulsiona consideravelmente a protagonista é algo que acho muito importante: o apoio dos pais!

    1. Victor, fico muito feliz que a dica tenha sido útil para você!
      De fato Vitamin trata de questões importantes e gosto muito da abordagem que faz da questão dos pais, que também considero super importante.
      Obrigada pelo seu comentário e até a próxima!

  3. Muito obrigada por falar sobre esse manga. Li ele há vários anos atrás e fiquei realmente chocada, mal mesmo, com o estômago embrulhado! Na época não conhecia a fundo toda essa pressão e esse pensamento machista, e extremista, doentio japonês e fiquei realmente pensando se a história não era exagerada. Depois disso fui procurar informação e acabei conhecendo mais da vida do Japão e desse lado obscuro deles…Então acabei conhecendo outras shoujos com essa temática ou similares (como Hana Yori Dango) e continuei chocada com o nível de bullying exercido por lá a apresentado nas histórias. Achei a escolha do tema muito boa, muito adequada pro momento. Parabéns pelo seu texto e continue nos trazendo mais :)

    1. Muito obrigada pelos elogios Roberta!!
      Realmente, o bullying no Japão é uma loucura e atinge proporções assustadoras, a gente até pensa que é mentira.
      E como eu estava conversando com uma amiga minha ontem, “Hana Yori Dango” é um mangá COM bullying, porque o foco da história inicialmente é esse, mas depois passa a ser o romance dos protagonistas, e também tem muitos momentos de comédia que tornam tudo mais leve. Já “Vitamin” e “Life” são mangás DE bullying, não te dão descanso, são crus e pesados. Se você gosta de ler sobre o tema, eu também te recomendaria “Life” :D

      Fiquei muito feliz com comentário e a coluna continua sim, logo tem mais! Espero te ver aqui mais vezes!

    1. hahaha você que é linda por me dar a ideia! Obrigada!!! (se não fora minha Paloma, a amiga que eu citei no post, por favor desconsidere essa parte hehe)
      Realmente Vitamin também me deu uma forcinha enquanto eu ainda estava no colégio…
      Obrigada pelos elogios!

  4. Mallu,

    Não sabia da existência dessa coluna aqui no Gyabbo, mas encontrá-la foi uma grata surpresa, você escreve muito bem e soube contextualizar o tema igualmente bem. Parabéns.

    “Pessoalmente eu creio que não é de hoje e não é só no Japão: a escola foi e sempre será um ambiente hostil. Junte centenas de adolescentes, pilhados por pressões em casa, com medo do vestibular e assustados com a vida e você tem a fórmula secreta para criar uma bomba relógio. O problema é quando essa hostilidade generalizada passa dos limites e começa a afetar as pessoas.”

    Este parágrafo do texto, já diz muito do que tinha pra dizer. Só gostaria de acrescentar a questão dos grupinhos que se formam no colégio, pois por conta deles fui omisso em muitos momentos em que não deveria ter sido, durante a minha adolescência com medo de reprovação dos colegas.

    1. Nossa Pedro, muito obrigada mesmo! hahaha

      E realmente, toda a questão de grupinhos exerce uma pressão ainda maior dos alunos, coagindo as pessoas a não fazerem nada para mudar o cenário. E isso acaba perpetuando o ciclo de agressão.

      Até a próxima!!

  5. No japão que eh um pais famoso pela sua disciplina e por um ótimo sistema educacional temos esse tipo de problema,o apelo da altora eh valido,já que o ambiente responsável por nos torna cidadãos esta traumatizando crianças e adolescentes no mundo inteiro,mas quem sabe através da arte poderemos alcançar essas mentes perturbadas,pode ser uma boa saída pra esses ambientes hostis nas escolas,e parabéns pelo texto,todos os temas do manga foram muito bem colocados e comentados,

  6. Eu conheci este manga graças ao Leonardo Kitsune do Videoquest, em um texto em que ele se viu no lutar do agressor. Após conhecer a obra recomendei para vários alunos meus que a lessem. Creio que mesmo que pouco deve tê-los feito pensar um pouco no que fazem uns com os outros.

        1. (Momento fangirl gritando enlouquecidamente pq a pessoa cujo trabalho você acompanha comentou seu texto. Voltando a ser uma pessoa sensata e centrada em 3,2…)

          Agradeço pelo elogio e pelo incentivo, até a próxima!

  7. Excelente texto, Mallu =D

    O bullying é uma realidade no mundo inteiro, mas no Japão a coisa se torna mais cruel pelo fato de que se culpa a vítima. É aquela história do “não é flecha que me fere, EU é que me deixei ferir”. Na verdade esta frase foi cunhada buscando o desenvolvimento pessoal (não culpe os outros pelos seus erros, não guarde mágoa, supere seus medos), mas como quase tudo neste mundo, pode ter sua interpretação totalmente deturpada: em lugar de pensar “se alguém te agride talvez você tenha dado motivo, reflita sobre suas atitudes”, acredita-se que “se alguém te agride a culpa é sua”.

    Quanto a questão do vestibular, basta ver quem está no topo das listas: são sempre jovens que REALMENTE queriam entrar pra faculdade, que tinham traçado a meta por vontade própria e não por pressão da família. São jovens cujos pais deram apoio e disciplina na hora e na dose certa, sem serem rígidos nem permissivos/omissos.

    Mais do que qualquer coisa, é preciso que o jovem descubra o caminho que REALMENTE QUER seguir. Existem muitas profissões bacanas para as quais não há faculdade, em algumas é preciso fazer cursos técnicos específicos, em outras só precisa ter a cara e a coragem pra correr atrás de uma oportunidade, batalhar e ralar muito.

    Nossa, o comentário ficou gigantesco, desculpa… ^^;

    1. Muito interessante a sua explicação sobre as diferenças do bullying, era tudo o que eu sentia mas não consegui sintetizar haha

      Você está certíssima, existem muitos jovens que realmente querem fazer o vestibular naquele momento e sabem perfeitamente que carreira escolher. Mas pelo que eu percebi, por experiência própria, em ambientes com muita pressão, os alunos raramente sabem o que fazer. A maioria escolhe uma carreira para agradar aos pais/professores, acaba indo para qualquer faculdade só para não precisar fazer cursinho e desapontar os pais (porque eu descobri que existem pais que ficam “desapontados” com um ano a mais de estudo). A verdade é que quase ninguém sabe o que quer fazer porque nunca tiveram tempo (nem liberdade) para pensar nisso, eles passam o dia todo na escola e a noite estudando para o dia seguinte… É muito triste ver tanto potencial desperdiçado por conta de alguns caminhos traçados previamente que se vendem como “corretos”. Não vou nem entrar no assunto que nessa de forçar um conhecimento (muitas vezes desnecessário) exagerado no aluno, a escola mata a chance de ele obter qualquer tipo real de cultura, fazendo com que ele se torne uma mente padronizada e sem muita personalidade (se na casa dele ele não recebe incentivo à erudição, raramente receberá na escola).

      E concordo com você, muitas profissões legais nem precisam de formação universitária, mas na maioria das vezes o estudante não tem nem a possibilidade de cogitá-las, ele é pressionado para obter uma formação universitária (e as vezes nem imposta a qualidade, contanto que ele entre direto na faculdade depois do Ensino Médio).

      Por favor, não peça desculpas pelo tamanho do comentário! Sinta-se a vontade para comentar sempre e o quanto quiser!
      Obrigada pelos elogios e até mais!

  8. “Normalmente nesse tipo de colégio o aluno é submetido à carga horária excessiva e à muita pressão e stress, visando apenas resultados práticos, como o vestibular (digo isso por experiência própria). Enquanto todo mundo estiver estudando para passar nos exames, quem liga para certos “efeitos colaterais” desse processo? Engraçado que com essa busca por resultados práticos acima da saúde mental e da dignidade dos indivíduos voltamos a dialogar com o agressivo sistema de idols…”

    O engraçado é que idols (e artistas no geral) tendo suas vidas restringidas por contratos abusivos de trabalho não é algo novo no showbiz japonês; no entanto, você vê casos e casos na internet e inconscientemente adquire a visão de que a coisa é “maluca” por lá, mas não percebe que algo muito similar se passa na escola em que estudou, na vida de muitos outros adolescentes e, também, na sua própria vida. Eu sinto na pele a pressão do vestibular, e não tinha notado o quão parecida é a minha situação com a da Minami Minegishi. A sua comparação foi fantástica :) E, também, tão cabível que eu até senti uma cutucadinha na minha consciência me alertando para eu escolher o melhor caminho para mim…

    Vitamin e Life são dois mangás bastante conhecidos, e MESMO ASSIM eu ainda não tive coragem de ler nenhum deles, porque, por tratarem do bullying no Japão (que a gente já imagina ser mais hardcore e tal – não que o bullying por si só não seja, claro; mas o bullying entre os estudantes japoneses, ao menos do modo como é retradado, consegue transmitir um quê a mais de repugnância), eu imagino que tenham algumas cenas de revirar o estômago. Mas depois de ler o seu texto, estou considerando PELA PRIMEIRA VEZ ler Vitamin ;D

    1. Muito obrigada pelo elogio! Sério mesmo! E fico feliz que o meu post tenha te tocado de uma forma positiva :D

      Fico emocionada por fazer te considerar ler Vitamin hahahaha eu acho que é uma leitura que valha a pena, e sim, ambos os mangás tem cenas pesadas. Mas elas são necessárias, elas precisam estar ali, sabe? Se não seria uma forma muito superficial de tratar do problema, e a autora não quer isso. Ela não quer que a leitura seja tranquila, ela quer que doa, ela que provocar essas emoções. E a compaixão não é justamente um dos maiores elementos que indicam a humanidade?

      Eu acho que Vitamin é um bom começo, por ser mais curto e não ter taantas cenas “violentíssimas” (por pura falta de espaço hahaha). Life já é fase 3 XD

      E como “teacherlivia” comentou de uma forma muito sagaz, talvez o bullying no Japão soe mais doloroso pelo fato de que as vítimas lá acabam se sentindo responsáveis pelo abuso que sofrem. É muito triste.

      Adorei seu comentário e espero te ve aqui mais vezes!

  9. Nossa, li hj ç.ç Para mim:

    Vitamin: mangá 18+ sobre sexo entre namorados (lê-se estupro), amizades verdadeiras (bullying de quem vc menos espera), muita humilhação, dor, lágrimas (bota lágrimas nisso), cenas pesadas, sentimento de raiva e incredulidade, mas com um final que jamais esperei. E tudo isso num único volume. Sensacional. Recomendo demais ç3ç Emoticon heart

    Mas, cuidado, cenas fortes é o que não faltam… E de situações tão perto de nós, tão do nosso lado… que provavelmente conhecemos alguém que viveu algo parecido a isso.

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