La storia della Arcana Famiglia – Primeiras impressões

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La storia della Arcana Famiglia estava na minha lista como um dos animes da categoria “Prometem muito”, influenciado pelo fator máfia da história e pelo design original dos personagens ser bem “cool”. Dentro da uma temporada inicialmente fraca – e que até o momento não se mostrou muito diferente dessas previsões – esses pontos, junto de um enredo interessante já garantiam boas esperanças para essa série.

No entanto, após os dois primeiros episódios a mesa virou e o que era empolgação virou decepção.

Felicità é filha do “poderoso chefão” de uma família de mafiosos que receberam habilidades especiais ao fazerem contratos com um dos 78 Arcanos do Tarot – logo, Arcana Famiglia em italiano. No entanto, o “Papa” anuncia sua aposentadoria e resolve que para decidir quem será o próximo chefe do grupo haverá um torneio entro todos os membros e que além disso, o vencedor irá casar com sua filha.

Não aceitando ter seu futuro decidido pelo pai em um joguete de mafiosos, Felicità resolve ela mesma entrar no torneio, afinal, ela também fez um contrato com um dos arcanos, tendo a habilidade de ver o interior do coração das pessoas. Ah, ela também luta muito bem, poder do coração só funciona no Capitão Planeta.

Apesar de ser baseado em um Otome Game (jogo voltado para o público feminino, normalmente focado no romance), muito se esperava em Arcana Famiglia um equilíbrio entre o romance e o fator do harém reverso com a ação que envolve um grupo de mafiosos com poderes. Infelizmente, já no começo do primeiro episódio podemos perceber que o estúdio J.C. Staff não tem exatamente isso em mente, sendo muito mais preocupado em mostrar os personagens em formas estilosas, mas estáticas, em detrimento de boas cenas de ação.

Se a ação já não empolga, o outro fator de interesse na série, sua protagonista forte e de personalidade, rapidamente se dilui, mantendo sua imagem de “durona” apenas em pequenos momentos, passando a maior parte dos episódios como uma garota frágil, tímida e abobalhada.

E não só Felicità acaba se mostrando uma personagem sem graça como os outros também ficam presos dentro de estereótipos e maneirismos tão marcados que soam forçados e chatos (não aguento mais ouvir o Debito falar “Bambina”). Assim, uma história que é de fato interessante acaba se perdendo em meio a uma animação instável e uma arte apagada.

Completando o quadro da decepção, o segundo episódio da série, quando você já está meio em dúvida se continua ou não assistindo, foi gasto completamente em uma ridícula caça ao gato. Literalmente. Temos um segundo episódio inteiro ao redor de achar e devolver um gatinho branco a sua dona. Qual o comprometimento do roteiro com algo animador após uma escolha dessas? Não sei e não ficarei para descobrir.

Ainda, nem se olharmos para o fator shipper do anime – torcer por determinada formação do casal final – podemos criar muitas expectativas. Fica claro já nesses primeiros episódios que por mais que o anime dê voltas, sua atenção está focada no triângulo Felicità, Nova e Libertà.

Apesar de soar bastante interessante ao primeiro momento, seja visualmente, seja pela história base, Arcana Famiglia não conseguiu mostrar nos quarenta e cinco minutos iniciais algo que me fizesse continuar assistindo. Existe, porém, um alto potencial para o anime crescer, mas eu realmente acho que isso não acontecerá.

Boa sorte para quem quiser continuar acompanhando.

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