Giant Killing – Conclusão

Olá leitores do Gyabbo! (ou quem tenha parado aqui por acaso), como estão? No momento eu deveria estar dormindo, tenho aula daqui a pouco, mas o que custa um pouco de sono para quem já está acostumado, não? Como estou com muitos posts atrasados esse fim de semana teremos uma produção dupla: para este domingo esperem um post sobre um anime especial, um clássico moderno. Mas é claro que não vou revelar agora! Hoje irei dar as conclusões sobre o anime Giant Killing.

Giant Killing começou a temporada de Primavera 2010 como um anime relativamente renegado. Apesar de estarmos no Brasil, animes esportivos nunca foram exatamente o ponto alto de discussão do fandom nacional. Tratando de futebol, o esporte principal do país, e juntando com as animações japonesas, muitas pessoas guardam na cabeça a imagem do não muito realista Super Campeões (do qual sou fã) e fazem disso uma forma de comparação difícil de ser quebrada. Ou alguém aí já viu muitas pessoas comentando Hungry Heart que passou no Animax (Tudo bem que esse era ruim mesmo)?

Apesar disso, Giant Killing foi despontando como um dos favoritos de muitas pessoas, tiro isso pelo aumento gradativo de comentários que a série foi ganhando com o passar dos primeiros episódios. Por aqui pelo Gyabbo! mesmo eu tiro isso; em uma enquete realizada para saber qual seria o melhor anime daquela temporada, GK tinha apenas um único voto antes de sua estréia, o meu. Após meros dois episódios o anime subiu para o segundo mais votado, perdendo apenas para a segunda temporada de K-ON!!. Além disso, o post que escrevi aqui contando minhas primeiras impressões, datado de 12/04/10, conseguiu de forma assombrosa assumir o lugar de post mais acessado do blog. A matança dos gigantes havia começado.

Não vou aqui me alongar explicando sobre o que o anime trata, afinal, já fiz isso detalhadamente no post de Primeiras impressões, dê uma olhada lá caso não conheça o anime ainda. A verdade, porém, é que Giant Killing não necessita de grandes explicações, depois de terminar a série você percebe que tudo se tratava um grande Slice of Life com futebol como tema de fundo.

Jogos, treinos, torcidas, cartolas, táticas, vitórias, derrotas, emoções, gols!, tudo que preenche a vida de um boleiro e das pessoas que trabalham ou vivem nesse mundo está ali na tela, retratado de forma realista, ainda que um pouco diferente do que nós brasileiros podemos esperar do futebol. Algumas coisas podemos claramente entender que é a visão japonesa do futebol, bem diferente da nossa, apesar da história do esporte no Japão estar intensamente ligada com o futebol brasileiro. Outros pontos são caprichos de uma obra de ficção, ainda que realista, uma ficção.

Tanto é assim que Giant Killing não tem um real objetivo alcançado. Time invicto? Jogadas maravilhosas cheias de craques? Campeões da J-League? Nada disso, o anime termina em uma grande festa regada a muito… kare. É apenas no último episódio que você pode perceber isso, toda a emoção das partidas elevam a adrenalina não somente dos jogadores, mas também dos expectadores. É somente no fim que você entende que o objetivo nunca foi ter um objetivo, uma meta, mas sim mostrar o mundo futebolístico de um verdadeiro clube.

Acima de atletas, técnicos, torcedores, dirigentes, o anime gira em torno de um clube, feito de todas essas pessoas, mas também da comunidade que o cerca. O ETU – East Tokyo United.

Para um anime de futebol dar certo mais do que bons personagens, boa animação, boas músicas ou que seja, e Giant Killing tem tudo isso muito bem, a coisa mais importante é a emoção. Super Campeões era surreal? Com certeza, mas quem não ficava “em pé” para ver se aquela bola ia ou não entrar?

Assim temos GK, apesar de não mostrar tantos jogos, e muitos deles serem empates ou derrotas do ETU, o anime soube quando e como colocar os jogos mais importantes. Para se ter uma ideia, o último jogo final foi uma verdadeira batalha, levando nada menos que sete episódios. Você pode pensar que isso é um exagero, mesmo para um anime de 26 episódios, mas a verdade é que durasse 15 episódios e eu ainda estaria vidrado. A emoção que uma partida pode proporcionar, aliada à ótima direção de Yuu Kou fizeram com que ninguém pudesse reclamar dessa partida, querendo é mais. E eu realmente quero mais, que venha uma segunda temporada!

Em questão aos quesitos técnicos não há nada do que se reclamar. A animação não é a melhor que se pode ver, mesmo K-ON!! teria uma animação mais detalhada e fluida do que Giant Killing, mas ela se encaixa perfeitamente no estilo da história e naquilo que se quer passar. Como eu já disse, a questão aqui é a emoção, emoção não pede pelos sentidos. Mas não pense que a animação a ruim pois ela definitivamente não é. O estúdio DEEN conseguiu fazer um ótimo trabalho, aliando bem a arte original do manga com a dificuldade de animar um esporte.

O ponto técnico mais alto com certeza fica com a sonoplastia. Tanto nas músicas de abertura e encerramento, na BGM, mas principalmente nos sons naturais do estádio, o trabalho feito pelo estúdio foi de primeiríssima qualidade, com detalhes que dão maior vivacidade à obra.

Vejam a abertura, THE CHERRY COKE$ – My Story, com certeza uma das minhas favoritas de todos os tempos ao juntar uma música Punk com um toque de música irlandesa com sequências incríveis que conseguem passar claramente o que o anime pretende:

Esse post gigantesco é simples para dizer: Assistam Giant Killing, é fantástico! Se você for fã de futebol e anime, não pode deixar passar. Se for só fã de anime… o está esperando? Um dos melhores animes de 2010!

PS: ETU!

Olá leitores do Gyabbo! (ou quem tenha parado aqui por […]