Eensy Weensy Monster – O monstrinho dentro de mim – Editora Panini

Olá leitores! Como prometido essa semana eu continuo escrevendo sobre mangas, um assunto que ficou meio que deixado de lado nos últimos tempos com o domínio dos animes (que não devem voltar a aparecer por aqui pra falar a verdade). Aproveitando que semana passada eu me deixei levar e comprei dois títulos novos, hoje irei comentar sobre Eensy Weensy Monster.

Ultimamente eu andava surpreso com a rapidez com que os lançamentos da Panini chegavam na Fase II. Primeiro foi Highschool of the Dead, depois 100% Morango e junto desse, Eeensy Weensy Monster. O problema é que EWM é um lançamento do início do ano, lá pra março, que de tão pouco comentado eu me enganei achando que estava sendo lançado agora.

Mas enganos a parte, quando comecei a ler EWM – O monstrinho dentro de mim, logo percebi que aquele traço era muito semelhante com algum que já havia visto. Apesar de suspeitas, nunca fui muito bom para associar nomes à traços, então fiquei apenas nas suposições, mas foi só começar a pesquisa para esse post para que as minhas dúvidas passassem a serem certezas, Eeensy Weensy Monster é um manga da mesma autora do famoso KareKano, Masami Tsuda, sendo na verdade seu sucessor.

Lançado em 2006, após o maior hit da autora, EWS não conseguiu repetir o mesmo sucesso, terminando com apenas dois volumes (já publicados na fase 1 nacional por sinal). Mas afinal, por que não deu certo?

Em Eeensy Weensy Monster temos a história de Nanoha Satsuki, uma garota extremamente simplista, notas médias, aparência comum, longe da excelência nos esportes. Seu único “atributo” que chama atenção é o fato de ser melhor amiga das duas garotas mais populares da escola; a bonita e charmosa Nobara Ryuzakai e a igualmente bonita, mas top no ranking escolar de notas, Renge Midou. Como a autora mesmo intitula, as três formam o “trio das flores”, já que cada uma tem seu nome baseado em uma flor.

Nanoha é calma, tranquila, gosta das coisas simples da vida, mas existe uma coisa que consegue tira-la do sério: o “príncipe” Hazuki Tokiwa, o garoto mais popular da escola, sendo bajulado por todas as garotas. Percebendo que Hazuki é apenas um garoto mimado, toda vez que Nanoha o vê surge nela uma gigantesca raiva, algo tão diferente do seu habitual, fazendo-a creditar a um “monstrinho” que vive dentro dela.

É fácil perceber o que vai acontecer no final, certo? Não preciso correr atrás de spoilers para saber como a história se desenvolverá e terminará no seu curto espaço de 2 volumes. Apesar de personagens carismáticos (com exceção do protagonista que é um zero) e algumas boas tiradas, Tsuda não tem muito para onde correr. Se o que a autora afirma for verdade, que a história estava certa para contar um ano exato na relação dos dois, sendo um mês por capítulo, isso faz com que ela ganhe muitos pontos e faz de EWM um shoujo rápido e que serviria para tirar a melancolia deixada pelos volumes finais de KareKano. Mas tenho minhas dúvidas sobre isso, a verdade é que não havia muito o que fazer, só servindo para manter o nome da autora em voga após seu hit.

Além disso, o traço de Tsuda é bem inconstante, se encaixava muito bem em KareKano (e foi muito melhorado na versão animada pela Gainax), em Eeensy Weensy Monster não dá tão certo e colabore para que os protagonistas não convençam até pelo menos o final do primeiro volume (o que é muito para uma série de apenas dois volumes), além disso, existe uma certa repetição de expressões que cansa o leitor.

Se Eeensy Weensy Monster tentasse alcançar vôos mais altos, certamente não conseguiria. Fica bom como tira gosto, mas não se segura como uma série mais longa. Podem achar que estou sendo pessimista demais, mas estou sendo apenas realista. Não é um título ruim, mas também não deve ir tão longe até o seu final.

Por fim, aqui eu quero fazer uma crítica que normalmente não faço nos mangas da Panini. Talvez sempre fosse assim, mas foi em Eeensy Weensy Monster que eu pude perceber claramente a falta de qualidade das folhas usadas, finas demais, deixando o traço da página de trás passar para o da frente. Além disso, as retículas mais “densas” se transformam em borrões escuros, dando um ar de xerox. Isso acontece em poucas páginas do manga, mas é algo a ser revisto pela editora. Fora isso, destaco a adaptação feita nos textos, que correm muito bem.

Olá leitores! Como prometido essa semana eu continuo escrevendo sobre […]