Black Rock Shooter – OVA

Olá minha gente, como estão todos? Espero que bem! O tempo está passando, amanhã tenho que acordar cedo para uma reunião que eu não estou com a mínima vontade de ir, porém irei né… Mas ainda sim, sempre guardo um tempo para vir atualizar o blog, impressionante como não acabam os animes para comentar!

Antes de ir para o post de hoje, você já votou na segunda enquete do Censo Gyabbo!? Dessa vez a pergunta é sobre a sua idade. Além de votar na faixa etária, seria bom se você pudesse comentar na enquete em si ou no post sobre ela. Conto com os votos de todos que passarem por aqui!

Mas vamos lá, let’s rock, o post hoje é sobre Black Rock Shooter!

Antes de começar a escrever, eu preciso ser bem honesto com vocês; não sei praticamente nada sobre as famosas Vocaloids. Claro, eu sei sobre o que se trata, já vi alguns vídeos, uma vez cheguei até a reconhecer um cosplay de uma personagem em um evento aqui na cidade (o que deixou a cosplayer bem feliz, acho que ninguém estava reconhecendo). Mas fico somente no superficial. Até sair o anúncio desse anime eu não fazia ideia de que existia algo chamado Black Rock Shooter.

Sendo assim, não pretendo fazer uma análise comparativa, ou analisar a adaptação que foi feita, estou aqui para comentar sobre o anime em si. Se você quiser se aprofundar mais, lendo melhor sobre o lado Vocaloid da produção (ou mesmo ler alguns spoilers, reflexões sobre o significado da série e outros pontos de vista) eu recomendo dois posts do blog Subete Animes, parceiro do blog. O primeiro é do Panina Manina, que caso você leia os spoilers dele, fica aqui afirmado que eu concordo com as afirmações dele. O segundo é do outro redator do blog, o Qwerty. Ambos estão muito bem feitos e com certeza valem a leitura se você quiser se aprofundar um pouco mais.

Black Rock Shooter se trata de uma personagem criada pelo artista conhecido como Huke para ilustrar um clip de uma música feita a partir dos famosos sintetizadores de vozes, as Vocaloids, criada (a música, maldita ambiguidade) por Ryo, líder de um grupo de músicos chamado Supercell, rapidamente ganhando fama pela internet (especialmente na Ásia através do site de vídeos NicoNico Douga).

Se pessoalmente eu não gostei muito da música em si, é inegável o apelo estético da personagem e do mundo que a cerca (além de outras personagens criadas para esse mundo posteriormente ao sucesso). Uma garota com roupas escuras, um olho em chamas azuis, com uma diversas armas pesadas em punho em meio a um mundo gótico em destruição é o que poderíamos chamar de ‘no mínimo cool‘.

Apesar de ao olharmos para a personagem que dá nome ao título pensarmos que veríamos um anime de ação e batalhas estilosas em um nível épico, Black Rock Shooter é na verdade uma simples história sobre uma amizade e sentimentos escondidos.

Não que não haja ação, ela está lá, e aqui é de se ficar em pé para bater palmas para o estúdio Ordet que conseguiu produzir cenas de altíssimo nível, cenas que desbancam facilmente muitos animes propriamente de ação que estão no mercado. Na verdade, seja nas cenas de ação ou nas cenas de cotidiano, a animação e o character design são de encher os olhos. Realmente impressionante.

Como disse anteriormente, não sou exatamente um bom conhecedor do mundo das Vocaloids, estão resolvi assistir esse anime muito mais pelo aspecto visual do que pelas expectativas que eu poderia ter. Assim, consegui ver um ótimo anime, meio que slice-of-life, que conta uma singela história de formação de uma amizade entre uma garota energética, Kuroi Mato e outra, essa introvertida, tímida e com tendências mais solitárias, Takanashi Yomi.

A forma como as coisas vão evoluindo acontecem de uma forma bem natural durante os aproximados 50 minutos do OVA, conseguindo passar bem o sentimento de crescimento que ambas as personagens sentem uma pela outra. É um sentimento de sincera e honesta amizade. Por um momento eu achei que o anime iria descambar para o shoujo-ai, mas felizmente não foi esse o caso (nada contra shoujo-ai, mas aqui é muito mais interessante ver a amizade pura entre as duas).

Como grande fã de animes simples e que mostram o cotidiano e as vidas cotidianas das  suas personagens, Black Rock Shooter foi supreendentemente agradável, principalmente por fugir bastante daquilo que eu esperava assistir. Vi muitas pessoas comentando que essa parte fora do “mundo Black” é sem graça e clichê. Tudo bem, não vou afirmar que é a revolução, nem no mundo do entretenimento, muito menos em animes, mas consegue passar aquilo que pretendia passar; o processo de construção e os empecilhos encontrados por qualquer amizade.

Enquanto isso temos o “mundo Black” (eu inventei esse termo no parágrafo acima, se houver um nome próprio para ele, por favor me corrijam) muito mais como uma metáfora desse processo do que um lugar propriamente dito. Não pretendo entrar em detalhes para não dar spoilers, deixo isso para os posts do Subete Animes que indiquei no começo, mas ao assistir Black Rock Shooter procure vê-lo dessa forma, tenho certeza que aproveitará muito mais.

Com sua animação belíssima, uma história honesta e cativante, sem ser exagerada, personagens interessantes tanto visualmente quanto emocionalmente e um conceito que foi bem explorado nesse OVA (sério, esqueça que estamos falando de uma adaptação, não seja um fã chato e seja feliz), temos em Black Rock Shooter um material muito bom e que eu recomendo para todos, dos fãs de ação ao fãs de animes mais parados.

PS: Antes de se revoltar com o final, deixe os créditos rolarem e veja a cena final. Eu fui fazer chilique antes disso e me arrependi, mudando bastante o conceito que estava construindo da série.

Olá minha gente, como estão todos? Espero que bem! O […]