Magi – The Labyrinth of Magic – Primeiras impressões

Existem diversos motivos que eu poderia usar aqui para tentar explicar o sucesso de um dos pilares do manga shounen moderno, Dragon Ball. No entanto, em referência ao post de hoje sobre as primeiras impressões de Magi – The Labyrinth of Magic gostaria de lembrar de apenas um, talvez o mais simples e menos lembrado: O início da grande jornada.

Sim, porque não seria exagero dizer que existe uma genialidade na forma como as aventuras de Son Goku se iniciaram. Se por algum motivo bizarresco você não tiver lido/assistido ao início de Dragon Ball, temos a jovem Bulma, com seus valores corrompidos por uma sociedade que mesmo fictícia, mostra-se claramente capitalista e consumista, encontrando o jovem e ingênuo Goku, tão bondoso que a máxima de Rousseau – “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe” – não consegue atingi-lo mesmo na sua posterior fase adulta.

Neste primeiro episódio Toriyama conseguiu dar o tom perfeito daquilo que viria a ser as aventuras em busca das esferas do Dragão (até que o dinheiro falasse mais alto e a obra virasse o maior battle shounen de todos os tempos – sem nenhum tom pejorativo nesta afirmação), com um contraste bem equilibrado entre seus protagonistas, mostrando o ambiente ao redor com suas diversas particularidades e apresentando o grande objetivo inicial.

E se Dragon Ball marcou uma geração de mangakas, sendo uma das maiores influências do que temos hoje no shounen, isso não poderia ser diferente com Magi – The Labyrinth of Magic, obra publicada desde Junho de 2009 na Weekly Shounen Sunday (lar de obras clássicas como Cyborg 009, Ranma 1/2, Detective Conan e muitas outras) pela autora Shinobu Ohtaka, contando atualmente com 14 volumes encadernados.

Saindo da influência chinesa que Dragon Ball possui, Magi utiliza-se de personagens e elementos das folclóricas históricas arábicas da secular coletânea conhecida no Brasil como “As mil e uma noites”. Claro, tudo com um grande liberdade para atualizar esses elementos ao gosto do público japonês.

Da mesma forma como o infantil e pequenino Goku se encontra com a ambiciosa Bulma, aqui temos Aladdin, um magi possuidor de uma flauta mágica capaz de invocar Ugo, um gênio com gigantesca força física, além de executar algumas mágicas (neste primeiro episódio não deu pra perceber até onde vão os poderes mágicos dos dois).

Em sua busca por encontrar outros gênios Aladdin encontra com Alibaba Saluja, um jovem que por sua fragilidade física e social, quer enriquecer por qualquer meio para ascender na vida. Para isso, pretende “completar” toda uma Dungeon, estruturas, similares aos minaretes islâmicos, que sugiram abruptamente há 14 anos, prometendo fortuna, poder e magia aqueles que conseguirem vence-los.

É obtendo o mesmo êxito de Dragon Ball no primeiro episódio – estou comparando episódios, não obras – ao estabelecer muito bem as regras básicas que comandam o mundo em que a história se passa, apresentando e desenvolvendo bem o relacionamento entre os seus protagonista e apresentando claramente um objetivo inicial interessante para uma série de aventuras e fantasias que Magi desponta com uma das mais fortes estreias dessa temporada de Outono 2012.

Um ponto que me chamou bastante atenção nesse episódio foi a falta de pudor dos produtores com o politicamente correto. Desta forma, temos sangue, temos teor erótico (em uma versão mais “moleque”, própria dos shounens), temos a podridão de uma sociedade tão dividida socialmente, temos a crueldade humana em cena, algo que cada vez mais vem sendo afugentado das adaptações de grande shounens como Hunter X Hunter e Toriko, por exemplo.

Magi pode se tornar o próximo grande sucesso shounen? Tem um imenso potencial para isso e por julgar pelos comentários daqueles que leem o manga, é de se esperar que sim. Muito se fala sobre ele repetir o sucesso de Ao no Exorcist, até por ser do mesmo estúdio (A-1 Pictures), mas sem o perigo de cair para os fillers tão cedo – algo que resultou em uma grande queda de qualidade na reta final da (primeira?) temporada do exorcista das chamas azuis – pelo longo material original que já possui, podemos imaginar um resultado ainda melhor!

Ao equilibrar aventura, fantasia, ação e comédia e fugir dos clichês medievais/japoneses para um série desse tipo, Magi mostrou que todo hype criado em cima de si não era um exagero. Tudo isso com uma produção financeiramente carregada, permitindo unir arte, animação e fotografia a um roteiro promissor é com certeza uma ótimo prognóstico!

E você, o que achou do começo das aventuras de Aladdin e Alibaba?

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Argama

Anikenkai

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10 thoughts on “Magi – The Labyrinth of Magic – Primeiras impressões”

  1. Melhor estréia dessa temporada até agora, disparado, e não falo puramente por gosto pessoal. Eu não leio o mangá, então não tenho muita propriedade pra falar sobre, mas esse primeiro episódio foi lindo, sério, a muito que eu não assistia a um episodio de anime e me sentia da forma com me senti ao assistir Magi. Falo daquela emoção de quando se assistia Dragon Ball (a exemplo do post) na TV, com toda minha inocência e ingenuidade de criança, na expectativa pelo próximo episódio.

    Magi tem tudo pra ser aquele shounen que a muito não se via, e espero que mantenha o alto nível ao longo da série.

    A parte técnica do anime, apesar de não muito comentada no texto, também está muito boa, seguindo já um padrão do estúdio A-1. Animação, trilha sonora, direção…de fato, pouco se tem a reclamar.

    Muito boa analise, mas acho que tenha se prendido demais nas comparações, em principal com Dragon Ball, apesar de ter sido uma forma de mostrar toda a essência que o episódio passou, e eu de fato concordar.

    ^^

  2. Melhor estréia da temporada na minha opinião (isso porque sou uma garota que adora shoujo, e que a-d-o-r-o-u os que estrearam nessa temporada). Magi será mesmo algo grande, acho. Quero dizer, a história, os personagens, o gráfico, a trilha sonora, tudo isso chama muito atenção, e Magi não decepciona. O primeiro episódio foi algo muito bonito e divertido de ser ver; realmente espero que o anime continue nesse ritmo! (:
    P.S.: A melhor coisa desse episódio foi definitivamente a Elizabeth, você deveria ter comentado sobre ela. u_u

    1. O que você quer dizer com ”publico infantil”? magi é uma anime e um manga de muito potencial,digo isso pq leio o manga e sou apaixonada e tenho certeza que o anime não vai ser diferente. Não se pode julgar nada só por um episodio.

      1. Bom, o meu comentário foi baseado no anime. Se o mangá é diferente, tem potêncial etc, são outros quinhentos…
        Na minha opinião é infantil sim, e ser infantil não significa ser ruim. Ok?
        Você é apaixonada pelo mangá? Ótimo! Fico feliz por você. Quem sabe algum dia eu lerei também, pq definitivamente o anime não me agradou.
        Sobre julgar só por um episódio, isso é muito relativo. No caso de Magi, o primeio episódio não teve absolutamente nada que me agradou. Ai fica complicado continuar né? Principalmente com tanta coisa pra assistir.
        Janaina, sem ressentimentos tá? É só a minha opinião, abs.

        1. Olha, eu gostei muito, me agradou bastante o anime, tem mostrado potencial para ser um dos melhores para 2013, enfim, tente ver o resto dos episódios, pois, os principais vem mostrando quem realmente eles são e a história de cada um, enfim, abraço (:

  3. Comentando um pouco depois da estréia né mas enfim… sem dúvida alguma magi tem um enorme potencial, a mto tempo que não me sentia “satisfeito” assim com um anime, no primeiro episódio já deu pra sentir mto bem td a emoção que a obra pode apresentar, cheguei a ficar arrepiado na parte que o aladdin diz para o alibaba “seja meu amigo”, me lembrei imediatamente de dragon ball e td o carisma que os personagens esbanjam, sei que é meio cedo pra falar isso mas pra mim, foi junto com kuroko no basket, um dos melhores animes do ano xD

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