PxP – Editora Panini

Olá pessoal, tudo certo? Por aqui está tranquilo, tirando um resfriado persistente e a volta às aulas que prometem ser bem atribuladas, principalmente no atual período que estou, entrando na reta final da faculdade.

E vocês já ouviram a nova edição do Anime Records? Saiu na última quarta-feira e, pelo menos na minha opinião, está muito bom, vale a pena não só para se distrair e divertir, mas se informar sobre determinados assuntos, neste caso, sobre “Blogar animes”. Fica o link para download.

Mas entrando no assunto de hoje, novamente falarei sobre um manga lançado recentemente (ou nem tanto, mas pra quem é da segunda fase, sim) no Brasil. Esses dias joguei no Twitter como vejo poucos lugares comentando sobre mangas, principalmente os lançados aqui (e quando digo comentar, não estou falando de noticiar). Seria legal ter mais blogs desse tipo, não? Mas deixa de divagação, vamos começar a falar sobre PxP.

PxP é um título shoujo lançado pela editora Panini da já consagrada autora Wataru Yoshimizu, que seguindo aquela velha lógica de que se volta é por que vende, é uma autora bem rentável no mercado brasileiro, já contando com quatro trabalhos publicados (Marmalade Boy, Spicy Pink, Ultramaniac e PxP). Antes mesmo de ser lançada por aqui, Yoshimizu já era bem conhecida entre os fãs de shoujo (e de manga em geral, por que  não?) pelo trabalho dos scanslators, principalmente com sua obra mais famosa, Marmalade Boy.

Apesar de contar com apenas um volume, PxP não possui apenas uma única história, a verdade é que temos aqui dois one-shots em um mesmo título; o primeiro, PxP e o segundo Baby It’s you.

PxP conta a história de Himeno Ruri, uma garota muito bonita, atlética e popular na sua escola, além de ser vice-presidente do conselho estudantil da escola Seiou. Porém, dentro dessa escola existe a figura de um ladrão, conhecido apenas pela letra “P”, sua marca registrada, deixando-a sempre no lugar do crime. Quem será “P”? Até por se tratar de um one-shot, não temos esse suspense aqui, em menos de 5 páginas já sabemos que na verdade ele é Himeno (Hime = Princesa = P).

Mas não é como se a garota fosse uma personagem maligna ou algo do tipo, na verdade ela segue padrões bem rígidos para fazer suas falcatruas. Primeiro, todos os crimes são encomendados por email, e ela só acata aqueles que não tem nenhum valor financeiro relevante, como o lenço de um garoto para uma garota apaixonada. Para fazer o trabalho, além desse requisito, é preciso pagar a módica quantia de 30.000 ienes (aproximadamente R$616 em valores atuais). Caro? Sim, por isso (e ela emoção) é que Himeno faz seus trabalhos, sem poder contar com a colaboração financeira dos pais e não querendo fazer um trabalho qualquer, a sua solução foi essa.

Junto dela temos outro aluno que ajuda Hime na execução dos seus planos. Se trata de Suki Yuuma, um garoto com um QI de 250, bolsista da escola e que recebeu um laboratório próprio para realizar suas pesquisas. Juntando as habilidades físicas de Hime e a inteligência de Yuuma, os trabalhos são realmente fáceis de realizar, mesmo que muitas pessoas queiram saber a identidade secreta do “criminoso”.

Apesar de ter um plot minimamente interessante, PxP termina rápido demais, perdendo a chance de desenvolver uma história mais profunda. No fim, tudo termina quando as questões amorosas dos personagens principais são resolvidas, o que deixa um sentimento de disperdício.

Quando PxP começa a engrenar realmente, a história termina e começa Baby It’s You. Sendo muito bonita, Akami é convidada (basicamente forçada) a tomar o papel principal em uma apresentação de Takarazuka (na verdade, é um pseudo-Takarazuka-escolar), onde será o Top, a garota mais bonita e que fica com o papel do galã do espetáculo.

Visivelmente bem inferior à primeira história, Baby It’s you não consegue chamar muito a atenção do leitor, principalmente pelo enredo que possui. A história gira em torno de Akami e sua paixão por um professor (algo que pessoalmente não é do meu agrado ler), enquanto os ensaios e a apresentação da Pseudo-Takarazuka acontecem.

Contada de forma rápida, sem tempo para grandes explicações, as coisas acontecem sem grande propósitos e de uma maneira que não convence. Sinceramente eu preferia ter ficado só com o primeiro one-shot em um volume menor e mais barato.

Apesar das duas histórias (principalmente a segunda) não serem realmente empolgantes, por se tratar de um único volume, não diria que não vale a pena comprar, mas veja suas prioridades antes.

Nas questões técnicas não há do que reclamar, a edição da Panini está muito boa, seja na parte gráfica ou tradução/edição, não me recordo de nenhum erro, acredito que não haja algum.

Por fim, se há algo a ser elogiado em PxP é o traço de Wataru Yoshimizu. Apesar de ter um traçado meio que à moda antiga, são sempre desenhos muito bonitos, com quadros bem encaixados e as emoções bem exploradas. Nada além do que poderíamos esperar de uma mangaka experiente.

PS: Será que teremos novos lançamentos da autora? Ela ainda possui uma vasta lista de mangas curtos e alguns um pouco mais longos. Eu não duvido nada.

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